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    Militares chineses são acusados de invadir a Equifax


    Bruna Chieco

    Quatro membros do Exército de Libertação Popular da China foram acusados pela Justiça dos Estados Unidos de liderarem uma campanha de três meses para roubar informações pessoais sensíveis ao invadir a empresa de crédito Equifax. Os ataques ocorreram em 2017 e afetaram quase 150 milhões de americanos. Nove acusações, conduzidas em conjunto pelo Ministério Público dos EUA no Distrito Norte da Geórgia, pelas Divisões de Segurança Criminal e Nacional do Departamento de Justiça, pelo Escritório de Campo de Atlanta do FBI, e pela Divisão Cibernética do FBI, alegam que Wu Zhiyong (吴志勇), Wang Qian (王), Xu Ke (许可) e Liu Lei (刘磊) eram membros do 54º Instituto de Pesquisa do Exército, um componente das forças armadas chinesas, e supostamente conspiraram entre si para invadir as redes de computadores da Equifax, manter acesso não autorizado e roubar informações sensíveis de vítimas americanas. 

    De acordo com a acusação, os réus exploraram uma vulnerabilidade no software Apache Struts Web Framework, da Adobe, usado pelo portal de disputas online da Equifax. O The Wired diz que, em maio de 2017, a Adobe anunciou que algumas versões do software tinham uma vulnerabilidade que poderia permitir a execução remota de código em um aplicativo da web direcionado, e logo ofereceu um patch e instruções sobre como corrigir o problema. A publicação afirma que a Equifax ignorou as correções. A partir daí, os quatro acusados conduziram o ataques. 

    Por meio desse acesso, os invasores fizeram o reconhecimento do portal e obtiveram credenciais de login que poderiam ser usadas para navegar ainda mais na rede da empresa. Assim, passaram várias semanas executando consultas para identificar a estrutura do banco de dados da Equifax e buscando informações sensíveis e identificáveis pessoalmente no sistema. Após acessar os arquivos de interesse, os conspiradores armazenaram as informações roubadas em arquivos temporários, compactaram e dividiram os arquivos e conseguiram baixar e exportar os dados da rede para computadores fora dos Estados Unidos. 

    Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, foram feitas aproximadamente 9 mil consultas no sistema da Equifax pelos atacantes, que conseguiram nomes, datas de nascimento e números de previdência social das vítimas, que totalizam quase metade da população americana. E parece que os invasores ainda conseguiram roubar informações de segredos comerciais da Equifax. 

    Para evitar que o ataque fosse detectado, os atacantes direcionaram o tráfego através de aproximadamente 34 servidores localizados em quase 20 países, ofuscando, assim, sua verdadeira localização. Além disso, eles usaram canais de comunicação criptografados na rede da Equifax para se misturar com a atividade normal da rede, e excluíram arquivos compactados, limpando-os diariamente em um esforço para eliminar registros de suas atividades.

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