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  • Extensões perigosas no Windows

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    Fernando Mercês
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    Apesar de ser um assunto que já foi tratado em muitos sites e fóruns, continuo a observar que alguns usuários do Windows devem ter mais atenção com o tipo de arquivo que aplica o famoso duplo-clique. Identificar se o arquivo é inofensivo ou se é uma ameaça pode ser mais fácil do que se imagina. Este artigo tem como intenção desmistificar as lendas sobre as extensões de arquivos maliciosos e alertar sobre as extensões perigosas.

    O sistema operacional Windows reconhece (deduz o conteúdo) dos arquvios por sua extensão. Mas o que é extensão de arquivo?

    Extensão de arquivo para o MS-Windows, comumente são os três caracteres após o ponto, no nome completo do arquivo. Por exemplo, documento001.txt, é um arquivo com extensão .TXT, logo, o Windows deduzirá que é um documento de texto e associará este documento à um certo programa, que poderá abrí-lo (recebendo seu caminho como parâmetro) mediante um duplo-clique neste documento.

    Confundiu? Bom, em termos práticos, cada extensão de arquivo que mereça, possui um determinado programa responsável por interpretar um duplo-clique num arquivo que possua tal extensão. Essas informações (quais extensões são abertas por qual programa) ficam no registro do Windows.

    Ainda com o exemplo do documento001.txt, vamos analisar sua associação: ao dar um duplo-clique nele, vemos que ele é aberto pelo Bloco de Notas (notepad.exe).

    A chave do registro responsável por armazenar as informações desta associação é, no Windows XP: HKEY_CLASSES_ROOT\txtfile\shell\open\command. Veja a imagem:

    hkroot.gif.3d3e5a11d7b2f66abdfcc40975c22323.gif

    Perceba que na coluna "Dados" há o caminho completo do notepad.exe (usando uma variável de sistema sim, mas não deixa de ser o caminho absoluto), seguido de %1. Já sabemos que é o Bloco de Notas (notepad.exe) que abrirá arquivos de texto, agora vamos entender o parâmetro.

    Eu escrevi mais acima que o caminho do arquivo a ser aberto era passado por parâmetro. É justamente isso que o "%1" faz. Essa variável armazena o caminho absoluto do arquivo que está sendo acessado, no instante do acesso. Portanto, se você clicou no arquivo documento001.txt e ele está em C:\docs\, esta variável conterá o valor C:\docs\documento001.txt. Isso informa ao Bloco de Notas onde está o arquivo.

    Agora que já sabemos o que é e como funciona a extensão, vamos aos riscos.

    Um arquivo executável precisa ter uma extensão de executável para ser executado. As extensões mais comuns de arquivos executáveis são: EXE, COM, BAT, VBS, MSI, SCR, arquivos do Office (porque podem conter macros, que são executáveis).

    Um vírus, obrigatoriamente, tem que ter uma dessas extensões. Ou seja, ele tem que ser um executável.

    O problema é que há certos disfarces utilizados pelos disseminadores de vírus. Um deles é colocar um nome de arquivo do tipo: "arquivo.jpg .exe". Assim mesmo, com vários espaços entre o .jpg e o .exe. A extensão deste arquivo de exemplo é .EXE e ele será executado como tal! Não é .jpg! O texto ".jpg" neste caso faz parte do nome do arquivo e não da extensão. A "técnica" de colocar espaços é para que os programas de email e webmail identifiquem um nome muito grande e exibam reticências após o .jpg, dando a impressão que é um arquivo de imagem.

    Detalhe que o ícone de um executável pode ser facilmente alterado para o ícone de uma imagem, o que aumenta as chances da vítima de ser enganada.

    Os vírus são programas. Logo, repito, são executáveis. Um arquivo de áudio puro, por exemplo, não pode ser vírus! A extensão .mp3 estaria associada ao Windows Media Player, ou Winamp, ou qualquer outro. Esses software não executam rotinas de executáveis. Só entendem fluxo de mídia, portanto, não executam as rotinas virais diretamente. Mas eles podem conter falhas que sejam exploradas através de payloads maliciosos de arquivos de mídia ou playlists (como os .m3u).

    Tenha certeza da extensão do arquivo e de sua procedência, e estará praticamente livre de ser infectado por um vírus anexo à um e-mail ou disponível para download. Mas lembre-se que os arquivos podem também estar zipados (.ZIP) ou compactados com outro compactador (RAR, LZIP, GZIP, LHA, JAR, etc). Dentro deles é que você deve examinar a extensão do arquivo.


    Revisão: Leandro Fróes
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