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Encontrado 5 registros

  1. Fernando Mercês

    As gafes do mundo da TI

    Essas são algumas gafes que vez ou outra flagramos a galera de TI caindo. Na prática são termos confusos que já foram utilizado de forma inadequada muitas vezes e a intenção deste artigo é desmistificar, de uma vez por todas, alguns conceitos. 😌 Programação em HTML HTML (HyperText Markup Language), como o próprio nome sugere, é uma linguagem sim, mas não é de programação. Para ser, esta precisaria expressar um algoritmo que pudesse utilizar-se de estruturas de controle e loop, por exemplo, recursos fundamentais para qualquer linguagem de programação. Logo, quem sabe HTML sabe criar páginas em HTML. Programar é outra história… Estabilizador não serve pra nada Infelizmente ele serve pra estragar sua fonte. Isso mesmo, o trabalho de estabilização feito por estes componentes é tão mal feito e lento, que ao tentar corrigir uma anomalia na energia ele atrapalha a fonte, que seria capaz de corrigir sozinha, mas é obrigada a esperar o estabilizador fazer seu trabalho porco e corrigir a anomalia duas vezes! O investimento correto deve ser feito na fonte do computador, sem economia porca. Um filtro de linha pode ser prático no caso de um spike (grandes descargas de curto prazo, como as geradas por raios) porque o fuzível dele pode abrir e proteger o da fonte (que é mais chato de trocar porque tem que tirá-la do computador e abri-la), mas proteção mesmo é na fonte e por isso é interessante adquirir uma boa, mas só faz sentido para desktops montados. No mundo atual, onde os laptops dominam, estabilizadores não servem para nada mesmo. 😝 O positivo e negativo da tomada… O tipo de corrente que chega em nossas tomadas é chamado de alternada. Neste tipo não há pólos positivo ou negativo, mas sim fase e neutro. Na fase há a tal alternagem de polaridade, entre positivo e negativo, cerca de 60 vezes por segundo no caso das capitais brasileiras. O neutro é ligado à terra em algum momento e ao conectar algum componente (como uma lâmpada) entre este caminho fase-neutro você faz com que energia passe pelo componente. No caso da lâmpada, ela acende. 💡 Vale a pena estudar o básico sobre corrente contínua e corrente alternada porque o assunto é longo. Baixei o drive da placa de… Você baixou o driver, filhão. Com ‘r’ no final. Drive, sem ‘r’, diz respeito aos dispositivos físicos como drive de CD-ROM, drive de disquete, ZIP drive etc. Já driver, com ‘r’, é um programa responsável por controlar e permitir o uso de um determinado dispositivo em um sistema operacional. Essa placa é show, nem precisa de driver! Ah precisa. 🙏 O que ocorre é que seu sistema já vem com drivers para vários dispositivos e você pode notar o dispositivo funcionando sem precisar instalar nada além do próprio sistema. Na verdade o driver para aquele dispositivo não estava em uso, mas foi instalado e agora está em uso quando da inserção do dispositivo no PC. Vou formatar essa HD aqui Formatar é criar um formato. Não se formata HDs, mas sim partições. Dizer “vou formatar uma partição como NTFS” é correto. Tanto é que pra formatar você precisa especificar um sistema de arquivos desejado. Adicionalmente, o HD (Hard Disk), já que é um disco, possui gênero masculino, então o correto é dizer “o HD”, como em “o disco”. Meu HD não tá particionado! Em geral para instalar um sistema operacional é preciso, sim, criar nem que seja uma única partição e depois disso formatá-la com um filesystem para o qual o sistema operacional tenha driver e saiba trabalhar. Logo, seu disco deverá ter, no mínimo, uma partição e por isso ele está particionado sim. Uma partição. ☝️ Formatar não apaga tudo, rapá! Formatar é criar um formato. A ilusão de que a partição está vazia após a formatação deve-se ao fato de que a estrutura do filesystem presente naquela partição foi recriada e a referência aos arquivos é perdida, por isso os arquivos não são mais exibidos, mas nenhum foi apagado. Lembrando que nos dias atuais apagar de um disco via software é impossível. Uma vez que ele tenha sido escrito/magnetizado, por assim dizer, o que se pode fazer é substituir os bytes contidos nele por exemplo, para simular deleção. Remover os bits (energia) não é impossível, mas não é comum. Põe o HD no congelador que ele volta a funcionar! Embora haja um agrupamento de moléculas sob baixas temperaturas, que são responsáveis inclusive pela falsa sensação de carga de pilhas também colocadas no congelador, o efeito não é comprovado e, caso haja algum benefício, será fulminante. Duvido muito que dê tempo para recuperar algo. HD com problema na placa lógica pode ter a placa lógica substituída, mas HDs com problemas físicos, em geral, não têm conserto. Faz uma formatação de baixo nível que tira os bad blocks! Bad blocks (ou setores defeituosos) caracterizam um problema físico, um câncer que se espalha. Não se resolve hardware com software. É como tentar anexar um suricate num e-mail. Além disso, já parou para se perguntar o que significa formatação de baixo nível, também conhecida como LLF – Low Level Formatting? Uma dica: ZeroFill (famoso programa que preenche com zeros todos os setores do disco) não é. É possível recuperar dados de um HD formatado até X vezes! Repita comigo: HD não se formata (pelo menos não mais, com a extinção da LLF). NINOVO, a formatação de uma partição dá a ela um formato. Se você formatar 4, 7, 12 ou 7038 vezes, dá no mesmo. Os dados continuam íntegros. Agora, se você fizer um zerofill uma vez, já f*** tudo. Se ao invés de zeros, escrever bytes randômicos, piorou. Como comento na gafe 8, não se apaga nada de HD, só se sobrescreve. Esse barulho é a agulha do HD! Quem tem agulha é sua avó! HD tem cabeça de leitura e gravação e ela, pasme, não enconsta na superfície do prato. É eletromagnetismo. Favor esquecer a analogia com toca-discos. Venho por meio deste… Segue em anexo… Não precisa tentar enfeitar. Se você tá escrevendo um e-mail, é óbvio que é por meio dele que vai informar alguma coisa. Difícil seria informar algo “por meio de outro e-mail”. E o que tá anexo, tá anexo. De onde vem esse “em”!? Nunca minha rede foi atacada, nunca pegamos vírus! O ataque bem sucedido não faz ‘barulho’. Quando você não sabe é justamente quando dá certo. 😈 Instala um antivírus gratuito! Esse aqui é muito bom! Trabalhando na indústria de AV eu vi coisas horríveis. O esforço pra tentar ficar na frente dos criadores de vírus é gigante, caro e por vezes frustrante. Todos os antivírus mais caros das companhias com mais dinheiro sofrem para tentar chegar lá. Desculpe, mas os antivírus gratuitos não têm a menor chance de oferecer qualquer segurança. Quem não investe num antivírus pago hoje para computador e smartphone, pra mim, é maluco(a). Não existe vírus pra Linux Este sistema é o mais utilizado em webservers no mundo. Você acha mesmo que não haveria vírus capazes de se propagar neles? Faz uma busca por “linux malware” só. Ah, e o Android, sabia que já atingimos a marca de 1 milhão de vírus diferentes para esta plataforma (que é Linux)? Guarde isso: o crime segue o dinheiro. Não importa o sistema utilizado, se o cibercrime ver valor em ameaças para ele, vão surgir. Gateway da placa rede O Windows é craque em ensinar errado. O que ele chama de gateway na verdade é a rota padrão para pacotes fora da rede local. É Highlander: só pode haver um! Essa zona que ele cria colocando a configuração de gateway por placa de rede só confunde. E mais, tem gente que acha que sempre precisa de gateway ao configurar uma rede no Windows, o que não é verdade. Se você não vai sair da rede local (para internet ou outra rede), não precisa definir uma rota para fora dela. Hackers roubaram… Quem comete crime é criminoso. Quem faz hacking de qualquer coisa é hacker. Uma coisa não implica a outra. Tá fora do ar! ‘Pingei’ e ele não respondeu. O ping dispara pacotes ICMP. Se o alvo ignorar pacotes ICMP, você não vai ter resposta e mesmo assim ele pode estar na rede funcionando normalmente. Com o nmap você tem mais chances de saber se um host está realmente no ar ou não. Quebrei o SSL! Parece coisa de maluco mas já ouvi umas vezes. Não que seja impossível, mas não confunda man-in-the-middle com quebra da criptografia. Tem um abismo entre estes tópicos! Não uso software livre porque ninguém me dá suporte! Primeiro: sim, você já usa, mas não sabe. Segundo: várias empresas nacionais e internacionais oferecem suporte, é só procurar. Terceiro: Muitas das próprias organizações que fazem software livre oferecem versões pagas destes softwares, com suporte. Pois é, livre é diferente de gratuito. Um software pode ser gratuito e proprietário enquanto outro pode ser livre e pago. Legal né? Não dá pra ganhar dinheiro com software livre! Errou. Errou feio, errou rude. O modelo de negócios muda. Há várias empresas e investidores, grandes clientes como bancos e governos. Se você ainda pensa assim, não deve estar ganhando dinheiro no mundo proprietário também, porque o problema está em você! Linux é difícil Outro mito. Há vários casos de crianças que sempre usaram Linux dentro de casa e acharam o Windows difícil quando foram usar na casa de amigos. É questão de costume. MP3 com qualidade de CD Se existisse já seria ruim. Ao ripar de um CD há perda de qualidade, sempre. Na conversão de analógico para digital já há, por isso ainda há tantos amantes do vinil. Lembre-se que MP3 é um codec (compressor/decompressor), e se na maioria dos casos de compressão de áudio há perda, mesmo que seu ouvido não note! Java roda em qualquer lugar! Java só roda em “lugares” que possuem a JVM (Java Virtual Machine). Além disso, há várias máquinas virtuais Java diferentes, com suportes diferentes. Linguagem C é velha Velho é o seu professor que ensina como calcular a média de três alunos no Turbo C. A última atualização da linguagem C foi em 2011 e as principais suítes de compiladores como gcc, llvm, Visual Studio, continuam em constante desenvolvimento. Mais da metade do universo é escrito em C. Portanto, vá estudar C! 👨🏿‍💻 Aperta o Del pra entrar na BIOS! Pelo sangue de Chessus, não dá pra entrar lá não. Pressionando a tecla Del, F2, F10 ou qualquer que seja no seu computador, você acessa o SETUP, que é um software de configuração do BIOS. E é “o” BIOS porque ele é um sistema (Basic Input/Output System), logo, gênero masculino. A voltagem e a amperagem… Talvez de tão faladas já sejam aceitas, mas expressões como essas não soam muito elegantes. Em português, o que é medido em Volts (V) é a tensão elétrica (às vezes chamada de força eletro-motriz ou diferença de potencial). Já o ampère (A) é usado para intensidade de corrente [elétrica]. Espero que não criem ohmagem, wattagem, metragem (opa… essa já criaram!), quilagem, hertzagem… Senha forte: números, letras maiúsculas e minúsculas, caracteres espaciais plunct plact zum! Ok, ok. Aí vem o usuário danadinho e põe “Senha1”. Assim que expira ele muda: “Senha2”. O problema dessa gafe não é a validade técnica mas a efetividade de jogar essa responsa para o coitado do usuário que mal sabe o motivo de ele ter uma senha tão chata. Se você facilita, fica fácil pra força bruta, se dificulta, ele cola no monitor. Solução: PENSA. O sucesso de um ataque de força bruta depende de duas coisas: a complexidade da senha, o que inclui tamanho, não possuir palavras de dicionário, conter alta entropia etc e o poder computacional do atacante. Mas não precisa complicar muito. Uma senha “Meng0==========” pode ser mais forte que “5!8@6_(hiKij9” (que é bem ruim de decorar). Não é feitiçaria, o nome é entropia. Como o link enaltece, o padding (sinais de igual neste caso) deve ser criado pelo usuário, ou seja, se você ensinar seu usuário a criar algo pra colocar “antes e/ou depois” da senha várias vezes, ele vai se lembrar e ainda assim terá uma senha forte. Assim, uma pessoa sensível que queria usar a senha “Amor” agora pode.. Basta adicionar os amantes felizes e saltitantes: “\0/ Amor \0/”. Mais forte, mais fácil de lembrar, mais amor pro seu coração! Curso de hacker Você consegue ensinar alguém a ter ideias? Há vários picaretas no Brasil divulgando e ministrando “cursos hacker”. Todos não passam de leitura de slides e apostilas copiadas de páginas de manuais e tutoriais em sites na Internet. Na sala de “aula” o aluno vê e faz mágica, mas no cenário real a grama muda de cor. 🐴 No entanto, não fique triste, ainda dá tempo de aprender segurança de verdade. Minha internet é de 10 megabaites! O mercado (sempre ele) cria estas babaquices pra vender. A unidade de medida aqui é o Mb (megabit) e não MB (megabyte). Pois é, muda tudo. Se a sua internet é de 10 “megas”, ou seja, 10 Mbps (megabit por segundo) você baixaria aproximadamente 1,25 MB em um segundo, não 10. O macete é dividir por 8 já que 8 bits formam um byte. O mesmo se aplica às placas de rede de 100 Mbps, 1 Gbps, ou as sem fio de 54 Mbps, 108 Mbps, 3G de 1 Mbps etc: é tudo bit, não byte.
  2. Fernando Mercês

    Como ajudar projetos de código aberto

    Você gosta de software de código aberto? Gosta quando encontra um programa bem feito, que atende a sua necessidade, sem custo, é atualizado, os desenvolvedores colocam novos recursos, você pode até opinar, sugerir mudanças e várias são aceitas? Saiba que por trás destes milhares de programas livres há um mundo de pessoas que dedicam seu tempo (muitas vezes seu tempo livre) para entregar software de qualidade pra você sem nem te conhecer. Isso é muito louvável. Agora mesmo estou usando o WordPress para escrever este artigo, um software de código aberto. Não paguei nada por ele e ainda modifico da maneira que eu quiser, respeitando sua licença. Não é fantástico isso? Para este artigo motivei-me dos vários programas de código aberto que já vi nascerem e morrerem por falta de apoio, então resolvi escrever um manual de como ajudar a manter os programas que você gosta no ar. Preparado? O primeiro passo é entender o que é de código aberto (ou open source). Eu poderia tentar explicar com minhas palavras, mas há um vídeo que literalmente desenhou e explicou com LEGO. Incrível, não? E com legendas em Português do Brasil. Por favor assista, mesmo que você pense que já saiba o que é: Se você usa algum software de código aberto (e eu tenho certeza que sim), você pode ajudar com: Tradução - Nem todo mundo fala inglês no mundo. É importante que um software socialmente viável seja acessível e você pode contribuir com isso ajudando a traduzir as novas versões para sua língua nativa. Divulgação - Publicar no seu site, seu Twitter, Facebook ou qualquer outra rede social sobre sua experiência com o software, estimulando outras pessoas a o utilizarem. Reconhecimento - Enviar um e-mail de agradecimento aos desenvolvedores. - Publicar na sua rede social, ou na dos desenvolvedores (se houver) um depoimento sobre sua experiência com o software. - Se o software está no Github e você tem uma conta de usuário lá, é só ir na página dele e começar a segui-lo (follow) e dar uma estrelinha (star) também. - Se o software está no SourceForge você pode dar uma estrelinha (star), avaliar o software (rating) e também dar seu comentário (user reviews). Preferência - Mesmo que haja um software proprietário equivalente, estimular o uso de software de código aberto é muito importante. Ele é socialmente mais justo e depois de ver o vídeo do item 1 você já deve saber o motivo. Documentação - Se você já domina algum recurso do software, é legal escrever algo no seu blog ou gravar um vídeo no YouTube ensinando outras pessoas a fazê-lo. Isso faz com que mais e mais usuários sejam beneficiados e aumenta as chances de adesão do software em questão. - Ajudar a escrever a documentação oficial do software, coisa que te faz aprender muito e toma muito tempo dos desenvolvedores. Tempo este que eles poderiam dedicar a corrigir problemas e adicionar novos recursos. Só depende de você. Suporte - Se cadastrar nos fórums e listas de discussão sobre o software para ajudar outros usuários te faz estudar muito, ajudar muito e contribuir muito com o ecossistema que mantém o software vivo! Código - Claro que se você conhecer a linguagem de programação utilizada no software você pode – e deve – contribuir via código. Só tome cuidado com o egocentrismo aqui. Não é porque você fez um patch que ele tem que ser aceito. O software de código aberto é democrático e não serve pra você tentar provar pra ninguém que é bom. Basta querer ajudar e atender ao pedido de todos, não do seu ego. - Se você é programador e costuma desenvolver software freeware por exemplo, considera transformar em código aberto. Ele vai crescer muito mais e ter muito mais adeptos. Você pode se espantar com o tamanho que o projeto pode assumir quando se tem a colaboração da comunidade open source. Reportar problemas - Se você acreditar que encontrou um problema no software (bug), avise aos desenvolvedores. Normalmente isso é feito por um sistema de bug tracking ou issue tracking. Com certeza no site do desenvolvedor você terá mais informações sobre como fazê-lo. Pode ser que te peçam logs e outras informações para que eles possam reproduzir o erro e corrigir, mas vale a pena continuar e ir até o fim. Você vai ajudar muita gente no final. Doações - Muitas equipes que desenvolvem software de código aberto precisam de dinheiro para comprarem hardware, aluguel de infraestrutura ou mesmo para promoverem eventos entre os desenvolvedores para alinharem o futuro do software. Doando você pode ajudar nisso. Se você tiver condições, apoie. Se informar - Empresas como Microsoft, Apple, Red Hat, dentre outras são grandes contribuidoras com projetos de código aberto, inclusive com o Linux. - Software livre e software de código aberto são diferentes. O primeiro movimento é criado pelo Richard Stallman, que explica as diferenças aqui. Essa lista não é definitiva e naturalmente deve haver várias outras formas de ajudar, mas escolhi escrever sobre as mais simples, que estão somente há alguns cliques de distância de você. Nos anos que venho dedicando a apoiar os projetos de código aberto, inclusive criando alguns, fiquei muito surpreso com as colaborações que meus projetos receberam e também tive a oportunidade de contribuir com muitos outros. Isso significa ajuda efetiva para pessoas e projetos. De verdade. As empresas também gostam disso (afinal são pessoas que trabalham nelas né!?) e várias propostas de emprego já surgiram através do Github. Não fica de fora dessa. O mundo open source precisa de você. E as pessoas também.
  3. Recebo com alguma frequência e-mails de pessoas perguntando algo sobre carreira em segurança da informação. Naturalmente não tenho todas as respostas, até porque sou novo na área, mas tento ajudar tanto quanto possível. Sendo assim, vou colocar aqui o que normalmente respondo, assim pode ser criticado e melhorado por outros pesquisadores, de modo que nos ajudemos mais e a partir de diferentes pontos de vista. Eu baseio uma carreira profissional em 4C, de prática diária: Comportamento Ética e disponibilidade para ajudar. Sempre. Crítica Infelizmente (ou felizmente, porque assim você as conhece), pessoas mentem pra você o tempo todo. Nas empresas, mais ainda. Leitura obrigatória aqui são os artigos da série “Profissão: escovador de bit” do Rodrigo Strauss. Conhecimento Sem o real conhecimento da sua área de atuação, todo o resto vai por água abaixo. De posse dele, você se torna necessário. Coexistência Ou “engolimento de sapo”. Nem sempre faremos o que achamos que gostaríamos de fazer, nem lidaremos com pessoas legais o tempo todo. São só testes, relaxe. Em tudo tem algo a ser aprendido, mesmo que você ache a tarefa chata ou ruim. É importante que você faça e, se caiu pra você, tem que ser você. Agradeça por isso e só faça. Se o objetivo é atuar na área técnica segurança da informação, eu penso que há 5 domínios de conhecimento, ou “blocos”, que precisam ser preenchidos ao máximo, que formam a base da atuação técnica em SI: Hardware, SO, Redes, Software Livre e Programação. O quanto você vai avançar em cada item (você pode nivelar em básico, intermediário e avançado) vai depender de qual sub-área de SI você deseja. Eu enxergo as macro: Teste de intrusão, hardening, computação forense, análise de malware e pesquisa de vulnerabilidades. Esqueci algo? O estudo nessas áreas é constante e sempre com foco na (in)segurança e geração de certezas mediante provas de conceito, testes e mais testes. Por exemplo, se ao estudar hardware alguém disser pra você que desconectar um teclado PS/2 da placa-mãe com o PC ligado “queima a saída da placa”, teste, mesmo que isso custe sua placa. Você vai aprender o certo e isso não tem preço. Voltando aos blocos, vou colocar umas dicas do que fazer neste caminho, baseadas na minha experiência e na de amigos. Definitivamente não é o “caminho para o sucesso”, mas só mais uma sugestão de jornada que pode – e deve – ser adaptada, alterada ou até mesmo completamente ignorada, de acordo com suas opiniões, necessidades e condições. Ou você pode seguir à risca e ver no que dá. Sua conta em risco. Hardware Acho que desmontar e montar um PC por completo é obrigação de qualquer profissional de TI. Soa um pouco ilógico um programador web, por exemplo, que “chama um técnico” para trocar o HD ou reinstalar o sistema operacional. Adicionalmente estudar eletrônica é muito interessante e é essencial para o que é conhecido por hardware hacking. As dicas são: Ser usuário ativo (perguntar e responder) no Fórum do Clube do Hardware. É uma comunidade gigante de técnicos de hardware e até encontros regionais (muito bons por sinal) são promovidos pelos membros. Recomendo muito. Estudar o terceiro volume (Física 3) da série Ramalho, Nicolau e Toledo. Prepare-se para gastar pois este livro é caro. Ah, estudar é diferente de ler. Os primeiros capítulos do livro Sistemas Digitais (Tocci/Widmer). Quando você chegar num capítulo que foge muito da computação, você saberá que pode parar de estudá-lo. O livro CompTIA A+ Complete Study Guide Authorized Coursewar (Quentin Docter, Emmett Dulaney, Toby Skandier) foi o que mais me deu base sobre hardware, mas ele é antigo. Recomendo buscar literatura autorizada pela CompTIA para a certificação A+, além de fazer esta prova e passar! Essa certificação não é lá muito valorizada no Brasil mas o estudo para ela dá uma base incrível sobre computadores. Eu achava que entendia alguma coisa de hardware até ler este livro. Sistemas operacionais No estudo de hardware você já deve lidar com os SOs no sentido de instalá-los e configurá-los por demais, no entanto, este item diz respeito a entendê-los. Aqui o estudo dos livros dos Tanembaum não podem faltar. Buscar o Minix (SO desenvolvido por ele) e seguir junto com seus livros pode ser um exercício e tanto. A wiki OSDev tem tudo o que é preciso para entender (e até criar) um SO deste o bootloader. O Linux From Scratch também é um excelente recurso e te ensina, dentre outras coisas, a criar sua própria distribuição Linux. Não é que você precise manter uma distribuição Linux, mas criar uma sem dúvida vai te dar uma base de Linux sem igual. A coleção do Windows Internals é o que há de mais profundo, oficialmente, de material para o SO Windows. Redes Sem TCP/IP você está perdido. Não conheço literatura específica além do excelente TCP/IP Illustrated (W. Richard Stevens), mas deve haver umas legais em português. O importante é estudar e por em prática os conceitos! Recomendo tirar uma certificação mínima na área como a Network+ ou CCNA, da Cisco e procurar empregos onde você possa trabalhar junto a administradores de rede, ou até se tornar um. Montar um laboratório em casa com alguns PCs também é essencial. Ao conectar este bloco com programação, também é legal programar para redes e, num futuro próximo, conectando também com servidores web e programação, chegar na web entendendo o HTTP com base de quem entende a pilha TCP/IP, os handshakes, os sockets, etc. Outro nível. Software livre Socialmente justo. Esta “modalidade” de desenvolvimento de software tem seus pilares nas comunidades. Estas, por sua vez, obrigam você a estudar e aprender, sempre ajudando. Você aprende muito mais numa comunidade de software livre, acredite. Aprende sobre todos os outros blocos que citei aqui. Muito. Muito mesmo. Fazer parte de um grupo de usuários de Linux da sua região e participar ativamente das suas atividades é obrigatório. Frequentar os eventos de software livre, tanto os regionais quanto os maiores, como o Latinoware constrói uma rede de networking profissional e aprendizado fantástica. Considere submeter propostas de palestras se você tem algo inédito a dizer. E eu acho que você tem. Ficar informado: BR-Linux e VivaOLinux. 4Linux. Essa empresa tem sempre uma equipe excelente de Linux. Fazer um curso lá, além de te dar conhecimento, pode te levar a monitor do curso, o que te ajuda a aprender ainda mais e até mesmo a ser contratado por eles. Livros: Descobrindo o Linux (Eriberto Mota), Servidores Linux (Morimoto), Programação em shell (Julio Neves). Seja qual for o sabor de Linux que você gostar, é essencial procurar se inteirar na comunidade oficial dele. Tem que ter uma conta no GitHub e mostrar o que você sabe fazer em software livre. Pode ser o script mais feio do mundo, mostra sem vergonha! A carreira de certificações LPI é obrigatória. Da LPIC-1 até a última. Programação Um dos, senão o mais importante bloco dessa base. Quem não sabe programar por certo não sabe como um computador funciona. Pra lógica de programação tem uma coisa chamada “portugol”. Funciona com algumas pessoas. Boa sorte! Estudar Assembly, por mais inútil que possa parecer, mesmo que o básico. Fazer uma calculadora em Assembly é necessário. Recomendo o nasm. Naturalmente, depois de Assembly, C. O livro C Completo e Total (Herbert Schildt) é excelente se você ignorar o último capítulo. Reimplementar programas existentes como ping, dir/ls etc é muito bom. Programar na web é essencial (PHP, Python, Ruby…). Entender o protocolo HTTP também. Mais livros: C++/Java (Deitel), Programação Avançada em Linux (Gleicon da Silveira Moraes) . Programar pra Linux é ótimo! Fazer seu código funcionar em OS X e também Windows (mesmo que via Cygwin) é muito legal/trabalhoso também! Noção de programação orientação a objeto é uma boa. O grupo C/C++ Brasil do Google é fantástico, mas se você pedir a resposta de um trabalho/exercício da escola/universidade lá, irá para o inferno sem escalas. Programar um Arduino é muito louco! Algumas dicas gerais, mas não menos importantes: Você só é útil se ajudar os outros. É só por isso que está aqui. Repasse todo o conhecimento que adquiriu, sem exceção. Do contrário ele morre. Você é ajudado. Escolha amigos para ajudar. Faça algum trabalho social envolvendo tecnologia em ONGs e afins. Prefira usar software livre sempre, mesmo no Windows e OS X. Quando gostar de um software livre, compartilhe isso nas suas redes sociais e mande um e-mail ao desenvolvedor (ou grupo de desenvolvedores) agradecendo e explicando porque o software te ajudou. Tenha ativo pelo menos 1 software livre seu. Não importa se é inovador ou não. Frequente eventos, conferências, palestras, workshops… Tire no mínimo uma certificação por ano. Faça coisas na empresa que só você sabe fazer, mas que ajude todo mundo. Faça um “hello, world” e uma função soma() em todas as linguagens que você sentir vontade de saber o básico sobre como ela funciona. Saiba fazer um site HTML/CSS/JavaScript, mesmo que feio. Não tenha medo de mandar currículo para empresas como Google, Microsoft, Oracle, Red Hat etc. Tem um monte de gente que não sabe o que você sabe e está ĺá. Tenha um site/blog onde você posta suas experiências, estudos e avanços. Após ler algo, faça o teste e aí sim, acredite. Se quer uma certificação, agenda a prova (e paga) pra daqui há alguns meses e aí sim começa a estudar. Não trapaceie em certificações (TestKing, Pass4Sure etc). O único idiota nesse ato é você. Agradeça publicamente! Admita erros publicamente! Se você não viver este vídeo, então seu objetivo é dinheiro. Está errado. Se você ainda pensa que é melhor que alguém, por favor assista este outro. Não fique obeso fazendo tudo isso.
  4. Fernando Mercês

    Filmes e séries sobre informática

    É raro termos um artigo não técnico aqui no Mente Binária, mas este tema merece, creio. A proposta aqui é criarmos uma lista de filmes, séries e documentários que envolvam especificamente o tema informática (não vale tecnologia em geral, pois do contrário a lista ficaria gigante!) organizados por ano de lançamento. Preparado? Então pega a pipoca! 2017 Ghost in the Shell (A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell) 2016 Hackers Hacker (Anonymous) Cyberwar ZeroDays 2015 Terminal F/Chasing Edward Snowden (Snowdens store flugt) Mr. Robot Hacker's Game Deep Web Blackhat (Hacker) 2014 Who Am I - Invasores: Nenhum Sistema Está Salvo The Internet's Own Boy: The Story of Aaron Swartz (O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz) The Hackers Wars Citizenfour Algorithm Sillicon Valley Halt and Catch Fire 2013 We Steal Secrets: The Story of WikiLeaks Terms and Conditions May Apply TPB AFK: The Pirate Bay Away from Keyboard Her (Ela) Downloaded DEFCON 2012 We Are Legion: The Story of the Hacktivists 2011 Black Mirror 2010 Tron: Legacy (Tron: O Legado) 2008 Hackers Are People Too 2007 Live Free or Die Hard (Duro de Matar 4.0) 2006 Steal This Film 2005 Hard Candy (Menina Má.Com) 2001 The Code Revolution OS Antitrust (Ameaça Virtual) Artificial Intelligence: AI (A.I.: Inteligência Artificial) 2000 Takedown (Caçada Virtual) 1999 The Matrix (Matrix) Pirates of Silicon Valley (Piratas da Informática: Piratas do Vale do Silício) 1996 Lawnmower Man 2: Beyond Cyberspace (O Passageiro do Futuro 2) 1995 Ghost in the Shell (O Fantasma do Futuro) The Net (A Rede) Johnny Mnemonic (Johnny Mnemonic: O Cyborg do Futuro) Hackers - Piratas de Computador 1992 The Lawnmower Man (O Passageiro do Futuro) 1984 Triumph of The Nerds Hackers: Wizards of the Electronic Age 1983 Wargames 1982 Tron (Tron: Uma Odisséia Eletrônica) Esqueci de algum? Sugere aí nos comentários que adiciono! No canal Papo Binário já falei sobre algum destes títulos também. 🙂
  5. Introdução Em muitas faculdades brasileiras a linguagem C é ensinada aos alunos de cursos de tecnologia. Mesmo assustando os novatos, vários alunos resistem e vencem a matéria. O problema é entender por qual motivo o C foi escolhido para iniciar o curso de programação. Seria uma linguagem didática para se aprender a programar? Um teste para ver quem tem ou não o “jeito pra coisa”? Alguns diriam que o correto seria começar com Pascal, mas há quem defenda linguagens mais modernas como Python, Perl, Ruby ou PHP. E aí, para que serve o C no primeiro período? Neste artigo farei uma análise sobre o que se aprende da linguagem, o motivo pelo qual ela surge no início do curso, seu valor de mercado e o que é possível fazer com esse start que a faculdade nos dá. A linguagem C A importância histórica da linguagem C é inegável e dispensa maiores comentários. Sabemos que até hoje a maioria dos softwares mais poderosos são feitos em C e/ou C++ (um super conjunto de C, orientado à objetos). O kernel Linux e outros núcleos de SOs são feitos basicamente em C. Muitos drivers de dispositivos como placas de rede, som, vídeo etc são feitos em C. Se contarmos o C++ nesta conta, chegamos perto de 100% dos kernels e drivers. Os interpretadores e compiladores das principais linguagens de programação também não fogem à regra e são feitos em C. Existe uma frase que afirma: metade do universo é feito em C. E é bem verdade. Pelo visto, a linguagem serve para alguma coisa… Ensino da linguagem C Você acabou de entrar na faculdade, está tendo aulas desta linguagem e não está entendendo nada? Não se preocupe, você não está sozinho. Algumas instituições de ensino acham que C é uma liguagem didática, quando não é. Para se aprender a programar, usa-se pseudo-linguagem, PORTUGOL e ferramentas do gênero. Nem mesmo o Pascal, considerado mais fácil de se aprender que o C, é atraente ou interessante à primeira vista. O grande monstro que aterroriza o aluno é a pergunta: “Por que eu vou fazer isso? Para que?”. Pois é, para que escrever um programa em C que calcule a média de três alunos e imprima na tela? Qual a lição tirada disso? A resposta é simples: nenhuma. A maneira como a linguagem é lecionada tenta empurrar o C guela abaixo em estudantes que viram, por exemplo, Visual Basic e Delphi no segundo grau. Isto é, se é que estudaram tais linguagens ou lembram-se delas. Não poderia dar certo mesmo. Antes de criar um programa, o aluno tem que saber o que está fazendo. O que é um programa, para que serve isso, o que é um arquivo executável, um binário, bits, bytes, o processador, dentre outros conceitos importantíssimos antes de se escrever o primeiro “Hello World”. O resultado do ensino forçado é o alto íncide de reprovação, abandono, mudança de curso e desistência. É comum encontrar alunos que estão no fim do curso de programação mas ainda não passaram nas matérias mais básicas de C. É o terror da faculdade. Definitvamente, a linguagem C vira uma vilã e a frase mais ouvida nos corredores sobre o assunto é que “C é chato”. Por que a linguagem C é chata? Porque ela não te mima. Numa escala onde o nível mais alto é o mais próximo da linguagem usada pelo ser humano e o mais baixo, da linguagem usada pelos microprocessadores, a linguagem C é considerada de nível médio. Assembly, por exemplo, é de baixo nível, enquanto Object Pascal (usada no Delphi), de alto nível. Isso significa que para programar em C é preciso conhecer conceitos mais próximos do hardware, que as linguagens de alto nível abstraem para o programador, tornando o trabalho mais fácil. Por isso temos a impressão de que C é chato, difícil, sem sentido. Realmente, sem os conceitos básicos de computação bem sólidos, um código em C pode tornar-se incompreensível. Vejamos um exemplo. Um código em PHP (alto nível) para se declarar uma variável e armazenar uma frase nela: <?php $str = “Essa é minha string”; ?> Um código equivalente em C, seria: void main(void) { char str[] = “Essa é minha string”; } No código em C, uma função teve de ser escrita (a main, que é a função principal de um programa), inclusive com seu tipo de retorno e parâmetros, onde usei void para não retornar nem receber nada. Além disso, foi criado um vetor de caracteres (char) para armazenar a frase. Em C, entende-se como string um vetor de caracteres (ou ponteiro para um conjunto deles) onde o último caracter é o NULL, código 0x00 na tabela ASCII. Tá vendo por que se precisa dos conceitos de computação até para começar uma frase em C? Agora perceba a jogada: #include <string.h> void main(void) { char str[21]; strcpy(str, “Veja, sou uma string”); } A função strcpy(), fornecida pelo header string.h, copia caracteres para uma variável do tipo vetor (ponteiro, na verdade, mas isto é outro assunto) de caracteres e adiciona um caractere nulo (NULL), zerado, na última posição. Perceba que iniciamos o vetor de char com 21 posições, para abrigar os 20 caracteres da frase proposta mais o NULL, que é um caractere só. As coisas começam a fazer sentido, apesar de “feias”, não? E assim é o C. Exigente, porém elegante. Se tem os conceitos de computação, sem dúvida não terá grandes dificuldades com a linguagem. Usando o C na vida e no mercado de trabalho Certo, você se convenceu de que C é legal de aprender, poderoso e aprendeu. E agora, faz o quê? Tem um colega seu ganhando dinheiro fazendo sites em Ruby on Rails. Outro faturando uma grana fazendo sistemas em Delphi para clientes, com imagens, botões brilhantes e multimídia. O que você, recém-estudado programador em C vai fazer com aquela tela preta pedindo dados com scanf()? Nada. Não é assim que se trabalha com C, ou pelo menos, não mais. Já foi o tempo em que os sistemas eram feitos dessa maneira. Além disso, mesmo nesse tempo a linguagem C foi rapidamente substituída neste meio pela linguagem CLIPPER no mundos dos PCs e pelo COBOL, nos mainframes. O forte do C hoje são aplicações desktop, inclusive as baseadas em rede e daemons (serviços). C também é útil para escrever compiladores e interpretadores para outras linguagens, por exemplo. Sabia que o PHP é escrito em C? Pois é, assim como Python, Ruby, BASH e muitos outros interpretadores. Então tem alguém ganhando dinheiro com C por aí, concorda? Vale a pena citar também o desenvolvimento embarcados, para microcontroladores e vários microprocessadores, incluindo ARM (usado em vários aparelhos Android). Em novembro do ano passado houve uma edição de um evento chamado Universidade Livre em que Olivier Hallot, diretor da ALTA (antiga BrOffice.org) falou durante alguns minutos numa faculdade carioca da dificuldade de encontrar programadores para contratar e fez um apelo para que os alunos levem a sério que o mercado está muito carente de bons programadores, principalmente em C/C++. Também em setembro do ano passado uma empresa publicou uma vaga no Rio de Janeiro buscando um profissional com os seguintes conhecimentos: Sistema Operacional Linux; Banco de dados MySQL; Criação e manutenção de tabelas, relacionamentos, scripts, etc.; Linguagem C, e das APIs: (V4L2), GTK, além de OpenGL; Adobe Flex. O salário inicial era de R$ 5.000,00. A vaga deve estar aberta até hoje… Em dezembro de 2011, uma grande operadora telefônica abriu nada menos que 20 vagas para desenvolvedores em C no Rio de Janeiro. Empresas que atendem infraestrutura, telecomunicações, embarcados, móveis, desenvolvimento do Linux e kernels derivados também precisam muito de programadores deste tipo. Enfim, vagas não faltam! Então por que aprendo Java na faculdade? A faculdade tenta ser a mais moderna possível, mas esquece de verdadeiramente orientar na profissão. Java é uma linguagem potente, flexível e poderosa mas tem um fim completamente diferente da linguagem C. Com Java se programa para web, dispositivos móveis, aplicações locais (pouco usada), sistemas de informação, embarcados etc. A flexibilidade é enorme, mas o foco é outro. Não se faz uma suíte de aplicativos em Java, simplesmente porque existe o C pra isso. Um sniffer de rede ou um software ping, por exemplo, são feitos em C, porque C é pra isso. Já uma interface de um aparelho GPS, é feita em Java. Questão de adeqüação. O mercado de Java é tão grande quanto o de C no mundo, mas é maior no Brasil. No entanto, o que não pode é a faculdade tratar a linguagem C como uma introdução à programação, para que o aluno depois aprenda Java. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. São dois nichos completamente diferentes e em ambos os casos, é possível conseguir um bom emprego e alavancar na profissão, tanto aqui quanto fora. Minha faculdade usa Python para ensinar a programar. É legal? Não creio. Python é super divertido e viciante mas não exige os conceitos de computação que todo programador deve ter. A resposta é a mesma para todas as linguagens de alto nível. Como escrevi anteriormente, se começa a programar com uma pseudo-linguagem, para desenvolver a lógica. Antes do estudo de programação médio/alto nível, é preciso estudar computação, do ponto de vista da arquitetura em si (que vai incluir Assembly, SO etc) e aí sim, subir de nível. Se bem gerenciado, é possível manter estas disciplinas em paralelo, mas o programa deve ser cuidadoso (o que as instituições não andam respeitando – Eu já vi projeto de bancos de dados no segundo período. O aluno, teoricamente, nunca usou uma mysql.h ou outras bibliotecas para acesso a SGBD’s em outras linguagens). Quem aprende direto no alto nível e se dá bem, ótimo – e está de parabéns. Mas o objetivo do artigo é trazer a linguagem C à tona e não competir com outras linguagens. Venho comprovando a tese de que aprender “de baixo para cima” dá certo. Já consegui fazer um amigo escrever um programa em Assembly do zero para calcula a média de alunos. Aí sim ele viu o que é obter dados do teclado, calcular e exibir. Teve de entender por completo a tabela ASCII, uso de registradores gerais, syscalls e interrupções de software. Quando foi para o C, não teve o menor problema. E o que dá pra fazer com o C aprendido na faculdade? Só com ele, não muita coisa, mas com um pouquinho de pesquisa e afinco, gera-se resultados. Um exemplo é o grupo Coding 40°, onde eu e mais três alunos do curso de Ciência da Computação nos unimos para estudar e acabamos desenvolvendo um pequeno software, capaz de imprimir informações sobre executáveis PE (.exe, .dll etc) na tela. Nada complicado, agora que já está pronto. rs Sabe quando você está no Windows e vai nas propriedades de um .exe ou .dll e há uma aba “Versão” como na imagem abaixo? A proposta inicial era criar um software capaz de conseguir essa informação, recebendo como entrada o caminho do arquivo executável. O software deveria funcionar no Linux, já que nesse SO não é possível ver esta aba “Versão” nas propriedades dos executáveis de Windows, obviamente. Foi aí que fizemos o pev. Hoje ele já exibe várias outras informações sobre o executável além da versão. Conclusão Estudar C, C++, Assembly e outras linguagens tidas como “terríveis” é, sem dúvida, uma boa pedida. Há inúmeros projetos no mundo todo precisando de bons programadores nessas linguagens. Não encare o “C de faculdade” como um vilão ou uma introdução à programação porque não é. A linguagem C é uma linguagem poderosa e comercial. Nada de dizer que C é coisa de maluco. Ainda não sabe o que fazer com C? Está em dúvida sobre seus aspectos modernos? Nós temos um curso de programação moderna utilizando a linguagem C para você
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