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  • Montando sua máquina virtual para engenharia reversa em macOS

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    l0gan

    Complementando os artigos criados sobre máquina virtual para ambiente Windows e Linux, este tutorial tem como finalidade auxiliar na criação de uma máquina virtual para análise de binários, possivelmente maliciosos, em ambiente macOS

    Configurações da Máquina Virtual

    • 2 processadores (cores).
    • 2GB de RAM.
    • Placa de rede em modo NAT (em casos aonde você realmente precisa de comunicação com um C&C).
    • Placa de rede em modo Host-Only.
    • Compartilhamento de Pastas desativado ou Host-Only (com host local).

    Aqui vem um ponto interessante: como tenho receio de malwares que detectam o ambiente de virtualização (ex: VMware Fusion) e tentam escapar do guest pro host, rodo sempre o SO guest num SO host diferente. No caso, rodo a máquina virtual com macOS mas o SO host é Linux.

    Sistema Operacional virtual

    • 10.10.1 (Yosemite) publicado em 2014
    • 10.13.4 (High Sierra) Versão Atual

    Obs.:  As duas versões do macOS mencionados acima são para demonstrar a tela de configuração do Gatekeeper de cada versão. A importância das versões está nos diferentes tipos de malware  que podem se propagar em versões específicas. No entanto, basta escolher uma.

    O Gatekeeper é um componente de proteção para o macOS existente desde a edição Mountain Lion. A responsabilidade deste constituinte é encontrar a identificação do desenvolvedor (Developer ID, também conhecido como “assinatura de autenticidade”), que é fornecido pela própria Apple. Quando em conformidade, o Gatekeeper mantém-se adormecido até o momento do cujo arquivo executável ou instalador ser flagrado com a assinatura de autenticidade ausente ou por ser reconhecido pela semelhança de algum tipo de malware.

    Uma vez que você utiliza softwares baixados através da App Store e ou assinados pela Apple você já possui uma certa segurança. Tendo consciência que boa parte dos últimos malwares para macOS dependiam que este recurso estivesse desativado, consequentemente, permitindo o download e instalação de qualquer software não identificado.

    Desativando o Gatekeeper

    gatekeeper_yosemite.thumb.png.922cb2f9a8cc0d5579c7a51b3732bee2.png

    Imagem 1: versão Yosemite

     No macOS Sierra e posterior a opção Anywhere não aparece mais, agora o sistema operacional perguntará para o usuário se ele deseja permitir que o software realmente seja instalado / executado no sistema. Porém há maneira de desabilitar o Gatekeeper e voltar com a opção como mostra na Imagem 1, usando o spctl (SecAssessment system policy security), via Terminal:

    $ sudo spctl --master-disable

    gatekeeper_high-sierra.thumb.png.066fff24592d56a755b41c4341605468.png

    Imagem 2: versão high-sierra

    Outro sistema de segurança é o SIP (System Integrity Protection). Eu ainda não vi nenhuma necessidade de desativar para rodar malware porem caso precisem:

    SIP (proteção de integridade do sistema)

    1. Clique no menu apple.png.5c7e8390fe4b6f267080d165316a3c39.png
    2. Selecione Reiniciar ...
    3. Mantenha pressionado o comando-R para inicializar no sistema de recuperação.
    4. Clique no menu Utilitários e selecione Terminal.
    5. Digite csrutil disable e pressione Enter.
    6. Feche o aplicativo Terminal.
    7. Clique no menuapple.png.5c7e8390fe4b6f267080d165316a3c39.png  e selecione Reiniciar ....

    Ferramentas

    No macOS além da própria Apple Store (que com certeza neste caso não terá as principais ferramentas que precisamos), também temos algumas boas fontes de ferramentas. O MacPorts, sistema de pacotes muito utilizado, e também o Homebrew suprem muito bem nossas necessidades quanto aos pacotes.

    Abaixo deixei um lista de ferramentas tanto para análise estática quanto dinâmica, claro que em alguns casos a mesma ferramenta pode ser utilizada em ambos os tipos de análise.

     

    Analise Estática

    xxd                 -> Cria um dump a partir de um binário, parecido com o hexdump.
    strip               -> Remove e ou modifica a tabela de símbolos de um binario.
    hexEdit         -> Editor hexadecimal.
    lipo                 -> Cria ou modifica arquivos multi-arquitetura, na imagem 6 tempos um exemplo da sua funcionalidade.
    otool              -> Exibe informações sobre binários Mach-O (tipo um objdump).
    jtool                -> Versão melhoradas do otool.
    nm                   -> Exibe a tabela de símbolos.
    codesign       -> Usado para criar, verificar e exibir assinaturas de código.
    machOView -> Interface visual para edição de binários mach-o. 
    class-dump -> Usado para examinar informações em tempo de execução do Objective-C armazenadas em arquivos Mach-O.
    dtrace             -> Ferramenta usada para analisar comportamento do Sistema Operacional e dos programas em execução.
    fs_usage       -> Exibe informações sobre chamadas de sistemas, executa rastreamento do kernel e processos, tudo em real-time.
    xattr                 -> Usado para exibir, modificar e ou remover atributos(metadados) de arquivos, diretórios e links simbólicos.

    Analise Dinâmica

    xcode                         -> IDE de desenvolvimento de software oficial da apple, possui recursos internos para testes de perfomance de sistema.
    hopper                      -> Ferramenta usada para disassemble e decompile de arquivos mach-o 32/64bits.
    lldb                             -> Debugger utilizado para depurar programas C, C ++, Objective-C, Objective-C ++ e Swift.
    fseventer                 -> Ferramenta gráfica usada para verificar atividades em disco e execução de processos de forma visual.
    open snoop             -> Usado para rastrear acessos de arquivos, aplicativos, processos e também monitoramento do 
                                              filesystem, você pode utilizar ele em conjunto com o Dtrace.
    activity Monitor    -> Exibe processos que estão sendo executados no macOS.
    procexp                    -> Ferramenta exibe informações acessíveis pelo proc_info para exibição de processos, parecido com o top e htop.
    lsock                          -> Baseado no PF_SYSTEM o lsock e usado para visualização em real time das conexões (Sockets) no sistema, similar ao netstat.

    Por se tratar de máquina virtual para pesquisas em macOS, não poderia deixar de mencionar as ferramentas do pessoal da Objective-See. Vale a pena testar e acompanhar os artigos deles.

     Objective-see.thumb.png.91b9fe1c3a2b4615ce1d14c65d9c1b25.png

    Imagem 3: ferramentas objective-see

     Destaco três ferramentas especificas para quem estiver analisando binários do tipo Mach-O:

    otool.thumb.png.bde548a20ee70720c53befa4936af166.png

    Imagem 4: ferramenta otool exibindo o magic number do binário.

    jtool.thumb.png.ceb11cf8c56559cfe3ea6a5b1f1f5b68.png

    Imagem 5: ferramenta jtool exibindo o endereço da função main() do binário Mach-O

     lipo.thumb.png.15744ec57a72edc389da48836cbcfacb.png

    Imagem 6: ferramenta lipo extraindo o suporte a uma arquitetura especifica em binários do tipo fat.

    Considerações finais

    • Criar um snapshot da instalação default;
    • Ficar atento:
      • Anti-Disasssembly
      • Anti-Debugging
      • Sistemas de Ofuscação
      • Anti-VM
      • Ficar atento às falhas publicadas

     

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    • By kassane
      Olá pessoal, tudo bem?
      Creio que a maioria já sabem sobre  software reverse engineering(SRE) publicado pelo NSA's Research Directorate.
      Pois já existe uma comunidade voltada para esta ferramenta específica com um crescimento massivo, inclusive até mesmos curiosos desconfiados.
      Fontes de informações disponíveis:
      Ghidra -Download Release Notes Installation Guide Issues Tracker Community Collection Cheat Sheet - PDF API Documentation Decompiler Documentation Online Courses Getting Started Scripts Wiki Ghidra - RE C++ Classes IDA PRO database to Ghidra Plugins:
      GDBGhidra Ghidra Firmware Utils Function Tracer x64dbg-ghidra ret-sync (It's a set of plugins that help to synchronize a debugging session (WinDbg/GDB/LLDB/OllyDbg/OllyDbg2/x64dbg) with IDA disassembler.) Dragon Dance Launch WinAFL Go tools - Ghidra Ghidra Decompiler pyscript IDA keybindings to Ghidra or IDA2Ghidra-kb  
    • By Candeer
      Olá, já faz um bom tempo desde do ultimo artigo sobre a construção de debuggers mas, sem mais delongas, vamos dar continuidade a esta série! 😀 
      Neste artigo iremos falar um pouco sobre uma chamada de sistema que é capaz de controlar quase todos os aspectos de um processo: a syscall PTRACE (process trace). Antes de continuarmos, vale ressaltar que todo o código utilizado neste artigo está disponível no repositório do Github.
      De acordo com o manual do Linux (man ptrace), a syscall ptrace é definida assim:
      "A syscall ptrace provê meios para que um processo (denominado "tracer") possa observar, controlar a execução de um outro processo (denominado "tracee"), examinar e modificar a memória e registradores do "tracee". É primariamente utilizado para a implementação de 'breakpoint debugging' e para rastreamento de syscalls".
      Em outras palavras, podemos utilizar a ptrace para controlar um outro processo sobre o qual termos permissões sobre!
      Por exemplo, execute:
      strace /bin/ls O comando "strace" acima, é utilizado para que se possa rastrear todas as syscalls que um programa realiza. Vale lembrar que toda a técnica utilizada para o rastreamento de syscalls envolve o conteúdo abordado nos artigos anteriores, então é de suma importância que você tenha lido (ou saiba) o primeiro artigo sobre Sinais e o segundo sobre Forks.
      Antes de começar a rastrear um dado comando, o strace precisa ter controle total sobre a execução do processo alvo, para isso é feito um fork do processo em questão e o mesmo é "traceado". Voltaremos neste assunto em breve.
      A wrapper da ptrace é definida em <sys/ptrace.h> e tem o seguinte protótipo:
      #include <sys/ptrace.h> long ptrace(enum __ptrace_request request, pid_t pid, void *addr, void *data); Onde o primeiro argumento request é um enum onde cada valor define uma ação em cima do "tracee", tais como TRACEME, GETEREGS, SETREGS e etc. O segundo argumento, pid, é o PID (Process Identification) do processo que queremos "tracear", o terceiro argumento addr é um endereço para alguma interação que a ser realizada da memória do processo "traceado" e o quarto e último argumento data é algum tipo de dado passado para o processo.
      Agora que você ja conhece o formato desta syscall, vamos fazer um pequeno breakdown do comando "strace".
      Execute:
      strace strace /bin/ls 2>&1 | grep -A2 clone Por mais bizarro que o comando acima pareça, o que vamos fazer aqui é rastrear todas as syscalls que o strace faz usando o próprio strace! Como a saída padrão do strace não é o stdout (dê uma lida em standart streams, caso esteja confuso) então é primeiro redirecionar a saída de erro para a saída padrão, para que seja possível rodar o grep no que queremos.
      Estamos buscando aqui, alguma chamada a syscall clone, que é sempre chamada quando é feito um fork. A chamada à ptrace vem logo em seguida:
      clone(child_stack=NULL, flags=CLONE_CHILD_CLEARTID|CLONE_CHILD_SETTID|SIGCHLD, child_tidptr=0x7f7c4aa8ea10) = 16203 ptrace(PTRACE_SEIZE, 16203, NULL, 0) = 0 Nesse caso, o strace cria um processo filho e em seguida usa o ptrace com o argumento SEIZE para iniciar o rastreamento (tracing) de um processo sem interrompê-lo, como analisaremos em seguida. Dessa maneira o strace é capaz de interceptar cada chamada de sistema feita pelo processo!
      Dê uma olhada no comando ltrace, que diferente do strace, rastreia todas as chamadas à bibliotecas (libraries trace) e tente fazer o mesmo que fizemos acima!
      Algumas ações notáveis que podemos fazer com a ptrace:
      PTRACE_PEEKTEXT, PTRACE_PEEKDATA Ler uma word em um dado endereço. PTRACE_POKETEXT, PTRACE_POKEDATA Copiar uma word para um determinado endereço (injete dados na memória). PTRACE_GETREGS Ler os registradores de um processo, que será guardado na struct user_regs_struct em <sys/user.h>. PTRACE_SETREGS Escrever nos registradores de um processo (também no formato da struct acima). Execute "man ptrace" para uma abordagem mais detalhadas de todos os valores disponíveis. 👍
       
      Implementando um simples tracer
      Agora que já temos uma base de forks e uma ideia de como o ptrace funciona, podemos unificar os dois e tenho certeza que o ptrace irá ficar mais claro. A partir de agora ele é fundamental para a implementação do nosso debugger.
      O primeiro passo é definir o escopo de como será feito o nosso "tracer": vamos rastrear um processo que já esta sendo executado ou vamos criar um novo? Para o nosso debugger, iremos apenas criar um fork e trocar sua imagem de execução para a do programa que queremos debugar, usando uma das funções da família exec.
      Primeiro vamos usar a função execl, que faz parte do leque de funções exec (man 3 exec) que trocam a imagem do nosso processo por outra, ou seja, o nosso programa é realmente trocado por outro em uma execução.
      A função execl é definida como:
      #include <unistd.h> int execl(const char *pathname, const char *arg, ... /* (char *) NULL */); Onde o primeiro argumento pathname é caminho completo do nosso executável alvo e os demais argumentos, que podem ser vários, são os argumentos para o programa que será executado.
      Para seguir um padrão, o primeiro argumento que geralmente colocamos é o caminho do programa em questão (lembrem que no array argv a posição 0 guarda o nome do programa em si), o resto dos argumentos são opcionais e seguem no modelo de lista de argumentos que são delimitados por um argumento NULL, que geralmente usamos para finalizar a lista.
      Agora considere o seguinte exemplo:
      #include <unistd.h> #include <stdio.h> int main(int argc, char* const* argv) { if (argc < 3) { printf("Usage: %s <command> <args>\n", argv[0]); return 1; } const char* command = argv[1]; char* const* args = &argv[1]; printf("First arg => %s\n", args[0]); execv(command, args); puts("Continua?\n"); return 0; } Compile com
      $ gcc -o exec exec.c $ ./exec /bin/ls -lah Este programa bem simples demonstra como a exec funciona.
      O que acabamos de criar aqui foi uma espécie de wrapper para qualquer comando: ele irá pegar o nome do comando e os seus respectivos argumentos e trocar sua execução atual pela a que você especificou.
      Note também a string "Continue?" que deveria ser impressa na tela. Esta nunca será impressa pois o nosso programa virou de fato, outro.
      Interessante, não? Usando um pouco de criatividade, podemos criar novos processos filhos combinando forks + exec, ou seja, criamos um fork do nosso processo e trocamos sua imagem por outra! Dessa maneira, por exemplo, temos total controle sobre o comando ls.
      Modificando um pouco o código acima e seguindo a ideia de forks, temos:
      #include <stdio.h> #include <sys/types.h> #include <sys/ptrace.h> #include <unistd.h> int main(int argc, char* const* argv) { if (argc < 3) { printf("Usage: %s <command> <args>\n", argv[0]); return 1; } const char* command = argv[1]; char* const* args = &argv[1]; pid_t child_pid = fork(); // Neste ponto, todas as variaveis sao copiadas para o nosso fork // o fork NAO recebe as mesmas variaveis, apenas uma cópia ;) if (!child_pid) { // Hora de transformar nosso fork em outro programa ptrace(PTRACE_TRACEME, NULL, NULL, NULL); execv(command, args); } char in; do { puts("Iniciar processo ? [y/n]: "); in = getchar(); } while (in != 'y'); ptrace(PTRACE_CONT, child_pid, NULL, NULL); return 0; } Compile
      $ gcc -o fork_exec fork_exec. $ ./fork_exec /bin/ls O programa acima realiza os primeiros passos do nosso tracer: é passado o caminho de um programa e os argumentos para o mesmo. Com isso criamos um fork e usamos o ptrace no própio fork com o argumento TRACEME. Este parâmetro indica que o este processo será "traced" pelo seu processo pai. Em seguida trocamos a nossa execução para o nosso programa alvo. Neste momento temos total controle sobre a execução, no exemplo acima, do comando ls.
      Quando um processo inicia sua execução com TRACEME + exec, o mesmo recebe um sinal de interrupção (SIGTRAP) até que o seu processo pai indique que ele deve continuar sua execução. Por isso, o nosso processo pai, que retém o PID do processo filho, usa o ptrace com o argumento CONT para que seja enviado o signal para dar continuidade de execução.
      E depois?
      Agora toda a comunicação entre os processos pai e o filho se dará via sinais e usaremos a syscall wait constantemente.
      Lembra que definimos acima algumas funções que podemos usar em conjunto com a ptrace? Para já irmos adiantando alguns artigos, vamos fazer um programa que mostra o estado dos registradores para um processo, passo a passo. Vamos usar dois parâmetros para a ptrace: GETREGS e STEP. Segue o código:
      #include <stdio.h> #include <string.h> #include <stdlib.h> #include <unistd.h> #include <sys/types.h> #include <sys/ptrace.h> #include <sys/user.h> #include <sys/wait.h> void display_regs(struct user_regs_struct* regs) {     printf("RIP: 0x%x\n", regs->rip);     printf("RBP: 0x%x\n", regs->rbp);     printf("RSP: 0x%x\n", regs->rsp); } int main(int argc, char* const* argv) {     if (argc < 2) {         fprintf(stderr, "Usage: %s <program_path>\n", argv[0]);         return 1;     }     const char* progName = argv[1];          pid_t child = fork();     if (!child) {         ptrace(PTRACE_TRACEME, NULL, NULL, NULL);         execl(progName, progName, NULL);     }          int status;     int options = 0;     int signal;     // Estrutura que mantem os registradores     struct user_regs_struct regs;     /// Capta primeiro sinal de parada do filho     waitpid(child, &status, 0);     signal = WSTOPSIG(status);     if (signal == SIGTRAP) {         printf("Processo alvo %s esperando pronto para iniciar\n\n", progName);     }          printf("Executando 10 instruções\n");     for (int i = 0; i < 10; ++i) {         printf("Passo: %d\n", i+1);         // Executa uma instrução         ptrace(PTRACE_SINGLESTEP, child, NULL, NULL);         // Espera sinal do filho         waitpid(child, &status, 0);         // Copia o estado atual dos registradores         ptrace(PTRACE_GETREGS, child, NULL, &regs);         // Função local para imprimir os principais registradores         display_regs(&regs);         puts("\n\n");     }     puts("Continuando...\n");     /// Continua execução     ptrace(PTRACE_CONT, child, NULL, NULL);     waitpid(child, &status, 0);     printf("Filho saiu com %d\n", WIFEXITED(status));     return 0; }  
      Compile:
      $ gcc -o tracer tracer.c $ ./tracer /bin/ls O código acima, além de criar e rastrear o processo, executa as primeiras 10 instruções e copia os estados dos registradores em cada passo. Logo após, continua a execução do programa normalmente.
      A estrutura user_reg_struct, definida em <sys/user.h>, contém todos os registradores que estão disponíveis na sua arquitetura. O código foi escrito considerando um ambiente x86-64.
      Com o estudo da ptrace, fechamos toda a introdução para construirmos o nosso debugger de fato, que vamos começar a desenvolver no próximo artigo, incialmente com capacidade de por breakpoints, imprimir o atual estado dos registrados e executar instrução por instrução do processo.
      Qualquer dúvida ou correção sinta-se livre de por nos comentários!  😁
      Links úteis:
      Process control Process relationship Code injection with ptrace Sinais Fork Até a próxima!
    • By Paulo Fegueredo
      Olá pessoal,
      Estou iniciando meus estudos em Analise de Malware, usando o curso CERO do Fernando Mercês como guia inicial.
      Baixei diretamente do site do fabricante o software para analise de executáveis Detect It Easy, e antes de executá-lo, submeti o DIE ao virus total. Pelo menos 6 engines detectaram o artefato como dropers/trojan. 
      Alguém passou por essa experiencia com o DIE?  Chegaram a analisa-lo para confirmar se está limpo?
      Fiquei com receio de executá-lo.
    • By Vira
      Bom dia Galera,
       
      Sou bem novo aqui no Fórum, procurei as regras mas não encontrei. Então usarei apenas do bom senso! 🙂
       
      Eu estou a mais ou menos dois meses cutucando um CTF do hack the box, minha experiência com reversing não é muito grande, mas estou procurando aprimora-la cada vez mais. Terminei semana passada o CERO que o Fernando ministrou no Papo Binário, consegui certos progressos mas ainda assim não consigo retornar a flag.
       
      Segue o enunciado do CTF:
      Find the secret flag and get the name of the creators of this challenge!
      o arquivo do CTF esta em anexo, mas tambem pode ser baixado em https://www.hackthebox.eu/home/challenges/Reversing na opção Find The Secret Flag
      Senha do arquivo ZIP: hackthebox
       
      Identifiquei alguns pontos sobre o desafio:
      As 4 primeiras strings ascii são parte do programa normal, e não são produtivas pra nada, pelo que eu vi, as duas ultimas dentro do data são stirngs encodadas:

      Mesmo sabendo das strings, não encontrei referencias dela em nenhuma parte do código.
      A unica referencia a string encodada é na função sub.printf_400a5b, e o fluxo do código tabém não cai na área dela por padrão

       
      Eu fiz todo os tipos de direcionamentos que aprendi, procurei fazer com que as entradas do que as funções necessitam fossem sempre válidas, mas sempre que entro nestas funções recebo um seg fault, ou uma saida aleatória que não é útil pra  nada.
      As funções que destaquei abaixo são as que não identifiquei como sendo chamadas de forma nennhuma na execução do binário.

       
      Alguém mais experiente poderia me auxiliar com este desafio? Honestamente estou a tanto tempo nele que nem estou mais preocupado com a pontuação em si, mas quero entender que pontos estou errando para melhorar minhas habilidades. tenho certeza que isso me ajudará a reverter strings ofuscadas em malwares!!
       
      Obrigado desde já!
       
       

      secret_flag.zip
    • By Candeer
      Olá! No artigo anterior falamos sobre Signals, que é de suma importância para a comunicação entre processos, mas para construir o nosso debugger precisamos muito mais do que apenas isso, precisamos de fato ter total controle sobre um dado processo e se possível controlar até o seu própio início.
      Neste artigo será explicado o que são forks e seu uso em desenvolvimento de aplicações em sistemas UNIX. Sem mais delongas, vamos prosseguir!!!😀
      Resumidamente a syscall fork é usada para a duplicação e criação de um processo. Quando um dado processo chama a função fork(), é criada uma cópia idêntinca de seus dados. Note que apenas uma cópia é feita, o processo filho não compartilha o mesmo espaço de memória do pai.
      A syscall fork retorna um PID que é usado para indetificar em qual processos estamos e também dar acesso ao ID do processo filho. Caso o PID seja 0 estamos executando no filho, caso seja qualquer outro somos o processo pai, isso ocorre pois o pai precisa saber o PID do filho, mas o filho não necessariamente precisa saber o seu própio (da mesma maneira que o seu processo não sabe o própio PID ao menos que o mesmo peça).
      Algo interessante de se notar é que os Init System usados para subir e gerenciar serviços de sua máquina trabalham dessa mesma maneira, você pode checar sua árvore de processo usando comando pstree:
      $ pstree Dessa maneira você tem uma representação bem visual de como está dividida a sua estrutura de processos 😀. Note que todos os processos são filhos do seu Init system (seja ele SystemV, Systemd, etc). Aconselho você explorar o comando pstree para uma visão bem mais detalhada do seu sistema! Outra abordagem é usar o própio comando ps:
      $ ps -ef Rode o comando acima (dependendo da quantidade de processos use um pipe para o less 😉) e com ele teremos uma visão mais detalhada. A coluna PID representa o ID do processo em si e a coluna PPID representa o "Parent Process ID", que nada mais é que o ID do processo pai. Note que o PID 1 é o seu Init System e os seus processos rodam como filho dele!

      Vale notar que o processo Pai do própio init é o PID 0, que é conhecido como "swapper" ou "scheduler", que é o processo responsavel para realização de paging. Paging é o sistema de gerenciamento de memória que salva os dados da RAM em uma memória secundária (HD, SSD e etc) e recupera em formato de páginas (outros PID também são filhos do propio PID 0 como PID 2 que gerencia todas as threads que rodam em Kernel Land(KThread) etc).
       
      Programando Forks
      A syscall fork está na lib  <unistd.h> (Unix Standard library) e tem a seguinte construção:
      #include <sys/types.h> #include <unistd.h> pid_t fork(void); Precisamos incluir a lib <sys/types.h> para que seja possivel acessar o tipo pid_t. A função fork não espera nenhum parâmetro para a sua construção e o código abaixo demonstra o quão simples é cria um fork.
      #include <stdio.h> // Acesso a syscall #include <unistd.h> // Acesso ao tipo variavel pid_t #include <sys/types.h> int main(void) { int x; printf("Processo normal...\n"); printf("Forking...\n"); sleep(5); pid_t pid = fork(); x = 40; if (pid == 0) { printf("Eu sou o processo filho meu PID: %d\n", pid); } else { printf("Eu sou o processo pai de %d\n", pid); } sleep(5); return 0; } Compile o código acima da seguinte forma:
      $ gcc -o fork fork.c $ ./fork Note que o código se "divide" a partir da chamada fork e um if  é usado para saber se estamos executando no pai ou no filho, note também que o pai sabe o PID e o filho não.
      Para melhor visualização o código acima roda por 10 segundos (por conta da chamada ao sleep com esse tempo de espera). Abra um outro terminal e rode o comando:
      $ watch -n1 pstree O comando acima vai executar o pstree a cada 1 segundo, desta forma você verá o exato momento da criação do fork.

      Comunicando-se com o processo fork
      Agora imagine que um  processo precisa esperar o seu filho terminar algum trabalho e dependendo do seu sinal o processo pai realiza alguma ação. A comunicação entre o processo pai e o filho se da por signals. O pai pode saber exatamente o estado do seu processo filho usando a syscall wait e waitpid, ambas na lib <sys/wait.h>:
      #include <sys/types.h> #include <sys/wait.h> pid_t wait(int *status); pid_t waitpid(pid_t pid, int *status, int options); A syscall wait espera que ao menos 1 de seus processos filho troque de estado, já a waitpid espera por um processo específico. Como sabemos exatamente qual processo queremos rastrear iremos usar esta call 😀:
      #include <stdio.h> #include <stdlib.h> #include <string.h> #include <sys/types.h> #include <sys/wait.h> #include <unistd.h> int main(void) { printf("Spliting work...\n"); pid_t pid = fork(); if (!pid) { int a = 0; for(int i = 0; i < 100000000; i++ ) { a += i*2 + 10 *i; } return 9; } int status; int signal; printf("Waiting child finish work...\n"); waitpid(pid, &status, 0); if (WIFEXITED(status)) { signal = WEXITSTATUS(status); printf("Child exited, status = %s\n", strsignal(signal)); } return 1; } Compile o código acima e execute:
      $ gcc -o work work.c $ ./work Spliting work... Waiting child finish work... Child exited, status = Killed Veja que após a chamada de fork nosso processo filho executa várias iterações e realiza um cálculo (um cálculo totalmente randômico) e após isso retorna 9. Este retorno em questão é apenas por motivos educativos (no artigo anterior falamos de sinais e como eles funcionam). O processo pai usa a syscall waitpid para esperar que qualquer signal seja enviada do pid especificado. Após receber um status é verificado se o fork saiu (WIFEXITED) e se sim, pegamos o signal enviado usando WEXITSTATUS(status da saída) e usamos a chamada strsignal(provida pela string.h) para recuperar uma versão em texto do signal. Nesse caso iremos recuperar o signal "KILLED", pois colocamos 9 apenas por razões educativas.
      Normalmente se tudo ocorreu bem colocamos 0 (inclusive é dessa maneira que sua shell avalia se o programa rodou certo).
      $./work && echo "Filho saiu com 0, tudo certo..." || echo "Filho saiu com 1, algo errado..." No caso acima a nossa shell irá criar um fork do nosso work, executar o nosso programa (que por sua vez também executa um fork mas não entra em questão aqui) e se o signal retornado pelo fork for 0 ele imprime uma mensagem, caso contrario ele imprime uma mensagem de erro, dessa maneira você pode orquestrar um shell scripting usando o própio retorno do processo 😉
      Tente mudar o retorno do fork acima e verifique seu status usando funções providas pela <sys/wait.h>. No exemplo acima usamos apenas a call WIFEXITED e WEXITSTATUS, mas existem várias outras.
      Forks são de extrema importância para criação e gerenciamento de processos e iremos usar forks para que seja possível executar o programa que queremos debugar, dessa maneira o software em questão vai ser filho do nosso debugger, o que nós da total controle sobre o mesmo.
      Comentarios são todos bem vindos e todos os códigos usados estão disponíveis no github! 😀

      Links úteis:
          Process Control
          fork
          wait
          Process State
          Fork Bomb - Cuidado com isso
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