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  1. A Apple corrigiu duas vulnerabilidades 0-Day, aparentemente exploradas ativamente, e que afetavam o motor WebKit do navegador Safari. Segundo o BleepingComputer, as falhas no iOS podem ter sido usadas para invadir dispositivos antigos de iPhone (iPhone 5s, iPhone 6, iPhone 6 Plus), iPads (iPad Air, iPad mini 2, iPad mini 3), e iPod touch 6ª geração. Os dois bugs são causados por corrupção de memória e uso após problemas livres no motor do navegador WebKit, mecanismo de renderização de navegador usado por navegadores e aplicativos da Apple para renderizar conteúdo HTML em plataformas de desktop e móveis, incluindo iOS, macOS, tvOS e iPadOS. Os invasores podem explorar as duas vulnerabilidades usando conteúdo da Internet criado com códigos maliciosos, o que acionaria a execução arbitrária de códigos depois de serem carregados pelos alvos em dispositivos sem patch (correção). A Apple divulgou comunicado sobre as atualizações de segurança, disponibilizadas aqui.
  2. No mês passado, a Apple lançou o AirTag, localizador que tem como objetivo ajudar os usuários a encontrarem objetos do dia a dia, como chaves ou mochila. E pesquisadores já saíram hackeando o novo device para encontrar possíveis falhas de segurança. Segundo reportagem da Vice, os AirTags usam beacons Bluetooth para compartilhar sua posição com qualquer iPhones próximo, transmitindo a posição AirTag para seu proprietário por meio do aplicativo Find My, da Apple. As desmontagens detalhadas foram publicadas pelo pesquisador de hardware Colin O'Flynn e por um pesquisador da empresa de reparos iFixIt. Um dos pesquisadores da Stacksmashing também publicou um vídeo no YouTube onde analisa as entranhas da AirTag. No vídeo, ele explica como ele encontrou uma maneira de modificar o firmware no AirTag – essencialmente desbloqueando-o – para enviá-lo a um URL malicioso para um iPhone que faz a varredura com NFC (comunicação por campo de proximidade, ou near-field communication). Esse pode ser o primeiro passo para permitir que as pessoas façam pesquisas de segurança no AirTag e no chip U1, segundo o pesquisador. Um pesquisador de segurança da Positive Security também descobriu que é possível transmitir dados arbitrários para dispositivos Apple próximos por meio do protocolo Find My. Segundo o pesquisador, ele fez isso "falsificando muitos AirTags e codificando dados nos quais o AirTag está ativo". Em seguida, ele fez o dispositivo carregar os dados como parte do relatório da localização do AirTag. A Vice informa que as descobertas não mostram nenhum risco imediato, mas é interessante ver o trabalho de pesquisadores de segurança, que têm como objetivo ajudar os fabricantes a manterem seus dispositivos seguros!
  3. O AirDrop, recurso que permite que usuários de Mac e iPhone transfiram arquivos sem fio entre dispositivos da Apple, está com uma falha que permite o vazamento de e-mails e números de telefone dos usuários. Segundo o Ars Technica, o AirDrop, que usa Wi-Fi e Bluetooth para estabelecer conexões diretas com dispositivos próximos e transferir fotos, documentos, etc., entre um dispositivo iOS ou macOS para outro, funciona em três modos: um que permite que apenas contatos se conectem, um segundo que permite que qualquer pessoa se conecte, e o terceiro, que não permite nenhuma conexão. Para determinar se o dispositivo de um possível remetente deve se conectar a outros dispositivos próximos, o AirDrop transmite anúncios Bluetooth que contêm um hash criptográfico parcial do número de telefone e endereço de e-mail do remetente. Se qualquer um dos hashes truncados corresponder a qualquer número de telefone ou endereço de e-mail no catálogo de endereços do dispositivo receptor, ou se o dispositivo estiver configurado para receber de qualquer pessoa, os dois dispositivos entrarão em autenticação mútua via Wi-Fi, trocando os hashes SHA-256 completos dos números de telefone e endereços de e-mail dos usuários. O Ars Technica explica que atacantes conseguem descobrir os hashes executando um ataque de força bruta, que lança um grande número de suposições e espera por aquele que gera o hash procurado. Quanto menor a imprevisibilidade ou força no texto não criptografado, mais fácil de adivinhar ou quebrar o hash. "Esta é uma descoberta importante, pois permite que os invasores obtenham informações bastante pessoais dos usuários da Apple que, em etapas posteriores, podem ser abusadas para ataques de spear phishing, golpes, etc. ou simplesmente serem vendidos", diz ao Ars Technica um dos pesquisadores na Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha, que encontrou as vulnerabilidades, Christian Weinert. Os pesquisadores dizem que notificaram a Apple em particular sobre suas descobertas em maio de 2019. Um ano e meio depois, eles apresentaram o "PrivateDrop", um AirDrop reformulado que desenvolveram e que usa interseção de conjuntos privados, uma técnica criptográfica que permite que as duas partes façam contato sem revelar hashes vulneráveis. A implementação do PrivateDrop está publicamente disponível no GitHub. Segundo o Ars Technica, até o momento, a Apple não indicou se tem planos de adotar o PrivateDrop ou empregar alguma outra forma de corrigir o vazamento.
  4. Os operadores do ransomware REvil estão exigindo que a Apple pague um pedido de resgate para evitar que informações confidenciais da empresa vazem na dark web. Segundo a empresa de segurança Recorded Future, a equipe do REvil afirma que tem a posse dos dados de produtos da Apple após violar a Quanta Computer, empresa taiwanesa fabricante de laptops e uma das empresas que montam produtos oficiais da Apple. A Recorded Future teve acesso a uma mensagem publicada em um portal da dark web onde a gangue do ransomware geralmente ameaça as vítimas e vaza seus dados. Na mensagem, a gangue do REvil diz que a Quanta se recusou a pagar para obter seus dados roubados de volta e, como resultado, o próximo alvo será o cliente principal da empresa. A gangue publicou ainda 21 screenshots falando sobre o novo MacBook da Apple, ameaçando publicar novos dados todos os dias até que a própria companhia ou a Quanta pagassem o resgate. Além disso, há possibilidade de que dados de outras empresas também vazem online. Os clientes conhecidos da Quanta Computer incluem, além da Apple, a HP, a Dell, a Microsoft, a Toshiba, a LG, a Lenovo, entre outros, diz a Recorded Future. O resgate pedido à Quanta foi de US$ 50 milhões, mas não está claro quanto dinheiro a gangue está tentando extorquir da Apple agora. A tentativa de extorsão também foi planejada para ter máxima visibilidade coincidindo com o evento Spring Loaded, realizado no dia 20 de abril, onde a Apple anunciou novos produtos e atualizações de software. Ainda segundo a Recorded Future, a gangue do REvil disse que a Apple tem até o dia 1º de maio para tentar obter seus arquivos de volta por meio do pagamento de resgate.
  5. Um pesquisador encontrou uma falha no Editor de Texto, aplicativo de edição de texto pré-instalado em Macs, que poderia revelar o endereço IP do usuário a um hacker. Segundo a Vice, o bug, que já foi corrigido pela Apple, potencialmente permitia que um atacante enganasse o Mac de uma vítima para revelar seu endereço IP apenas baixando um arquivo .txt e abrindo-o com o Editor de Texto. A falha fazia com que o aplicativo analisasse e interpretasse automaticamente o código HTML. Para acionar essa vulnerabilidade, o atacante teria que inserir algum código HTML malicioso no arquivo de texto para fazer o Editor de Texto acessar um servidor remoto controlado pelo atacante. O pesquisador disse também que o bug encontrado poderia ter sido usado junto com outras falhas para causar muito mais danos do que apenas revelar o endereço IP da vítima, podendo inclusive assumir o controle da máquina da vítima. Ele revelou ainda que o Editor de Texto tinha recursos como chamar para outros arquivos e pastas locais no disco rígido e até fazer uma solicitação para um servidor remoto, podendo fazer com que um atacante tirasse proveito desses recursos com algum código HTML escondido em um arquivo de texto aparentemente inocente. Além disso, o sistema de proteção contra malware da Apple basicamente tratava todos os arquivos .txt baixados como seguros. Para evitar ser afetado por este bug basta manter o sistema macOS atualizado, mas o pesquisador afirma que possivelmente existem outras falhas no Editor de Texto que estão sendo analisadas e serão relatadas à Apple.
  6. Pesquisadores da Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha, publicaram artigo sobre duas vulnerabilidades encontradas em um sistema de rastreamento de localização que ajuda os usuários a localizarem dispositivos Apple mesmo quando eles estão offline. A análise dos pesquisadores avalia a segurança e a privacidade do Offline Finding (OF), um sistema de rastreamento de localização por crowdsourcing para dispositivos offline lançado pela Apple em 2019. A ideia básica por trás do OF é que os chamados dispositivos localizadores possam detectar a presença de outros dispositivos offline perdidos usando o Bluetooth Low Energy (BLE) e sua conexão de Internet para relatar uma localização aproximada de volta ao proprietário. Os pesquisadores afirmam, contudo, que duas vulnerabilidades distintas de design e implementação podem ter consequências graves para os usuários. Eles explicam que o design OF permite que a Apple correlacione diferentes localizações de proprietários se suas localizações forem relatadas pelo mesmo localizador. Assim, ao fazer upload e download de relatórios de localização, dispositivos localizadores e proprietários revelam sua identidade para a Apple. Além disso, os aplicativos macOS maliciosos podem recuperar e descriptografar os relatórios de localização OF dos últimos sete dias para todos os seus usuários e dispositivos. As descobertas foram compartilhadas com a Apple por meio de divulgação responsável, que corrigiu o problema por meio de uma atualização do sistema operacional (CVE-2020-9986).
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