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  • Como ajudar projetos de código aberto

       (1 review)

    Fernando Mercês

    Você gosta de software de código aberto? Gosta quando encontra um programa bem feito, que atende a sua necessidade, sem custo, é atualizado, os desenvolvedores colocam novos recursos, você pode até opinar, sugerir mudanças e várias são aceitas? Saiba que por trás destes milhares de programas livres há um mundo de pessoas que dedicam seu tempo (muitas vezes seu tempo livre) para entregar software de qualidade pra você sem nem te conhecer. Isso é muito louvável. Agora mesmo estou usando o WordPress para escrever este artigo, um software de código aberto. Não paguei nada por ele e ainda modifico da maneira que eu quiser, respeitando sua licença. Não é fantástico isso? Para este artigo motivei-me dos vários programas de código aberto que já vi nascerem e morrerem por falta de apoio, então resolvi escrever um manual de como ajudar a manter os programas que você gosta no ar. Preparado?

    O primeiro passo é entender o que é de código aberto (ou open source). Eu poderia tentar explicar com minhas palavras, mas há um vídeo que literalmente desenhou e explicou com LEGO. Incrível, não? E com legendas em Português do Brasil. Por favor assista, mesmo que você pense que já saiba o que é:

    Se você usa algum software de código aberto (e eu tenho certeza que sim), você pode ajudar com:

    1. Tradução

      - Nem todo mundo fala inglês no mundo. É importante que um software socialmente viável seja acessível e você pode contribuir com isso ajudando a traduzir as novas versões para sua língua nativa.

    2. Divulgação

      - Publicar no seu site, seu Twitter, Facebook ou qualquer outra rede social sobre sua experiência com o software, estimulando outras pessoas a o utilizarem.

    3. Reconhecimento

      - Enviar um e-mail de agradecimento aos desenvolvedores.

      - Publicar na sua rede social, ou na dos desenvolvedores (se houver) um depoimento sobre sua experiência com o software.

      - Se o software está no Github e você tem uma conta de usuário lá, é só ir na página dele e começar a segui-lo (follow) e dar uma estrelinha (star) também.

      - Se o software está no SourceForge você pode dar uma estrelinha (star), avaliar o software (rating) e também dar seu comentário (user reviews).

    4. Preferência

      - Mesmo que haja um software proprietário equivalente, estimular o uso de software de código aberto é muito importante. Ele é socialmente mais justo e depois de ver o vídeo do item 1 você já deve saber o motivo.

    5. Documentação

      - Se você já domina algum recurso do software, é legal escrever algo no seu blog ou gravar um vídeo no YouTube ensinando outras pessoas a fazê-lo. Isso faz com que mais e mais usuários sejam beneficiados e aumenta as chances de adesão do software em questão.

      - Ajudar a escrever a documentação oficial do software, coisa que te faz aprender muito e toma muito tempo dos desenvolvedores. Tempo este que eles poderiam dedicar a corrigir problemas e adicionar novos recursos. Só depende de você.

    6. Suporte

      - Se cadastrar nos fórums e listas de discussão sobre o software para ajudar outros usuários te faz estudar muito, ajudar muito e contribuir muito com o ecossistema que mantém o software vivo!

    7. Código

      - Claro que se você conhecer a linguagem de programação utilizada no software você pode – e deve – contribuir via código. Só tome cuidado com o egocentrismo aqui. Não é porque você fez um patch que ele tem que ser aceito. O software de código aberto é democrático e não serve pra você tentar provar pra ninguém que é bom. Basta querer ajudar e atender ao pedido de todos, não do seu ego.

      - Se você é programador e costuma desenvolver software freeware por exemplo, considera transformar em código aberto. Ele vai crescer muito mais e ter muito mais adeptos. Você pode se espantar com o tamanho que o projeto pode assumir quando se tem a colaboração da comunidade open source.

    8. Reportar problemas

      - Se você acreditar que encontrou um problema no software (bug), avise aos desenvolvedores. Normalmente isso é feito por um sistema de bug tracking ou issue tracking. Com certeza no site do desenvolvedor você terá mais informações sobre como fazê-lo. Pode ser que te peçam logs e outras informações para que eles possam reproduzir o erro e corrigir, mas vale a pena continuar e ir até o fim. Você vai ajudar muita gente no final.

    9. Doações

      - Muitas equipes que desenvolvem software de código aberto precisam de dinheiro para comprarem hardware, aluguel de  infraestrutura ou mesmo para promoverem eventos entre os desenvolvedores para alinharem o futuro do software. Doando você pode ajudar nisso. Se você tiver condições, apoie.

    10. Se informar

      - Empresas como Microsoft, Apple, Red Hat, dentre outras são grandes contribuidoras com projetos de código aberto, inclusive com o Linux.

      - Software livre e software de código aberto são diferentes. O primeiro movimento é criado pelo Richard Stallman, que explica as diferenças aqui.

    Essa lista não é definitiva e naturalmente deve haver várias outras formas de ajudar, mas escolhi escrever sobre as mais simples, que estão somente há alguns cliques de distância de você.

    Nos anos que venho dedicando a apoiar os projetos de código aberto, inclusive criando alguns, fiquei muito surpreso com as colaborações que meus projetos receberam e também tive a oportunidade de contribuir com muitos outros. Isso significa ajuda efetiva para pessoas e projetos. De verdade. As empresas também gostam disso (afinal são pessoas que trabalham nelas né!?) e várias propostas de emprego já surgiram através do Github. Não fica de fora dessa. O mundo open source precisa de você. E as pessoas também.;)



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    Guest

    bcalheira

      

    O código aberto ajuda ao desenvolvimento da humanidade, espalhando o conhecimento, barateando processos e democratizando o acesso à tecnologia. Parabéns à equipe do Mente Binária por criar este ambiente de confraternização dos entusiastas do open source!

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    • By njrizzo
      VI BSDDAY
      Evento de software livre, realizado em Seropédica, levando tecnologia para o interior do estado do Rio de Janeiro
      O BSD DAY é um evento para entusiastas do software livre, em especial os sistemas operacionais  FreeBSD, NetBSD, OpenBSD, DragonFly e Linux, e suas aplicações como servidor ou desktop.
      A submissão de palestras está aberta e termina no dia 20/4/2020
      Compartilhando o conhecimento de profissionais na área para todos os interessados.
      Acesse o site: https://www.bsdday.com.br
      em breve com atualizações para o evento deste ano.
      Este dinheiro serve para bancar os dois coffe-breaks, transporte, confecções de material de divulgação e papelaria
      Brindes para doações: ( deverão ser retirados no dia do evento)

      R$ 30,00 até R$ 50,00   - Porta copos
      R$ 50,01 até R$ 100,00 - Caneca
      R$ 100,01 até R$ 300,00 - Porta copos + Caneca
      R$ 300,01 e acima -  2x Porta Copos + 2x Caneca

      Se quiser podemos enviar, mas o custo do envio deverá ser combinado e pago em separado
       

    • By lucass
      Vou começar agradecendo ao @Fernando Mercês pela oportunidade e por ter sugerido este artigo, que também me motivou bastante a escrevê-lo!
      Introdução
      Não sou conhecido internet a dentro, apenas acompanho alguns canais no Discord (tal como o do Mente Binária). Meu nível de programação e engenharia reversa não é algo admirável ainda. Em um grupo especifico intitulado "Terra do 1337", que é um grupo fechado de amigos com finalidade de estudar engenharia reversa, programação e descontrair, eu surgi com uma idéia de escrever uma ferramenta que iria facilitar a vida de muitos nesta área de engenharia reversa e achei de API Inspector.
      A seguir um spoiler de como foi o início do projeto, para quem se interessar. 😉
      O que é o API Inspector
      É uma ferramenta de código-aberto voltada para área de engenharia reversa, que irá auxiliar na análise de funções correspondentes a certas API's do Windows, retornando informações obtidas dos argumentos caso a função seja chamada pela aplicação.
      O que ele faz
      Ele faz um hook (do Inglês "gancho"), que consiste num desvio na função original da API solicitada para nossa própria função e com isso podemos obter os dados (argumentos/parâmetros) que foram passados para tal função.
      Como ele funciona
      O princípio de um hook é simples: você insere no inicio da função um salto que irá levar para a sua função (que é uma cópia da função original) e depois de efetuar o que quiser, irá retornar para a função original prosseguir.
      Talvez mais fácil visualizar o que expliquei com código:
      //Aqui está a função //ZwWriteVirtualMemory | NtWriteVirtualMemory, originada do binário: ntdll.dll //créditos ao https://undocumented.ntinternals.net/ NTSYSAPI NTSTATUS NTAPI //WINAPI NtWriteVirtualMemory( IN HANDLE ProcessHandle, IN PVOID BaseAddress, IN PVOID Buffer, IN ULONG NumberOfBytesToWrite, OUT PULONG NumberOfBytesWritten OPTIONAL ); //Sua versão assembly 777F2110 mov eax,0x3A 777F2115 mov edx,ntdll.77808D30 777F211A call edx 777F211C ret 0x14 //O que nós vamos fazer é criar uma função similar á ela com o nome que decidirmos //Então vamos inserir um jmp no início da função original para nossa função, ficando assim: 777F2110 jmp api inspector.573523EC 777F2115 mov edx,ntdll.77808D30 777F211A call edx 777F211C ret 0x14 //Usei como exemplo minha próprio ferramenta! //Então quando ocorrer a chamada desta função ela será jogada em nossa função! Depois de nós fazermos que desejar vamos retorna-la, porém para uma região que aloquei onde contém //Um buffer dos bytes que foram sobrescritos da função original: 03610000 mov eax,0x3A 03610005 jmp ntdll.777F2115 //Ela irá retornar depois do jmp que existe na função original e continuar o código.... Vantagens de se utilizar o API Inspector ao invés de um debugger
      Imagine que você está visualizando as chamadas intermodulares (para bibliotecas externas, no caso) que um programa faz, utilizando um debugger (o x64dbg por exemplo) e notou que uma certa função que deseja inspecionar é chamada em diversos pontos do programa. Vejo duas opções neste caso: colocar vários breakpoints, um em cada chamada à função, no código do programa ou colocar um único breakpoint função em si, no código dela, na DLL.
      Em ambos os casos, você vai precisar analisar chamada por chamada, parâmetro por parâmetro. E se a função for chamada 20 vezes consecutivamente? O tempo que você levaria para visualizar apenas o primeiro parâmetro da chamada é o tempo que a ferramenta iria levar para exibir todas as 20 chamadas, com os argumentos formatados bonitinhos ao seu dispor. Entende a vantagem? 🙂
      E as desvantagens?
      Por hora, uma desvantagem é a quantidade de funções e API's suportadas. De fato, a primeira release não possui uma quantidade significativa que vá fazer você utilizar a ferramenta e nem uma quantidade de recursos interessantes na ferramenta. Mas é ai que vem o ponto chave, o fato de deixar ela pública remete ao próprio crescimento da mesma, no primeiro momento é necessário uma orientação da parte de vocês para me ajudar a melhorar o código visual. O segundo passo é eu e vocês começarem a fornecerem mais recursos para ela. Eu irei adicionar todo ou qualquer recurso que seja significativo para a mesma, e para isso eu já tenho mais funcionalidades para implementar na ferramenta que são excelentes.
      Interface gráfica
      Na imagem abaixo, utilizei o API Inspector para hookar a função MessageBoxW() da USER32.DLL. Depois disso, escrevi um texto num novo arquivo no Notepad++ e tentei fechar o programa. Ao fazer isso, o Notepad++ perguntou se eu queria salvar o arquivo e ele faz isso através de uma chamada à MessageBoxW(), que o API Inspector interceptou prontamente.

      Na imagem acima, a janela à esquerda mostra o que está atualmente passando pelas funções hookadas. Na janela a direita, temos um log.
      Como utilizar o API Inspector
      A única coisa que você precisa fazer é anexar a DLL do API Inspector ao processo desejado e para isso existem os softwares chamados "Injetores de DLL" que podem ser achados na internet.
      Você também pode criar o seu próprio injetor. Uma dica é pesquisar sobre injeção com a função LoadLibrary(), mas no exemplo a seguir eu vou mostrar como utilizar o Process Hacker para fazer a injeção.
      1 - Abra o Process Hacker e identifique no mesmo o processo no qual você quer injectar a DLL do API Inspector. No exemplo, usei o processo do Notepad++.

      2 - Clique com o botão direito sobre o processo e escolha Miscellaneous > Inject DLL.

      3 - Selecione a DLL API-Inspector.dll e clique em Abrir.

      4 - Se o Process Hacker possuir privilégios suficientes a ferramenta irá ser carregada, caso contrário, não.

      Após isso você precisa selecionar a API desejada, a função desejada e clicar em GO Hook!
      O step call é uma funcionalidade que vai fazer a ferramenta aguardar o pressionamento da tecla ENTER para retornar para a função original. Pronto, o seu hook está feito e você já poderá inspecionar a função desejada.
      Download e código
      No repositório do API Inspector no Github você pode baixar a versão compilada e ter acesso ao código-fonte também. Contribuições são muito bem vindas!
      Bom, eu nunca tinha escrito um artigo. Se faltou informação ou coloquei informação demais me desculpe. Estou aberto pra ler os comentários. Ah, e participem deste projeto! Eu quero fazer ele crescer muito. Caso precise de referências de como cheguei a este projeto, tem tudo na página inicial do projeto no Github.
      Agradecimentos
      Obrigado novamente ao Fernando Mercês, ao pessoal do Terra 1337 que me incentiva cada vez mais e em especial para o iPower e Luan que são colaboradores do projeto.
      Referências
      Dear ImGui Programming reference for the Win32 API NTAPI Undocumented Functions C++ 3D DirectX Programming
    • By Leandro Fróes
      Após ver sobre o comando find no nosso canal Papo Binário decidi estudar um pouco mais sobre o mesmo. Revisando estas anotações pensei que seria interessante compartilhá-las, tendo em vista que o find é um comando extremamente poderoso. Alguns dos parâmetros já foram abordados no vídeo, mas vou repassar alguns aqui, não custa nada, não é mesmo?!
      Este comando pode ser útil para diversas tarefas, dentre elas investigação, administração ou mesmo aprendizado sobre o sistema.
      Indo direto ao ponto, o find é um comando para procurar itens no filesystem (arquivos, links, diretórios, etc). O que o difere de outros programas que fazem isto é a quantidade de opções que a ferramenta possui e o fato de não depender da variável $PATH para encontrar um binário. O comando leva como principal parâmetro um path, ou seja, um caminho para procurar algo. Se não passarmos nada ele entenderá que o path é o diretório atual:
      find find /etc Se não especificarmos exatamente o que queremos buscar o find simplesmente nos mostra tudo o que achar pois ele varre o filesystem recursivamente na hora de procurar algo, mas não queremos isso tudo, até porque não seria muito útil. 🙄
      Vamos tentar entender alguns filtros interessantes... Imagine que você é um administrador e precisa verificar todos os arquivos que pertencem a um usuário em específico:
      find / -type f -user leandro O que fizemos aqui? Utilizamos 2 tipos de filtros, um deles foi o -user, que busca arquivos que pertencem apenas à aquele usuário. O -type filtra pelo tipo de item no filesystem e suporta os seguintes tipos:
      d -> diretório f -> arquivo regular l -> link simbólico s -> socket     Procurando por arquivos perdidos:   Imagine agora que seu sistema está uma bagunça e você não faz ideia onde está um arquivo em específico, pense que você tem no mínimo 8 subdiretórios lotados de arquivos e você não lembra onde está o que você está procurando, só lembra que existe a palavra "mentebinaria" no nome dele. Além disso, você também sabe que não está nos primeiros 2 subdiretórios. Podemos resolver com: find . -mindepth 2 -name "*mentebinaria*" -type f A primeira coisa que fizemos foi utilizar a opção -mindepth, que especifica quantos níveis na hierarquia o find deve olhar no mínimo (a opção -maxdepth especifica o máximo). A outra opção foi a -name, que procura por um nome completo ou parte dele como fizemos no exemplo utilizando o wildcard * (asterisco) para bater com qualquer string antes de depois da palavra "mentebinaria".   Executando comandos:
      Na minha opinião uma das opções mais interessantes do find é a -exec, que praticamente executa comandos em cima do que o find encontrar. Não entendeu? Vamos lá... supondo que queiramos ver qual o tipo de arquivo de todos os arquivo que encontrarmos em um diretório em específico com o comando file:
      find . -type f -exec file {} \; Temos muita coisa pra entender nesta linha. Primeiro, o -exec trabalha com o conceito de targets (as chaves {} ) e isto significa: coloque tudo o que o find devolver no local da chave. Para cada arquivo que o find achar ele rodará o comando file naquele arquivo. Incrível, não?
      Sim, mas com isto estaremos executanto o mesmo comandos múltiplas vezes, por exemplo:
      leandro@teste:~$ find . -type f | wc -l 295 Imagine rodar isto 295 vezes, muita coisa, não? Se notarmos no primeiro exemplo do -exec vemos que no fim da linha tem um ponto de vírgula e este indica o fim do -exec para o find (e não para o shell). Temos que usar a contra barra para escapar e o shell não pensar que é para ele.
      Ok, mas até agora não vimos como melhorar isto. Concordam que o comando file aceita mais de um parâmetro?
      file arq1 arq2 arq3 E se pudéssemos pegar tudo que o find achar e, ao invés de rodar um comando do -exec por vez passamos tudo um atrás do outro? É exatamente isto o que o + faz e para ele não precisamos escapar:
      find . -type f -exec file {} + Este exemplo é a mesma coisa do anterior, mas de forma mais automatizada. Vamos medir a velocidade dos dois comandos:
      root@teste:~# time find / -type l -exec file {} \; ... real 0m15,127s user 0m0,336s sys 0m1,640s root@teste:~# time find / -type l -exec file {} + ... real 0m1,119s user 0m0,212s sys 0m0,396s Bem mais rápido com o +, não acham? 😉
       
      Investigando o sistema:
      Seu servidor foi atacado, você não sabe exatamente o que aconteceu e como aconteceu, só sabe que nem tudo está funcionando do jeito que deveria. Uma coisa interessante à se fazer é tentar olhar para o que exatamente foi alterado desde o ataque. Imagine que isto ocorreu à 2 dias: find / -mtime -2 Aqui estamos dizendo que a partir da hora que rodarmos o comando olhar para tudo que foi modificado 48 horas atrás. Podemos também verificar se algo foi acessado com -atime.
      E se você não sabe exatamente quando foi o ataque? A única coisa que você sabe é que a última coisa que você fez foi adicionar novas funcionalidades à um script que você tem. Podemos procurar por tudo que foi modificado após este arquivo com a opção -newer:
      find /etc -newer <arquivo_velho> Mas como isto? O Linux guarda um tipo de informação chamada MAC no inode de cada arquivo, resumindo é simplesmente a data da última modificação, acesso e criação do arquivo ao qual aquele inode se refere. Apenas como curiosidade, o comando stat lê essas informações também. 😋
       
      Mais algumas informações:
      Ok, agora você não teve nenhum problema, só quer algumas informações sobre os arquivos que o find encontrar. A opção -size <n> pode ajudar a procurar por arquivos maiores (+) ou menores (-) que o especificado:
      find /var -size +20k Podemos trabalhar com os seguintes formatos:
      c -> bytes k -> KB 0 ou -empty -> vazio find . -empty Não está satisfeito? Ok, a opção -ls ti da muito mais informações (praticamente aplica um ls -lids em cima de tudo que o find achar)
      find . -user leandro -type d -ls  
      Facilitando o parsing:
      Achou as opções de informações fracas? De fato a saída fica bem poluída. E se você precisasse todo dia monitorar informações específicas sobre arquivos específicos e criasse um script para isso, como você faria para obter estas informações? O find ti ajuda nisso também!!! Se você está familiarizado com a linguagem C (se não está veja isto) a função printf do C pode imprimir uma saída formatada de acordo com o que você escolher (string, inteiro, inteiro sem sinal, etc).
      Assim como em C, a opção -printf possui uma série de diretivas para formatarmos a saída do find como quisermos, algumas delas são:
      %f -> nome do arquivo %p -> path completo %i -> inode %M -> permissões %n -> número de hard links find / -type f -atime -1 -printf '%p %i %M \n' O único detalhe aqui é que por padrão o -printf não coloca um caractere de nova linha, devemos adicionar como no exemplo. Com isto a saída fica bem mais interesante para um script ler, não acham?! Aqui está o exemplo de uma saída:
      file1 262295 -rw-r--r-- file2 262283 -rw-r--r-- file3 262296 -rw-r--r-- Estas foram algumas dicas sobre o comando find. Com certeza informações mais completas podem ser encontradas no manual do comando, este tutorial tem como objetivo simplesmente compartilhar minhas anotações sobre o que acho bem interessante e usual sobre o comando find.
      Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, por favor, sinta-se à vontade para comentar e obrigado! 😄
    • By Fernando Mercês
      Essas são algumas gafes que vez ou outra flagramos a galera de TI caindo. Na prática são termos confusos que já foram utilizado de forma inadequada muitas vezes e a intenção deste artigo é desmistificar, de uma vez por todas, alguns conceitos. 😌
      Programação em HTML
      HTML (HyperText Markup Language), como o próprio nome sugere, é uma linguagem sim, mas não é de programação. Para ser, esta precisaria expressar um algoritmo que pudesse utilizar-se de estruturas de controle e loop, por exemplo, recursos fundamentais para qualquer linguagem de programação. Logo, quem sabe HTML sabe criar páginas em HTML. Programar é outra história…
      Estabilizador não serve pra nada Infelizmente ele serve pra estragar sua fonte. Isso mesmo, o trabalho de estabilização feito por estes componentes é tão mal feito e lento, que ao tentar corrigir uma anomalia na energia ele atrapalha a fonte, que seria capaz de corrigir sozinha, mas é obrigada a esperar o estabilizador fazer seu trabalho porco e corrigir a anomalia duas vezes! O investimento correto deve ser feito na fonte do computador, sem economia porca. Um filtro de linha pode ser prático no caso de um spike (grandes descargas de curto prazo, como as geradas por raios) porque o fuzível dele pode abrir e proteger o da fonte (que é mais chato de trocar porque tem que tirá-la do computador e abri-la), mas proteção mesmo é na fonte e por isso é interessante adquirir uma boa, mas só faz sentido para desktops montados. No mundo atual, onde os laptops dominam, estabilizadores não servem para nada mesmo. 😝
      O positivo e negativo da tomada…
      O tipo de corrente que chega em nossas tomadas é chamado de alternada. Neste tipo não há pólos positivo ou negativo, mas sim fase e neutro. Na fase há a tal alternagem de polaridade, entre positivo e negativo, cerca de 60 vezes por segundo no caso das capitais brasileiras. O neutro é ligado à terra em algum momento e ao conectar algum componente (como uma lâmpada) entre este caminho fase-neutro você faz com que energia passe pelo componente. No caso da lâmpada, ela acende. 💡 Vale a pena estudar o básico sobre corrente contínua e corrente alternada porque o assunto é longo.
      Baixei o drive da placa de…
      Você baixou o driver, filhão. Com ‘r’ no final. Drive, sem ‘r’, diz respeito aos dispositivos físicos como drive de CD-ROM, drive de disquete, ZIP drive etc. Já driver, com ‘r’, é um programa responsável por controlar e permitir o uso de um determinado dispositivo em um sistema operacional.
      Essa placa é show, nem precisa de driver!
      Ah precisa. 🙏 O que ocorre é que seu sistema já vem com drivers para vários dispositivos e você pode notar o dispositivo funcionando sem precisar instalar nada além do próprio sistema. Na verdade o driver para aquele dispositivo não estava em uso, mas foi instalado e agora está em uso quando da inserção do dispositivo no PC.
      Vou formatar essa HD aqui Formatar é criar um formato. Não se formata HDs, mas sim partições. Dizer “vou formatar uma partição como NTFS” é correto. Tanto é que pra formatar você precisa especificar um sistema de arquivos desejado. Adicionalmente, o HD (Hard Disk), já que é um disco, possui gênero masculino, então o correto é dizer “o HD”, como em “o disco”.
      Meu HD não tá particionado!
      Em geral para instalar um sistema operacional é preciso, sim, criar nem que seja uma única partição e depois disso formatá-la com um filesystem para o qual o sistema operacional tenha driver e saiba trabalhar. Logo, seu disco deverá ter, no mínimo, uma partição e por isso ele está particionado sim. Uma partição. ☝️
      Formatar não apaga tudo, rapá!
      Formatar é criar um formato. A ilusão de que a partição está vazia após a formatação deve-se ao fato de que a estrutura do filesystem presente naquela partição foi recriada e a referência aos arquivos é perdida, por isso os arquivos não são mais exibidos, mas nenhum foi apagado. Lembrando que nos dias atuais apagar de um disco via software é impossível. Uma vez que ele tenha sido escrito/magnetizado, por assim dizer, o que se pode fazer é substituir os bytes contidos nele por exemplo, para simular deleção. Remover os bits (energia) não é impossível, mas não é comum.
      Põe o HD no congelador que ele volta a funcionar!
      Embora haja um agrupamento de moléculas sob baixas temperaturas, que são responsáveis inclusive pela falsa sensação de carga de pilhas também colocadas no congelador, o efeito não é comprovado e, caso haja algum benefício, será fulminante. Duvido muito que dê tempo para recuperar algo. HD com problema na placa lógica pode ter a placa lógica substituída, mas HDs com problemas físicos, em geral, não têm conserto.
      Faz uma formatação de baixo nível que tira os bad blocks!
      Bad blocks (ou setores defeituosos) caracterizam um problema físico, um câncer que se espalha. Não se resolve hardware com software. É como tentar anexar um suricate num e-mail. Além disso, já parou para se perguntar o que significa formatação de baixo nível, também conhecida como LLF – Low Level Formatting? Uma dica: ZeroFill (famoso programa que preenche com zeros todos os setores do disco) não é.
      É possível recuperar dados de um HD formatado até X vezes!
      Repita comigo: HD não se formata (pelo menos não mais, com a extinção da LLF). NINOVO, a formatação de uma partição dá a ela um formato. Se você formatar 4, 7, 12 ou 7038 vezes, dá no mesmo. Os dados continuam íntegros. Agora, se você fizer um zerofill uma vez, já f*** tudo. Se ao invés de zeros, escrever bytes randômicos, piorou. Como comento na gafe 8, não se apaga nada de HD, só se sobrescreve.
      Esse barulho é a agulha do HD!
      Quem tem agulha é sua avó! HD tem cabeça de leitura e gravação e ela, pasme, não enconsta na superfície do prato. É eletromagnetismo. Favor esquecer a analogia com toca-discos.
      Venho por meio deste… Segue em anexo…
      Não precisa tentar enfeitar. Se você tá escrevendo um e-mail, é óbvio que é por meio dele que vai informar alguma coisa. Difícil seria informar algo “por meio de outro e-mail”. E o que tá anexo, tá anexo. De onde vem esse “em”!?
      Nunca minha rede foi atacada, nunca pegamos vírus!
      O ataque bem sucedido não faz ‘barulho’. Quando você não sabe é justamente quando dá certo. 😈
      Instala um antivírus gratuito! Esse aqui é muito bom!
      Trabalhando na indústria de AV eu vi coisas horríveis. O esforço pra tentar ficar na frente dos criadores de vírus é gigante, caro e por vezes frustrante. Todos os antivírus mais caros das companhias com mais dinheiro sofrem para tentar chegar lá. Desculpe, mas os antivírus gratuitos não têm a menor chance de oferecer qualquer segurança. Quem não investe num antivírus pago hoje para computador e smartphone, pra mim, é maluco(a).
      Não existe vírus pra Linux
      Este sistema é o mais utilizado em webservers no mundo. Você acha mesmo que não haveria vírus capazes de se propagar neles? Faz uma busca por “linux malware” só. Ah, e o Android, sabia que já atingimos a marca de 1 milhão de vírus diferentes para esta plataforma (que é Linux)? Guarde isso: o crime segue o dinheiro. Não importa o sistema utilizado, se o cibercrime ver valor em ameaças para ele, vão surgir.
      Gateway da placa rede O Windows é craque em ensinar errado. O que ele chama de gateway na verdade é a rota padrão para pacotes fora da rede local. É Highlander: só pode haver um! Essa zona que ele cria colocando a configuração de gateway por placa de rede só confunde. E mais, tem gente que acha que sempre precisa de gateway ao configurar uma rede no Windows, o que não é verdade. Se você não vai sair da rede local (para internet ou outra rede), não precisa definir uma rota para fora dela.
      Hackers roubaram…
      Quem comete crime é criminoso. Quem faz hacking de qualquer coisa é hacker. Uma coisa não implica a outra.
      Tá fora do ar! ‘Pingei’ e ele não respondeu.
      O ping dispara pacotes ICMP. Se o alvo ignorar pacotes ICMP, você não vai ter resposta e mesmo assim ele pode estar na rede funcionando normalmente. Com o nmap você tem mais chances de saber se um host está realmente no ar ou não.
      Quebrei o SSL!
      Parece coisa de maluco mas já ouvi umas vezes. Não que seja impossível, mas não confunda man-in-the-middle com quebra da criptografia. Tem um abismo entre estes tópicos!
      Não uso software livre porque ninguém me dá suporte!
      Primeiro: sim, você já usa, mas não sabe. Segundo: várias empresas nacionais e internacionais oferecem suporte, é só procurar. Terceiro: Muitas das próprias organizações que fazem software livre oferecem versões pagas destes softwares, com suporte. Pois é, livre é diferente de gratuito. Um software pode ser gratuito e proprietário enquanto outro pode ser livre e pago. Legal né?
      Não dá pra ganhar dinheiro com software livre!
      Errou. Errou feio, errou rude. O modelo de negócios muda. Há várias empresas e investidores, grandes clientes como bancos e governos. Se você ainda pensa assim, não deve estar ganhando dinheiro no mundo proprietário também, porque o problema está em você!
      Linux é difícil
      Outro mito. Há vários casos de crianças que sempre usaram Linux dentro de casa e acharam o Windows difícil quando foram usar na casa de amigos. É questão de costume.
      MP3 com qualidade de CD
      Se existisse já seria ruim. Ao ripar de um CD há perda de qualidade, sempre. Na conversão de analógico para digital já há, por isso ainda há tantos amantes do vinil. Lembre-se que MP3 é um codec (compressor/decompressor), e se na maioria dos casos de compressão de áudio há perda, mesmo que seu ouvido não note!
      Java roda em qualquer lugar!
      Java só roda em “lugares” que possuem a JVM (Java Virtual Machine). Além disso, há várias máquinas virtuais Java diferentes, com suportes diferentes.
      Linguagem C é velha Velho é o seu professor que ensina como calcular a média de três alunos no Turbo C. A última atualização da linguagem C foi em 2011 e as principais suítes de compiladores como gcc, llvm, Visual Studio, continuam em constante desenvolvimento. Mais da metade do universo é escrito em C. Portanto, vá estudar C! 👨🏿‍💻
      Aperta o Del pra entrar na BIOS!
      Pelo sangue de Chessus, não dá pra entrar lá não. Pressionando a tecla Del, F2, F10 ou qualquer que seja no seu computador, você acessa o SETUP, que é um software de configuração do BIOS. E é “o” BIOS porque ele é um sistema (Basic Input/Output System), logo, gênero masculino.
      A voltagem e a amperagem…
      Talvez de tão faladas já sejam aceitas, mas expressões como essas não soam muito elegantes. Em português, o que é medido em Volts (V) é a tensão elétrica (às vezes chamada de força eletro-motriz ou diferença de potencial). Já o ampère (A) é usado para intensidade de corrente [elétrica]. Espero que não criem ohmagem, wattagem, metragem (opa… essa já criaram!), quilagem, hertzagem…
      Senha forte: números, letras maiúsculas e minúsculas, caracteres espaciais plunct plact zum!
      Ok, ok. Aí vem o usuário danadinho e põe “Senha1”. Assim que expira ele muda: “Senha2”. O problema dessa gafe não é a validade técnica mas a efetividade de jogar essa responsa para o coitado do usuário que mal sabe o motivo de ele ter uma senha tão chata. Se você facilita, fica fácil pra força bruta, se dificulta, ele cola no monitor. Solução: PENSA. O sucesso de um ataque de força bruta depende de duas coisas: a complexidade da senha, o que inclui tamanho, não possuir palavras de dicionário, conter alta entropia etc e o poder computacional do atacante. Mas não precisa complicar muito. Uma senha “Meng0==========” pode ser mais forte que “5!8@6_(hiKij9” (que é bem ruim de decorar). Não é feitiçaria, o nome é entropia. Como o link enaltece, o padding (sinais de igual neste caso) deve ser criado pelo usuário, ou seja, se você ensinar seu usuário a criar algo pra colocar “antes e/ou depois” da senha várias vezes, ele vai se lembrar e ainda assim terá uma senha forte. Assim, uma pessoa sensível que queria usar a senha “Amor” agora pode.. Basta adicionar os amantes felizes e saltitantes: “\0/ Amor \0/”. Mais forte, mais fácil de lembrar, mais amor pro seu coração!
      Curso de hacker Você consegue ensinar alguém a ter ideias? Há vários picaretas no Brasil divulgando e ministrando “cursos hacker”. Todos não passam de leitura de slides e apostilas copiadas de páginas de manuais e tutoriais em sites na Internet. Na sala de “aula” o aluno vê e faz mágica, mas no cenário real a grama muda de cor. 🐴 No entanto, não fique triste, ainda dá tempo de aprender segurança de verdade.
      Minha internet é de 10 megabaites!
      O mercado (sempre ele) cria estas babaquices pra vender. A unidade de medida aqui é o Mb (megabit) e não MB (megabyte). Pois é, muda tudo. Se a sua internet é de 10 “megas”, ou seja, 10 Mbps (megabit por segundo) você baixaria aproximadamente 1,25 MB em um segundo, não 10. O macete é dividir por 8 já que 8 bits formam um byte. O mesmo se aplica às placas de rede de 100 Mbps, 1 Gbps, ou as sem fio de 54 Mbps, 108 Mbps, 3G de 1 Mbps etc: é tudo bit, não byte.
    • By njrizzo
      IV BSDDAY em Seropédica
      Devido a greve dos caminhoneiros na semana da data anterior (26/05)
      o evento foi reagendado para a data de 30/05
      Façam suas inscrições e doações via vakinha ou paypal
       
      www.bsdday.com.br
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