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  1. O que será que o mundo da computação e segurança da informação está mais precisando em termos de especialização? Sabemos que o que mais as empresas necessitam, hoje, é investir em segurança, e para isso é preciso ter profissionais habilitados a trabalhar para que o ambiente das companhias esteja o mais protegido e disponível possível, dentro, é claro, do que está ao seu alcance. Em novembro nós falamos um pouco sobre alguns dos crimes cibernéticos que ocorreram em 2021. A cada dia há mais e mais casos de ataques, e para isso ser mitigado, profissionais da área bem capacitados são requeridos. O que ocorre no Brasil é um déficit desses profissionais. Um estudo da (ISC)² indica que, em 2021, o Brasil alcançou uma defasagem de 441 mil profissionais do segmento, sendo esse número o maior entre os 14 países avaliados pela pesquisa. O estudo sugere ainda que, diante do avanço das ameaças digitais durante a pandemia, essa força especializada precisa crescer 65% em todo o mundo. E o que as empresas veem como as profissões que mais vão precisar de gente este ano? Entrevistamos diretores do Olist, Spod, Conviso e Tempest, e com base nas respostas, fizemos uma listinha das áreas que serão mais demandadas em 2022: 1. Segurança defensiva ou ofensiva Segundo Samuel Riesz, líder do time de segurança no Olist, profissionais experientes e capacitados em segurança da informação (em qualquer vertente) estão em falta no mercado, e a tendência para as empresas é piorar a situação. A Tempest também está sempre muito focada em identificar profissionais especializados e com grande potencial na área de segurança da informação, seja ofensiva ou defensiva, conforme diz Gilberto Pimentel, gerente de Recursos Humanos da empresa. Um profissional em início de carreira na área de SI tem uma remuneração média mensal entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, segundo Pimentel. Ele destaca ainda que para se preparar para essa profissão é preciso dominar certas ferramentas e técnicas. "Em geral, é interessante possuir conhecimento geral dos sistemas. Assim, o entendimento da dinâmica de funcionamento será mais eficiente", pontua. 2. Engenharia de software ou de segurança Essa também foi uma profissão que apareceu entre nossos especialistas. Para a Conviso, o engenheiro de segurança de aplicações, mais especificamente, está entre as principais profissões demandadas para este ano. "Este profissional do planejamento e desenho de aplicações seguras", explica Wagner Elias, CEO da Conviso. "Isso envolve a definição de arquiteturas e soluções até o acompanhamento do desenvolvimento e atendimento a requisitos que foram definidos por modelagens de ameaças", continua. Segundo Elias, no Brasil a média salarial deste profissional é de R$8 mil CLT, mas pode alcançar cifras bem mais altas de acordo com a experiência prática do profissional. 3. Analista de Suporte Técnico Para Rafael Cimatti, co-fundador da Spod, essa é a profissão que vai despontar em 2022. "O analista de suporte técnico deve conhecer os produtos (hardware e software) da empresa para poder auxiliar os clientes e executar manutenções quando necessário". A remuneração inicial aproximada é de R$ 2,3 mil, mas o analista pode crescer indo para a área comercial como pré-venda ou ainda para a área técnica de desenvolvimento de produtos, segundo Cimatti. 4. Profissionais de AppSec O Olist também possui uma demanda por bons profissionais de segurança de aplicações (AppSec) que conheçam além do básico, entendam bem de arquitetura de software e de soluções tecnológicas. "Também temos sentido uma grande falta de profissionais de arquitetura de segurança, que conheçam de aspectos de segurança de infraestrutura, gestão de identidade e acesso, operações de segurança e boas práticas de segurança no geral", relata Samuel Riesz. Falando especificamente em funções dentro de segurança, ele acredita que a função de analista de segurança de aplicações e similares serão as mais demandadas. Profissões de segurança da informação em alta no mundo inteiro Não importa muito com qual dessas áreas você se identifica mais. "Todas, repito, todas as profissões dentro de segurança da informação estão em alta no mundo inteiro", reforça Riesz. Segundo ele, não faltam recrutadores assediando diariamente todos os profissionais do ramo. "Cyber security tem, cada vez mais, se consolidado como prioridade do mundo corporativo. O incremento dos investimentos em segurança tem, evidentemente, gerado uma procura considerável por profissionais de segurança da informação", diz Gilberto Pimentel, da Tempest. Wagner Elias, da Conviso, também destaca que a demanda por esses profissionais continuará crescendo, especialmente engenheiros de segurança de aplicações. "Os desafios para construir aplicações resilientes a ataques são cada vez mais altos e as tecnologias evoluem constantemente. Não irá existir em um curto período uma solução ou ferramenta que substituam o trabalho de um bom especialista". Já para quem quiser ir para o suporte técnico, como indicou a Spod, as oportunidades de crescimento também são grandes. "O analista pode crescer indo para a área comercial como pré-venda ou ainda para a área técnica de desenvolvimento de produtos", ressalta Rafael Cimatti. O que estudar? Não fique perdido na hora de buscar especializações em uma das áreas citadas. "Para o analista de suporte técnico é necessário ter conhecimento geral na área de TI e informática e gostar de aprender, já que nessa área sempre temos novas tecnologias e produtos no mercado", diz Cimatti. Cursos como Sistemas de Informação, Ciência da Computação, Engenharia Computacional, Análise e Desenvolvimento de Sistemas são recomendados para esta área. Os profissionais de segurança da informação, tanto ofensiva quanto defensiva, precisam dominar certas ferramentas e técnicas, além de possuir conhecimento geral dos sistemas. "Recomenda-se, ainda, a formação em curso de tecnologia e áreas afins", diz Gilberto Pimentel. "Certificações, ainda que não sejam obrigatórias, também são ótimas fontes de conhecimento". E ele indica trabalhos em configuração de sistemas e suporte como excelentes oportunidades para obter conhecimento básico, além da formação em curso de tecnologia e áreas afins. Já o engenheiro de segurança de aplicações precisa ter uma base sólida em arquitetura e desenvolvimento de aplicações e dominar os padrões de arquitetura e construção de aplicações cloud native, explica Wagner Elias. No caso de AppSec, o profissional que atua nessa área precisa gostar de desenvolvimento de software e ter curiosidade e perseverança para superar desafios é base para evoluir na carreira profissional. "É necessário estudar e se desenvolver em assuntos como Desenvolvimento de Software Seguro, Exploração de Vulnerabilidades em Softwares, Redes de Computadores, Arquitetura de Software e se manter bem atualizado no mundo de segurança", indica Samuel Riesz. E ele já dá a letra: "hoje já existe muito material disponível de maneira gratuita na Internet". Veja o que ele elencou de mais relevante para o estudo da área: Livro: Tangled Web - A Guide to Securing Modern Web Applications - by Michal Zalewski – https://nostarch.com/tangledweb - "Livro essencial para quem quer iniciar na área de segurança de aplicações. Apesar de já estar um pouco datado ainda é referência na área"; Livro: Real-World Bug Hunting - A Field Guide to Web Hacking - by Peter Yaworski - https://nostarch.com/bughunting - "Um pouco mais recente, aborda direto ao assunto técnicas reais para testes em aplicações"; https://www.hackthebox.com/ - "Um playground para segurança ofensiva de todas as maneiras, essencial para quem está na área e quer se manter sempre em evolução"; https://pentesterlab.com/ - "Ótima plataforma para desenvolver habilidades ofensivas em web hacking"; https://gohacking.com.br/cursos - "Atualmente uma das melhores escolas de segurança cibernética e é brasileira!" https://ine.com/pages/cybersecurity - "Ótimos cursos com ótima didática"; https://www.offensive-security.com/courses-and-certifications/ - "Must have para quem quer realmente se diferenciar na área. Os cursos e certificações da Offsec estão entre os mais valorizados do mercado". Para quem conhece um pouquinho de lógica de programação, temos o curso certo aqui mesmo no Mente Binária, que é nosso treinamento gratuito de programação em C e fornece bases computacionais importantes para qualquer futuro (e presente) programador: Aproveite as oportunidades, se habilite e esteja preparado para iniciar ou decolar em sua carreira em 2022, suprindo umas das principais demandas do mercado de trabalho atual!
  2. Com 8 anos de idade, Ana Carolina da Hora já sabia que queria ser cientista. Aos 12, já tinha começado a programar. Nascida em Duque de Caxias (RJ), Nina, como é conhecida, sempre gostou de computação, e aproveitou o apoio da família durante a infância e adolescência para explorar a área com recursos que tinha dentro de casa mesmo. Nina vem de uma família de professoras, então a educação sempre foi muito forte em seu ambiente familiar. "Aqui faltava qualquer coisa, menos livro. Eu lia livros de ciência para crianças em quadrinhos. Também li 'O homem que calculava', de Malba Tahan, que é antigo e fez parte da infância de muitas pessoas. Muita gente fala que se interessou pela matemática por conta desses livros. Eu lia e ficava imaginando como foi possível para esses cientistas e filósofos terem as ideias que eles tiveram", conta Nina. Interessada em tecnologia, Nina desmontava aparelhos de DVD e minigames em casa, até que um dia aproveitou o computador de sua tia para programar. "Sempre tive muita liberdade para fazer isso mesmo sem as ferramentas que as pessoas ricas ou de classe média tinham. Os livros me ajudaram muito, e os desenhos e programas que eu assistia de ciência também, além de professores que nessa fase me ajudaram a buscar conhecimento de formas diferentes". Mesmo com todo esse interesse, Nina não sabia direito o "nome" da profissão que ela queria seguir, até que ela descobriu que era Ciência da Computação. "Não só pelo título de cientista, mas por querer passar pelo caminho e pela história da computação, e não só fazer parte do resultado. Eu fui saber isso com quase 17 anos, quando fui prestar vestibular", conta. Foi com essa idade que Nina foi aprovada em uma universidade pública. Alguns anos depois, em 2015, ela migrou para a PUC-Rio, onde está agora finalizando o último ano de curso, aos 26 anos. "Desde que entrei na faculdade eu já trabalhava. Fiz curso técnico em informática e comecei atuando nessa área como estagiária. Virei professora porque me dava bem com os alunos e tirava dúvidas deles no laboratório". Foi assim que Nina passou a dar aula de programação com 18 anos. Depois disso, ela foi trabalhar como desenvolvedora em inteligência artificial, mas seu objetivo mesmo sempre foi seguir na área acadêmica. "Por isso eu fiz muita coisa, participei do Apple Developer Academy 2018-2020 e de programas de pesquisa da PUC. Durante a universidade, trabalhei em duas startups de robótica no Brasil desenvolvendo produtos e robôs. Também trabalhei em ONG por dois anos, com a ideia de democratizar a computação. Trabalhei em escolas, startups, empresas, ONGs e laboratórios de pesquisa", diz. Agora, perto de se formar, Nina já vai direto iniciar seu doutorado. "Sempre vou atuar na sociedade civil, mas eu gosto da pesquisa e de dar aula, pois acho que é uma forma de se manter sempre atualizado". Toda essa trajetória de Nina converge para a criação de um instituto de computação em Duque de Caxias, que é o próximo projeto no qual ela quer investir. "Para isso preciso ter minhas experiências, entender o que é necessário para esse ambiente". Nina conta que o instituto será focado em educação tecnológica de computação. "O foco é desenvolver cientistas, e não só preparar pessoas para uma carreira profissional. O objetivo é parar de pensar nas pessoas como objeto de mercado de trabalho. Meu público-alvo será os mais jovens e negros, que geralmente querem entrar nessa área e não tem oportunidade, mas também quero atingir um público mais velho". Desafios e preconceito A carreira de Nina é repleta de conquistas e aprendizados, mas quem vê de fora nem imagina as dificuldades de ser uma mulher negra em uma área predominantemente composta por homens brancos. "Continua sendo um desafio, acho que as pessoas têm bastante problema em lidar com mulheres negras em posições de tomada de decisão", diz. Segundo ela, essa dificuldade vem de uma ideia de que as decisões dentro da área devem ser objetivas e frias. "Quando colocam mulheres negras, que são pessoas que humanizam os projetos nas ciências exatas, por todo nosso background, há uma dificuldade das pessoas em saber lidar, porque não seguimos os padrões e estereótipos dessa área". "A dedicação que tenho que ter é o triplo da dedicação que um homem branco que trabalha na mesma área que eu" Mesmo tendo encontrado muitas portas abertas ao longo de sua trajetória, Nina conta como é a pressão de ter que se reafirmar para ser aceita como profissional e cientista. "Ninguém tem noção de quantas vezes por dia eu tenho que provar que sei o que estou fazendo. Hoje em dia eu sei provar mais rápido. Mas a dedicação que devo ter é o triplo da dedicação que um homem branco que trabalha na mesma área que eu". Nina conta que por ser uma mulher negra e fazer parte da comunidade LGBTQIA+, ela acompanha muito de perto a dificuldade que há nas empresas em trabalhar com diversidade e inclusão. "Não adianta colocar essas pessoas em um ambiente tóxico, pois elas serão prejudicadas. Até mesmo nas redes sociais, quando tenho que criar conteúdo, sou cobrada a provar que sei sobre o que estou falando. Mas eu sou assídua na internet, e eu respondo o que sei responder. Se eu não souber, eu falo que não sei. Ainda assim, as pessoas estão sempre esperando que a gente responda a altura do que elas consideram o certo". Nina participou do Apple Worldwide Developers Conference (WWDC) em 2018 Dificuldades na área de cibersegurança Nina também trabalha com ética e inteligência artificial responsiva, e a cibersegurança sempre esteve muito perto das outras áreas em que atuou. "Não tinha a oportunidade de colocar em prática, mas quando comecei a fazer pesquisas, fui para o estudo de criptografia. Agora estou mais perto de projetos focados na segurança digital no Brasil. Não posso revelar o nome de todos, mas também sou conselheira de segurança do TikTok". Esse conselho consultivo foi pensado para a segurança da informação, explica Nina. "Tem sido interessante colocar em prática a experiência que eu tive". Mas na área de segurança, Nina também vê diversos problemas. "É um setor muito fechado, não acostumado a ter mulheres negras protagonizando, participando das construções de projetos". Ela conta que muitas decisões prejudicam a vida de pessoas negras. "Não dá para lutar pela abertura dos dados, por exemplo, se você não luta pela segurança. Temos muitas mulheres parlamentares negras sendo ameaçadas porque os dados delas estão abertos, sem segurança, personalizando a pessoa. O cruzamento das informações é prejudicial para o que queremos construir em cidadania digital e segurança", aponta. "O cruzamento das informações é prejudicial para o que queremos construir em cidadania digital e segurança". Ela conta que nessa área é preciso entender o contexto em que uma ferramenta será inserida. "Precisamos reconhecer que estamos em contextos diferentes para falar em segurança digital. Estou participando da construção de ferramentas que lidam com violência política, por exemplo. Como foi fazer uma ferramenta para ser usada por uma parlamentar negra de São Paulo e ao mesmo tempo por uma parlamentar indígena do Nordeste? É preciso adaptar sem perder a essência. Esse é um exemplo, e não é fácil, mas as pessoas precisam não ter medo dessa dificuldade e complexidade, senão somente avançaremos com as ferramentas, que daqui a pouco não serão mais usadas, mas não avançaremos com pensamento crítico". Hacker Antirracista "Em todos os lugares que eu passei, vi coisas parecidas, desde pessoas falando abertamente que não gostavam da minha atuação porque sou negra e que eu não tinha que levar questões raciais para a empresa, até pessoas que não queriam que a pesquisa que eu estava fazendo na época abordasse questões raciais. Não tem como a gente estar nesses ambientes e não lutar por respeito", diz Nina. "Quando vou em um evento, se me chamam de novo para o mesmo evento eu falo que não, que tem que chamar outra pessoa negra. Isso é ser Hacker Antirracista". Acompanhando – e vivendo – de perto todas essas questões, ela iniciou um movimento ativo para gerar a desconstrução desses padrões, e hoje se autointitula uma Hacker Antirracista. "Ainda não estamos perto do ideal. Por isso, quando vou em um evento, se me chamam de novo para o mesmo evento eu falo que não, que tem que chamar outra pessoa negra. Isso é ser Hacker Antirracista. Eu gero uma corrente para que essas questões não fiquem centralizadas em uma pessoa só". Menos30 Fest, festival de empreendedorismo e inovação da Globo que Nina participou Nina também trabalha com iniciativas que promovem o conhecimento sobre pessoas negras que atuam na área de ciências. O Ogunhê é um podcast que trata desse assunto. "Eu criei porque mantinha um diário desde a adolescência, quando descobri a área que eu queria atuar. Minha mãe e minha família ficaram com medo, por ser uma área de pessoas brancas e muitos homens, e aí eu comecei a pesquisar sobre cientistas de outros países, criei um diário e ele virou o Ogunhê. É mais uma prática antirracista, mas não só do meio tecnológico. Eu trago pesquisas alinhadas à sociedade", explica. Apoio da família Sem a ajuda da família, Nina não teria chegado onde chegou. Foi sua mãe e suas tias que deram todo o suporte e o incentivo para ela descobrir, inclusive, o que realmente queria fazer. "Elas me faziam perguntas e me incentivaram a conversar sobre isso em casa. Eu não tinha muita gente com quem conversar sobre esses assuntos, e mesmo elas não sendo da área de exatas, – são todas da área de humanas e biológicas – me incentivaram a pensar em formas de buscar conhecimento para que eu não me limitasse". O incentivo continua até hoje. Em casa, Nina é "provocada" a pensar no coletivo. "Não existe estar numa área como da computação e não pensar no que estou oferecendo para a sociedade. A computação só existe por conta de outras áreas, como engenharia elétrica e filosofia. Por isso sempre fui provocada pela família para explicar aqui em casa o que faço para minha avó, mãe, tias, e meus irmãos. São os primeiros testadores de qualquer coisa que eu coloco na rua. Se eles se entenderem, qualquer pessoa vai entender". "Você não está sozinha em nenhum ambiente tóxico, por mais que façam você acreditar nisso". Se você é uma mulher negra, ou representante de qualquer grupo de diversidade, e quer entrar na área de tecnologia, Nina tem um recado: "vocês não estão sozinhas". Ela diz que há muitas pessoas por aí que passam pelas mesmas dificuldades nesse caminho e que quando ela percebeu isso, viu que não iria desistir. "Você não está sozinha em nenhum ambiente tóxico, por mais que façam você acreditar nisso. Quando percebemos que não estamos sozinhas, conseguimos colocar os problemas na luz e ver como resolver, sempre coletivamente". Nina contou ainda com uma base religiosa para conseguir seguir em frente diante das dificuldades, mas diz que independente de acreditar ou não em religião, todo mundo pode encontrar portas de saída. "Qualquer forma de ver a vida e qualquer perspectiva de base precisa ser revisitada nos piores momentos da sua vida", complementa.
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