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  • Alta demanda por segurança expõe escassez de profissionais qualificados no mercado


    Bruna Chieco

    O aumento da demanda por profissionais da área de segurança de informação colocou as empresas diante de um problema que vem crescendo ao longo do tempo: há uma grande lacuna entre a quantidade de vagas em aberto para esses profissionais e pessoas qualificadas para ocupar essas vagas. Entrevistamos alguns especialistas da área que lidam diretamente com essa questão e nos contaram que as dificuldades tendem a aumentar, principalmente com o advento da Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD), que exigirá das companhias maior cuidado no tratamento de informações em suas redes, além das ameaças cada vez mais sofisticadas sendo elaboradas por cibercriminosos, o que fará com que as empresas busquem reforço em seus times de segurança para se proteger.

    Mas como começou essa crise no mercado? 

    O fato é que essa área nunca foi muito explorada pelos profissionais de TI em geral, e do outro lado, há pouca formação específica sobre esse ramo disponível. "Profissionais não foram formados para pensar em segurança. A academia não é boa, e quem acaba se dando bem são os autodidatas", diz o diretor da área de segurança, Rodrigo Jorge. 

    Wagner Elias, que atua na Conviso, consultoria especializada em segurança de aplicações, tem experiência com contratações desde 2008 e destaca que a maior dificuldade do setor é, de fato, a falta de mão de obra qualificada. Segundo ele, a falta de profissionais formados é uma questão global, e não somente concentrada no Brasil. "Muitos profissionais brasileiros vão trabalhar para empresas estrangeiras, mas em qualquer lugar do mundo falta formação em segurança da informação. A prática é adquirida diretamente em empresas", ressalta. 

    Vagas em aberto – Segundo Wagner Elias, algumas pesquisas apontam para um déficit de profissionais de segurança da informação há vários anos, mas o aumento de vagas em aberto tem sido mais frequente, pois segurança da informação é algo cada vez mais presente em muitas empresas. "Se há dois ou três anos a empresa tinha dificuldade em justificar a contratação de um profissional de segurança da informação, hoje esse é um assunto central dentro de qualquer companhia. As empresas começaram a ter orçamento para contratar esses profissionais, concorrendo com todo o mercado, incluindo consultorias, fintechs e empresas com base tecnológica", destaca.

    Para tentar entrar nessa briga, acaba-se contratando profissionais com um nível abaixo do esperado para cobrir uma vaga que, dentro de suas necessidades, deveria ser de alguém mais sênior. "Isso gera uma distorção clara de salários, que estão completamente fora da realidade em muitos setores. Se paga muito para um profissional que não é tão qualificado, o que desvaloriza o setor e desestimula a busca por capacitação", reforça Elias. 

    Por outro lado, a contratação de profissionais em nível mais júnior pode levar às empresas a investirem em capacitação interna. "A única maneira de mudar esse cenário é as empresas se preocuparem em desenvolver profissionais, ou seja, contratar pessoas mais jovens e treiná-las", destaca o líder técnico da Trend Micro no Brasil, Franzvitor Fiorim. "Isso gera afinização das pessoas com o setor e, consequentemente, teremos um mercado que se preocupa em treinar profissionais para o futuro". 

    Rodrigo Jorge também reforça que outra maneira de formar profissionais na área é a própria empresa identificar pessoas dentro de sua equipe que não atuam em segurança, mas têm afinidade com o tema. "A partir disso, é preciso ter a paciência de formar", complementa.

    Como se especializar na área?

    Cursos específicos na já existem, e a oferta está cada vez maior. O próprio Mente Binária oferece conteúdo gratuito para treinar e desenvolver profissionais no setor de segurança. A Trend Micro também possui um programa de treinamento interno para estudantes em formação ou recém-formados, sem experiência. Mas a dica principal dos profissionais da área é buscar networking. "Ao montar times de segurança, os líderes geralmente procuram profissionais dentro de sua rede relacionamento", explica Rodrigo Jorge. Mas como manter esse networking se você ainda não é da área? "Eventos presenciais são fundamentais, além da realização de treinamentos online", indica Rodrigo.

    Outra maneira de começar a atuar na área de segurança é entrar nas empresas por outras vias. "A melhor maneira é começando em suporte técnico, e depois migrar para área de redes, buscando essa oportunidade dentro da empresa. Todo mundo que trabalha comigo hoje veio de infraestrutura e desenvolvimento. Se a pessoa demonstrar interesse, pode ser que a empresa invista nessa capacitação, mas é preciso se engajar no assunto e nos times para ter a oportunidade", destaca Rodrigo Jorge.

    Outra dica importante e fundamental: saber inglês. "O material mais rico sobre segurança, em sua maioria, vem de outros países. Além disso, fornecedores também são estrangeiros, e o contato com o idioma dentro das empresas é constante. A dificuldade na hora de contratar também está na falta do idioma, portanto, estudem", reforça Rodrigo Jorge.

    E as empresas?

    Mas não são apenas os profissionais que devem se mexer. As próprias empresas que estão sentindo agora essa dificuldade na contratação podem fazer ofertas justas que valorizem esses profissionais e os desenvolva para que o mercado não fique descoberto, com especialistas migrando de uma companhia para outra em uma competição, muitas vezes, baseada em remuneração. "Empresas devem se preocupar não só em contratar um profissional sênior, mas em ter um líder inspirador que eleve o time júnior para outro patamar. O foco dos profissionais deve ser menos em ganhar dinheiro e mais em aprender, e as empresas devem estimular isso", complementa Franzvitor Fiorim.



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    Recommended Comments

    Saudações, 

    antes de iniciar aqui a discussão quero deixar bem claro que nunca trabalhei na área de tecnologia, muito menos na área da segurança, não conheço as empresas por dentro,  esta é apenas a opinião de um ignorante como tantos outros que deambulam neste mundo.

     

    Antes de ir meter a corda no pescoço, andei a ler umas fontes de informação sobre dados que retratam o problema na formação nas universidades portuguesas, apesar de 99% dos utilizadores serem brasileiros,  da comunidade lusófona ( CPLP ), escolhi como fonte de informação um jornal português porque sei que é uma fonte confiável, e os dados mais ou menos devem estar de acordo com a realidade, ou pelo menos anda lá perto, e como não conheço os meios de comunicação do Brasil nem a credibilidade das fontes e dos números, fico-me pelo que sei. 

    Este artigo:

    https://www.dn.pt/portugal/15-mil-estudantes-abandonam-o-ensino-superior-9233464.html

    Este estudo foi feito entre 2012 e 2015, a realidade não mudou talvez tenha piorado, ou talvez não.

    Este artigo diz que APENAS cerca de metade dos alunos inscritos nas universidades portuguesas, em cursos  com duração de três a quatro anos (em especial o de informática), terminam a sua formação.

    2020-03-21_09-37.png.f21ce5db7c9038bd605d04fe3329483f.png

    Num outro artigo que li há uns anos, num dos jornais portugueses, dizia que as áreas com mais desistência por parte dos alunos são áreas da engenharia informática, áreas relacionadas com matemática, Engenharia electrotécnica... ou seja todas as áreas onde existe uma componente técnica e cientifica  muito forte.

    E tal como o artigo referido anteriormente referido, indica o trajeto académico dos alunos está relacionado com os níveis de escolaridade dos pais, se estes alunos vêm de famílias com baixos índices de formação, a probabilidade de terem sucesso escolar é mais reduzida.

    Alguns vão dizer "ah mas eu conheço muita gente de origens humildes e são pessoas que estudaram e têm boas competências técnicas" (atenção que eu troquei "inteligentes" por "competências técnicas", porque eu não considero pessoas com níveis de estudo elevado mais inteligentes que outros com menos estudos, mas é apenas opinião pessoal ),  sim é verdade mas se formos comparar a proporção ainda estamos muito distantes do que seria aceitável.

    Porquê que isto acontece? (Porquê que as pessoas quando chegam à universidade desistem?)

    Eu pessoalmente não sei não sou académico nem estudo este fenómeno, aliás nem nunca entrei numa universidade, mas o que me parece e tal como o artigo referido acima diz o trajeto do alunos está diretamente relacionado com o nível de formação dos seu pais... e Portugal (e falo de Portugal porque é a realidade que eu vivo diariamente )para além de ter uma população bastante envelhecida e a nossa democracia ainda é bastante recente temos, uns 45 anos de democracia, a nossa população está subdesenvolvida, vejamos estes dados oficiais do  PORDATA (que é uma base de dados do Portugal contemporâneo, com estatísticas oficiais sobre o país e a Europa, segundo o wikipédia que podes ver aqui), que pode ser consultado aqui:

    https://www.pordata.pt/Europa/População+com+o+ensino+superior+(ISCED+5+8)+em+percentagem+da+população+entre+os+25+e+os+64+anos+total+e+por+grupo+etário-3239

    diz que a população com o ensino superior no ano de 2019 entre os 25 e 64 anos é de 26 %, estamos aqui a falar de população em idade ativa.

    Estes dados eles são interessantes porque o problema não reside apenas na falta de de mão de obra qualificada, como se esses números estivessem restritos à falta de procura por parte dos estudantes ou  por falta de interesse das pessoas, ou porque o ensino é mau, é mais profundo que isso. Nós temos problemas na estrutura e planeamento social, problemas nos representantes políticos, existe uma decadência acentuada e progressiva nos nosso representantes, e é isso que nós enquanto sociedade devemos mudar. 

    Há ai uns anjinhos que acham que vão abrir uma empresa maravilhosa e vão valorizar os seu colaboradores oferecem bons salários, e com estas medidas maravilhosas vão aparecer mais candidatos para as vagas. O mais comum especialmente em fóruns e plataformas como esta é tentar distanciar a politica da tecnologia, mas é um erro, porque são as decisões politicas e a forma como nós cidadãos discutimos política, que influenciam o estado das empresas sejam elas da área de tecnologia ou não, e é a politica que mete as empresas do ramo em questão na situação de dificuldade em que elas estão agora .

     Para além disso nós temos temos problemas muito graves na gestão de recursos humanos por parte das empresas de tecnologia, e estes problemas vêm na sequência no mau planeamento social, económico, e educacional que nós como sociedade temos o dever de melhorar.  Basta olhar ao anúncios para oferta de trabalho para perceber que quem está a fazer este papel não sabe o que está a fazer, não tem capacidade para o fazer, e ninguém quer melhorar essa situação. E é por isso que faço distinção entre competências técnicas e inteligência, porque realmente há pessoas com competências técnicas nas empresas mas elas não estão a ser inteligentes na forma como procurar os seus colaboradores. 

    Aqui neste post no fórum:

    Temos um utilizador que tem dificuldade perceber como funciona o mercado de trabalho um dos problemas é ele nem conseguir identificar as vagas para a oferta de trabalho, ou seja ele não sabe sequer a área em que está inserido a análise de malware, ele deve achar que analista de malware é uma categoria profissional, e ele tem dúvidas de como entrar e quais as competências técnicas necessárias, e o @fredericopissarra diz uma coisa que responde a uma boa parte do problema, ele diz: 

    Citar

     Veja só as exigências de competência dos candidatos. O sujeito só não precisa saber como construir uma máquina de teletransporte usando chiclete, clip de papel e cuspe...

    As próprias empresas elas dificultam o posicionamento de profissionais na área, quem nunca viu uma dos milhões de vagas que existem, em que quando acabas de ler todos os requisitos pedidos pela empresa, parou e ficou a pensar, "foda-se nem sei por onde começar, NEM SEi SE  QUERO começar".

    Pegando na referência feita pelo autor do post à empresa Conviso, eu vou dar o meu testemunho na primeira e única vez que tive contato com uma empresa de segurança em recrutamento, ou seja à procura de colaboradores para a sua empresa. Eu quero deixar bem claro que o meu intuito não é denegrir o nome de ninguém, nem de empresa nenhuma, mas sim apenas expor a situação para que a quem de direito pense melhor na forma como as coisa são feitas para o futuro, fui abordado pelo @Fernando Mercês porque a empresa Conviso estava em fase de recrutamento, a primeira coisa que eu disse foi "eu não tenho competência para fazer esse trabalho",   no entanto o Fernando disse para eu tentar e deixar que a empresa decidisse se eu tenha essa competência ou não, eu acabei por aceitar e o Fernando fez a ponte, entre mim e a empresa, havia uma pessoa que estava a fazer o recrutamento um tal de Rafael nem sei já o sobrenome, ele apresentou me a empresa, eu disse quem era ele enviou uns conteúdos para ver se eu teria interesse em seguir aquele tipo de estudo eu concordei, ele disse que estava tudo bem tudo bem tudo numa boa e passado uns dias de contacto ele diz que os recursos humnos da empresa estavam a "cobrar ele" para que eu enviasse o meu CV, eu disse que o meu CV não tinha nada relacionado com a área de tecnologia, ele disse que não haveria problema deixava uma nota nos recursos humanos para eles saberem, eu enviei o meu CV com o mínimo de informação pessoal possível como é óbvio, uma vez que eu não sei com quem estou a falar e a partir dai, nunca mais tive resposta por parte da empresa Conviso. Alguns vão dizer "ah mas isso é normal, as empresas não te devem nada, eu já trabalhei ou trabalho com eles é eles são "show de bola" "... muito bem é verdade a empresa não me deve nada, e a verdade é que eu só estou a relatar a minha experiência com esta empresa para dar como exemplo, na falta de competência na hora de contratar e se relacionarem com os recursos humanos, eu não quero meter em causa o trabalho feito pelas pessoas que nela trabalham nem a competência do trabalho exercido por eles. Estou aqui a falar em recrutamento e da minha experiência, como é óbvio a empresa não me deve nada, mas uma vez que foram eles que iniciaram contato, O MÍNIMO que poderiam ter feito era enviar uma resposta a dizer que eu não era a pessoa com perfil que eles procuravam e a imagem que eu ficaria deles é completamente diferente daquela que tenho hoje, porque se por alguma razão (que eu não acredito muito até porque já disse que não tenho perfil para tal) eu  chegar a ser uma pessoa no mercado de trabalho da área de segurança  em buca de uma empresa para trabalhar a Conviso está riscada da minha lista, depois dessa falta de tacto e até alguma falta de consideração por parte do recrutador e da pessoa que representa ou representava a empresa Conviso fez um mau trabalho, as empresas estão a fazer um mau trabalho no momento da contratação de pessoas.

    Não pode haver a informação de que uma empresa não tem RH  e que os seus colaboradores são tratados de forma diferenciada como a Conviso diz no seu site: 

    https://convisoappsec.gupy.io/

    2020-03-21_09-08.thumb.png.70ce05744b6ee10c851f0327a8530e58.png 

    e depois na altura da contratação o seu seu comportamento não ser coerente na atitude dos recrutadores, a imagem que passa não é boa, se a empresa não tem recursos humanos não pode pedir que envie o meu CV para um sitio que não existe, se as pessoas são tratadas do forma diferenciada, não podem deixar de responder a meio de um processo de recrutamento especialmente quando é a empresa a iniciar contato não dá boa imagem à empresa, mostra desorganização, mostra desprezo pelas pessoas.

     

    E com isto acabo com a ideia por onde comecei, tudo isto é originado pela má estrutura da base, planeamento social económico, politico,  etc.....

     

    Abraço.

     

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    Em 21/03/2020 em 09:32, gnoo disse:

    Saudações, 

    antes de iniciar aqui a discussão quero deixar bem claro que nunca trabalhei na área de tecnologia, muito menos na área da segurança, não conheço as empresas por dentro,  esta é apenas a opinião de um ignorante como tantos outros que deambulam neste mundo.

     

    Antes de ir meter a corda no pescoço, andei a ler umas fontes de informação sobre dados que retratam o problema na formação nas universidades portuguesas, apesar de 99% dos utilizadores serem brasileiros,  da comunidade lusófona ( CPLP ), escolhi como fonte de informação um jornal português porque sei que é uma fonte confiável, e os dados mais ou menos devem estar de acordo com a realidade, ou pelo menos anda lá perto, e como não conheço os meios de comunicação do Brasil nem a credibilidade das fontes e dos números, fico-me pelo que sei. 

    Este artigo:

    https://www.dn.pt/portugal/15-mil-estudantes-abandonam-o-ensino-superior-9233464.html

    Este estudo foi feito entre 2012 e 2015, a realidade não mudou talvez tenha piorado, ou talvez não.

    Este artigo diz que APENAS cerca de metade dos alunos inscritos nas universidades portuguesas, em cursos  com duração de três a quatro anos (em especial o de informática), terminam a sua formação.

    2020-03-21_09-37.png.f21ce5db7c9038bd605d04fe3329483f.png

    Num outro artigo que li há uns anos, num dos jornais portugueses, dizia que as áreas com mais desistência por parte dos alunos são áreas da engenharia informática, áreas relacionadas com matemática, Engenharia electrotécnica... ou seja todas as áreas onde existe uma componente técnica e cientifica  muito forte.

    E tal como o artigo referido anteriormente referido, indica o trajeto académico dos alunos está relacionado com os níveis de escolaridade dos pais, se estes alunos vêm de famílias com baixos índices de formação, a probabilidade de terem sucesso escolar é mais reduzida.

    Alguns vão dizer "ah mas eu conheço muita gente de origens humildes e são pessoas que estudaram e têm boas competências técnicas" (atenção que eu troquei "inteligentes" por "competências técnicas", porque eu não considero pessoas com níveis de estudo elevado mais inteligentes que outros com menos estudos, mas é apenas opinião pessoal ),  sim é verdade mas se formos comparar a proporção ainda estamos muito distantes do que seria aceitável.

    Porquê que isto acontece? (Porquê que as pessoas quando chegam à universidade desistem?)

    Eu pessoalmente não sei não sou académico nem estudo este fenómeno, aliás nem nunca entrei numa universidade, mas o que me parece e tal como o artigo referido acima diz o trajeto do alunos está diretamente relacionado com o nível de formação dos seu pais... e Portugal (e falo de Portugal porque é a realidade que eu vivo diariamente )para além de ter uma população bastante envelhecida e a nossa democracia ainda é bastante recente temos, uns 45 anos de democracia, a nossa população está subdesenvolvida, vejamos estes dados oficiais do  PORDATA (que é uma base de dados do Portugal contemporâneo, com estatísticas oficiais sobre o país e a Europa, segundo o wikipédia que podes ver aqui), que pode ser consultado aqui:

    https://www.pordata.pt/Europa/População+com+o+ensino+superior+(ISCED+5+8)+em+percentagem+da+população+entre+os+25+e+os+64+anos+total+e+por+grupo+etário-3239

    diz que a população com o ensino superior no ano de 2019 entre os 25 e 64 anos é de 26 %, estamos aqui a falar de população em idade ativa.

    Estes dados eles são interessantes porque o problema não reside apenas na falta de de mão de obra qualificada, como se esses números estivessem restritos à falta de procura por parte dos estudantes ou  por falta de interesse das pessoas, ou porque o ensino é mau, é mais profundo que isso. Nós temos problemas na estrutura e planeamento social, problemas nos representantes políticos, existe uma decadência acentuada e progressiva nos nosso representantes, e é isso que nós enquanto sociedade devemos mudar. 

    Há ai uns anjinhos que acham que vão abrir uma empresa maravilhosa e vão valorizar os seu colaboradores oferecem bons salários, e com estas medidas maravilhosas vão aparecer mais candidatos para as vagas. O mais comum especialmente em fóruns e plataformas como esta é tentar distanciar a politica da tecnologia, mas é um erro, porque são as decisões politicas e a forma como nós cidadãos discutimos política, que influenciam o estado das empresas sejam elas da área de tecnologia ou não, e é a politica que mete as empresas do ramo em questão na situação de dificuldade em que elas estão agora .

     Para além disso nós temos temos problemas muito graves na gestão de recursos humanos por parte das empresas de tecnologia, e estes problemas vêm na sequência no mau planeamento social, económico, e educacional que nós como sociedade temos o dever de melhorar.  Basta olhar ao anúncios para oferta de trabalho para perceber que quem está a fazer este papel não sabe o que está a fazer, não tem capacidade para o fazer, e ninguém quer melhorar essa situação. E é por isso que faço distinção entre competências técnicas e inteligência, porque realmente há pessoas com competências técnicas nas empresas mas elas não estão a ser inteligentes na forma como procurar os seus colaboradores. 

    Aqui neste post no fórum:

    Temos um utilizador que tem dificuldade perceber como funciona o mercado de trabalho um dos problemas é ele nem conseguir identificar as vagas para a oferta de trabalho, ou seja ele não sabe sequer a área em que está inserido a análise de malware, ele deve achar que analista de malware é uma categoria profissional, e ele tem dúvidas de como entrar e quais as competências técnicas necessárias, e o @fredericopissarra diz uma coisa que responde a uma boa parte do problema, ele diz: 

    As próprias empresas elas dificultam o posicionamento de profissionais na área, quem nunca viu uma dos milhões de vagas que existem, em que quando acabas de ler todos os requisitos pedidos pela empresa, parou e ficou a pensar, "foda-se nem sei por onde começar, NEM SEi SE  QUERO começar".

    Pegando na referência feita pelo autor do post à empresa Conviso, eu vou dar o meu testemunho na primeira e única vez que tive contato com uma empresa de segurança em recrutamento, ou seja à procura de colaboradores para a sua empresa. Eu quero deixar bem claro que o meu intuito não é denegrir o nome de ninguém, nem de empresa nenhuma, mas sim apenas expor a situação para que a quem de direito pense melhor na forma como as coisa são feitas para o futuro, fui abordado pelo @Fernando Mercês porque a empresa Conviso estava em fase de recrutamento, a primeira coisa que eu disse foi "eu não tenho competência para fazer esse trabalho",   no entanto o Fernando disse para eu tentar e deixar que a empresa decidisse se eu tenha essa competência ou não, eu acabei por aceitar e o Fernando fez a ponte, entre mim e a empresa, havia uma pessoa que estava a fazer o recrutamento um tal de Rafael nem sei já o sobrenome, ele apresentou me a empresa, eu disse quem era ele enviou uns conteúdos para ver se eu teria interesse em seguir aquele tipo de estudo eu concordei, ele disse que estava tudo bem tudo bem tudo numa boa e passado uns dias de contacto ele diz que os recursos humnos da empresa estavam a "cobrar ele" para que eu enviasse o meu CV, eu disse que o meu CV não tinha nada relacionado com a área de tecnologia, ele disse que não haveria problema deixava uma nota nos recursos humanos para eles saberem, eu enviei o meu CV com o mínimo de informação pessoal possível como é óbvio, uma vez que eu não sei com quem estou a falar e a partir dai, nunca mais tive resposta por parte da empresa Conviso. Alguns vão dizer "ah mas isso é normal, as empresas não te devem nada, eu já trabalhei ou trabalho com eles é eles são "show de bola" "... muito bem é verdade a empresa não me deve nada, e a verdade é que eu só estou a relatar a minha experiência com esta empresa para dar como exemplo, na falta de competência na hora de contratar e se relacionarem com os recursos humanos, eu não quero meter em causa o trabalho feito pelas pessoas que nela trabalham nem a competência do trabalho exercido por eles. Estou aqui a falar em recrutamento e da minha experiência, como é óbvio a empresa não me deve nada, mas uma vez que foram eles que iniciaram contato, O MÍNIMO que poderiam ter feito era enviar uma resposta a dizer que eu não era a pessoa com perfil que eles procuravam e a imagem que eu ficaria deles é completamente diferente daquela que tenho hoje, porque se por alguma razão (que eu não acredito muito até porque já disse que não tenho perfil para tal) eu  chegar a ser uma pessoa no mercado de trabalho da área de segurança  em buca de uma empresa para trabalhar a Conviso está riscada da minha lista, depois dessa falta de tacto e até alguma falta de consideração por parte do recrutador e da pessoa que representa ou representava a empresa Conviso fez um mau trabalho, as empresas estão a fazer um mau trabalho no momento da contratação de pessoas.

    Não pode haver a informação de que uma empresa não tem RH  e que os seus colaboradores são tratados de forma diferenciada como a Conviso diz no seu site: 

    https://convisoappsec.gupy.io/

    2020-03-21_09-08.thumb.png.70ce05744b6ee10c851f0327a8530e58.png 

    e depois na altura da contratação o seu seu comportamento não ser coerente na atitude dos recrutadores, a imagem que passa não é boa, se a empresa não tem recursos humanos não pode pedir que envie o meu CV para um sitio que não existe, se as pessoas são tratadas do forma diferenciada, não podem deixar de responder a meio de um processo de recrutamento especialmente quando é a empresa a iniciar contato não dá boa imagem à empresa, mostra desorganização, mostra desprezo pelas pessoas.

     

    E com isto acabo com a ideia por onde comecei, tudo isto é originado pela má estrutura da base, planeamento social económico, politico,  etc.....

     

    Abraço.

     

     

    Olá, amigo. Lamento o corrido com você, embora a empresa que você se referiu, ao que me parece, já deixou previamente claro que não têm RH, e que são um time onde todos são líderes e etc. O que o @Fernando Mercês fez em pedir teu CV, é algo mínimo para lhe ajudar e, geralmente, a empresa pede isso caso não tenha outra forma de lhe conhecer melhor.

    Mas aqui está um questão importante sobre trabalhar nessa a´rea que eu tenho observado, no oitavo parágrafo desse artigo foi mostrado algo importante para essa área de S.I, se chama "Network".

    Vi um rapaz que teve um emprego na área, com ajuda do Mercês. O nome dele é Igor Lincon, se não me engano. Mas ele ficava indo em vários eventos e palestra de Security e falava sempre com o Mercês, até ter vaga.

    Me pareceu que tu está generalizando por causa de uma frustração que teve com uma empresa; e não vi você demonstrar "network".

    A menos que todo essa tua replica aqui foi apenas para desabafar dessa empresa que tu teve essa decepção.

    Não acho muito que seja uma questão social e política, pois tem muitas empresas que são estrangeiras e seguem compliance, gestão e diretrizes da matriz que está em outro país.

    Desculpe, mas aqui expressei minha opinião sobre a tua replica, assim como expressou a tua sobre o artigo em questão.

    Abraços !

     

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    Em 24/03/2020 em 23:59, Michel Pereira disse:

    O que o @Fernando Mercês fez em pedir teu CV, é algo mínimo para lhe ajudar e, geralmente, a empresa pede isso caso não tenha outra forma de lhe conhecer melhor.

    @Michel Pereira em momento algum eu disse que o @Fernando Mercês me pediu o meu CV, que fique bem claro que o Fernando nunca esteve envolvido no processo de recrutamento da empresa Conviso, pelo menos que eu tenha dado conta, o que o Fernando fez foi apenas indicar o meu nome para a empresa, uma vez que a empresa estava a contratar.

    O Fernando que até prova em contrário PARECE ser boa pessoa, e como tal dentro das possibilidades dele tenta ajudar outras pessoas a entrar na área, tal como aconteceu com esse tal de igor Lincon (que supostamente será o nome dele segundo tuas palavras), e como ele tentou fazer comigo, e eu quando ele veio a portugal estivemos a beber um café os dois tive a oportunidade de lhe agradecer pessoalmente... o meu comentário nada tem a ver com o @Fernando Mercês, a unica pessoal responsável pelo recrutamento em representação da Conviso era um tal de Rafael, por isso se alguém esteve mal nessa história foi esse Rafael não foi mais ninguém.

    Em 24/03/2020 em 23:59, Michel Pereira disse:

    Mas aqui está um questão importante sobre trabalhar nessa a´rea que eu tenho observado, no oitavo parágrafo desse artigo foi mostrado algo importante para essa área de S.I, se chama "Network".

    Me pareceu que tu está generalizando ...... e não vi você demonstrar "network"

      Eu não tenho que mostrar network nenhum, porque eu não estava à procura de nada, foi a empresa que entrou em contato comigo, no máximo eu teria que demonstrar capacidade para desempenhar a tarefa que me estava a ser proposta, E ANTES do contato se iniciar com a Conviso eu fui o primeiro a dizer que não tinha competências para desempenhar esse trabalho no entanto a empresa decidiu queria que queria continuar com o processo de recrutamento, e a coisa foi-se desenrolando segundo eles estava tudo bem tudo alinhado para ir para a frente de repente deixam de comunicar e responder.

    Não se trata de generalizar eu quando disse o que disse, eu estava-me a referir a todas as áreas de TI no geral, em especial na área de desenvolvimento 90% das vezes quando as empresas especificam quais os requisitos para aceder à vaga é comum perceber que muitas querem que uma pessoa com 2 ou 3 anos de experiência, seja ninja em 10 linguagens diferentes mais 500 tecnologias diferentes, quando toda a gente sabe que isso é impossível ... é nessa parte em que eu digo que as empresas no geral estão a fazer um mau trabalho,porque as pessoas dessa forma têm dificuldades em se preparar para o mercado de trabalho, e a meu ver esse tipo de abordagem dificulta a aproximação das pessoas às empresas, e eu acredito que muitas desistem pelo caminho. 

    Em 24/03/2020 em 23:59, Michel Pereira disse:

    Não acho muito que seja uma questão social e política, 

    Tudo é politica nesta vida...

    Em 24/03/2020 em 23:59, Michel Pereira disse:

    Desculpe, mas aqui expressei minha opinião sobre a tua replica....

    Estás desculpado.

    Abraço.

         

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