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    • Bruna Chieco
      Virar um desenvolvedor de jogos pode ser o grande sonho dos apaixonados por games. São esses os profissionais que projetam e criam jogos para computadores, celulares e consoles, se envolvendo desde a concepção até a execução do projeto junto a uma equipe composta por produtores, designers, artistas, engenheiros de som e testadores. Essa galera trabalha para levar os melhores produtos a uma indústria que hoje é composta por 2,8 bilhões de jogadores em todo o mundo, gerando receitas de US$ 189,3 bilhões, segundo dados da empresa de pesquisa Newzoo.
      No Brasil, a Newzoo aponta que o mercado de jogos terá uma receita de US$ 2,3 bilhões em 2021. Ainda que aqui a indústria seja menor, as oportunidades para trabalhar na área estão crescendo mesmo para quem não é um aficionado pela profissão, como é o caso de Rodrigo Duarte Louro. Ao procurar estágio enquanto cursava a faculdade de Ciência da Computação, ele acabou se deparando com uma vaga em uma empresa de jogos pequena que tinha acabado de começar. 
      Na época, Rodrigo tinha 21 anos e confessa que esse não era seu sonho, mas acabou encarando o desafio. "Quando entrei na faculdade, eu não tinha muita ideia para onde ir. Nunca quis muito uma carreira específica, mas as possibilidades de mercado para quem é programador são grandes", diz Rodrigo ao Mente Binária. "Eu não manjava nada de games, mas estagiei nessa empresa por um ano, e foi onde eu comecei a gostar e aprender sobre desenvolvimento de games", conta. 
      Rodrigo saiu desse estágio para conseguir concluir a faculdade, mas no último semestre voltou a estagiar em outra empresa de games, a Tapps, onde está até hoje trabalhando com desenvolvimento de jogos para mobile. "Quando comecei a estagiar com jogos, eu gostei, e a menos que aparecesse uma oportunidade muito boa, eu decidi que não ia mais sair da área", relata.

      "A menos que aparecesse uma oportunidade muito boa, eu decidi que não ia mais sair da área" - Rodrigo Duarte Louro
      Já o caso de Murilo Costa é o mais tradicional para quem trabalha com desenvolvimento de jogos: ser apaixonado pela área. "Desde dos 12 anos de idade eu já estava certo da vida que queria trabalhar com jogos, e nessa idade já tinha começado a programar", conta Murilo ao Mente Binária. Foi assim que ele acabou fazendo um curso técnico em informática aos 15 anos. "Eu já queria entrar na área de jogos, mas no Brasil era difícil", destaca.
      Por certa falta de oportunidade, Murilo acabou entrando no mercado de TI como desenvolvedor de software, atuando nessa área por cerca de 7 anos. Enquanto isso, ele também cursou a faculdade de Ciência da Computação. "Eu tinha 22 anos quando consegui meu primeiro emprego como estagiário em jogos. Eu ia para essa profissão de qualquer jeito, mesmo que por conta própria. Mandei muito currículo, porque o mais importante era começar de algum jeito, e depois ir encontrando meu espaço", ressalta. "Eu me permiti voltar para a estaca zero quando entrei na indústria de games. Quando decidi sair do emprego de desenvolvedor de software e ir pra jogos, eu já era CLT e estava quase virando um profissional pleno dentro da empresa, mas decidi voltar a ser estagiário para começar na área", conta. 

      "Eu me permiti voltar para a estaca zero quando entrei na indústria de games" - Murilo Costa
      Murilo ficou durante 5 anos e meio nessa empresa, começando como programador de jogos mobile, e aos poucos foi crescendo internamente, até virar coordenador. "Passei a trabalhar como gestor, participava da contratação e desenvolvimento de outros programadores", diz. Mas no ano passado, Murilo decidiu que queria voltar a programar, e foi aí que começou a trabalhar no estúdio Rogue Snail como programador sênior. "O que eu gosto é da área de programação", pontua.
      O que precisa para ser um desenvolvedor de jogos
      A complexidade da profissão pode variar dependendo do tipo de jogo que será desenvolvido, mas para quem quer começar, é preciso saber o básico de programação. "Na faculdade não tem nada específico para o mercado de trabalho. Se você tem uma base de programação forte, está preparado para tudo, mas não é especialista em nada", diz Rodrigo. Ele conta que apesar disso, há cursos mais focados em jogos. "Na Tapps muita gente que trabalha comigo fez um curso de design de jogos na Fatec e na Anhembi. No meu caso, não fiz nenhum curso específico. Agora, com 7 anos de experiência, tenho uma noção das outras áreas, mas o background de programação dá total liberdade para fazer os jogos", diz.
      A dica é saber duas linguagens de programação, que são as mais adotadas em desenvolvimento de games: C# e C++. A primeira é utilizada pelo motor de jogos (game engine) chamado Unity, enquanto a segunda é utilizada pela engine Unreal. Apesar de essas serem as duas linguagens mais utilizadas, muitas empresas querem fazer suas próprias engines. "Na Unity você consegue fazer e exportar o jogo para cada plataforma específica, mas na Tapps a gente exporta só mobile, então usamos uma engine própria", diz Rodrigo. 
      O mais recomendável é estudar não somente a linguagem, mas aprender como a engine funciona e pode ser manipulada para se obter resultados. "Eu já praticava isso sozinho", diz Murilo. "Normalmente, quando as pessoas vão trabalhar com jogos, já tiveram contato com engines ou produção de algum jogo". Ele destaca que o ideal para treinar é participar de game jams, que são encontros de desenvolvedores de jogos com a proposta de planejar e criar um ou mais jogos em pouco tempo, geralmente variando entre 24 e 72 horas. "Isso ajuda as pessoas a terem contato com as engines e tecnologias. Mas precisa de um conhecimento básico em programação. Essa é uma recomendação para desenvolvedores de software no geral", destaca.
      Matemática e inglês são pré-requisitos
      Além de saber o básico de programação, é preciso ter uma noção tanto de matemática quanto de inglês para quem quer evoluir na carreira de desenvolvedor de games. "Os dois são bem importantes. Não é um impeditivo total não saber isso, mas vai facilitar muito sua vida", destaca Rodrigo. Tanto ele quanto Murilo recomendam no mínimo o conhecimento de leitura em inglês para que a atuação na área seja mais fácil. Isso porque muitos dos materiais de estudo em programação são nesse idioma. "Isso é uma barreira que pode atrapalhar", diz Rodrigo. 
      Os conhecimentos de matemática também são importantes para programação, na visão de Rodrigo. "Dependendo do jogo que você fizer, a matemática é utilizada mais ou menos na prática, mas ter esse conhecimento mais forte te faz um programador melhor sempre", afirma. Ele diz ainda que em alguns casos a geometria analítica é utilizada. "Se estou fazendo um jogo de tiro, preciso saber com qual força a bala sai da arma", explica.
      Mobile x console
      Tendo navegado no mundo mobile e agora no de jogos para computadores, Murilo conta um pouco sobre a diferença entre programar em um e para outro universo. "Jogos mobile gratuitos normalmente têm compras dentro, e os usuários podem assistir anúncios para obter recompensas. Também é preciso pensar que essa indústria é gigantesca, tanto em número de devices quanto de usuários. Você atinge o público de maneira mais global e tem que se preparar para lidar com menos recursos, porque o celular é menos potente que o console", diz. 

      Ele destaca ainda que a usabilidade é bem diferente no celular e no PC. "No mobile, precisamos pensar em como integrar compras e propagandas em tempo de execução do jogo, e games de console normalmente não têm isso. No PC, o jogo tende a ser mais fácil, por outro lado, que os demais jogos de console, por ser mais flexível em relação aos inputs de teclado, mouse, ou controle", relata Murilo.
      Mercado de trabalho
      O mercado de trabalho brasileiro para a indústria de games está crescendo, apesar das oportunidades ainda serem maiores em outros países. Na visão de Murilo, esse ainda é um setor de poucas empresas no Brasil, com algumas companhias grandes dominando, mas praticamente todas para desenvolvimento mobile, ressaltando que os jogos para celulares compõem a maior parte do mercado consolidado no país. 
      Murilo diz ainda que há alguns estúdios pequenos se desenvolvendo localmente, mas muitos ainda dependem de investimento externo ou de projetos institucionais que estimulem seu funcionamento. "Ainda temos poucas oportunidades e não temos tanta escolha". Ele adiciona que na área de programação, ainda há uma diferenciação para quem trabalha com desenvolvimento para bancos ou para web, e quem trabalha com jogos. "Tem uma procura muito alta de pessoas querendo trabalhar na área, mas a remuneração não é competitiva, e temos poucos estúdios. Mas tem crescido", avalia.
       
      "Não ter medo e não desistir da área"
      Para Rodrigo, o gargalo também aparece do lado da mão de obra especializada. "Sempre vejo vaga aberta, mas é difícil preencher. As empresas estrangeiras acabam tendo maior competitividade. Também é o sonho das pessoas trabalharem em grandes companhias como Blizzard, King, etc. O mercado de jogos mexe com o sonho das pessoas, por isso muitas delas já escolheram a faculdade porque queriam fazer games. Mas ainda vejo que faltam profissionais especializados, e isso é na área de programação em geral", pontua. 
      Mesmo com esses desafios, não ter medo e não desistir da área é a dica de Rodrigo para quem quer atuar como desenvolvedor de games. "Se você tem um background de programação, já é um programador e quer migrar de área, pesquise o mercado, pois tem muita empresa sólida. E quem não é programador e quer fazer jogos, precisa começar a estudar programação em geral, ter um nível mediano. Não precisa focar em jogos inicialmente, mas depois comece a pegar tutoriais, estudar engines e fazer jogos simples. Explore a parte criativa, porque isso gera muito conhecimento", indica.
      "A participação em game jams ajuda muito"
      Murilo também destaca a importância de tentar construir um portfólio, reforçando que a participação em game jams ajuda muito nesse sentido. "É uma oportunidade de conhecer pessoas da área, estabelecer contatos e mostrar o trabalho. É preciso ter a experiência de fazer um jogo para entender quais são as partes que precisam ser melhor desenvolvidas", ressalta. 🎮

    • O secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock (foto), convocou agências policiais em todo o mundo para formar uma coalizão global com parceiros da indústria para prevenir uma potencial pandemia de ransomware. A intenção é interromper efetivamente o ransomware ao adotar a mesma colaboração internacional usada para combater o terrorismo, o tráfico humano ou grupos de máfia.
      Segundo comunicado da Interpol, a convocação para expandir a colaboração contra o ransomware foi feita a partir de uma preocupação com o crescimento exponencial desse tipo de ataque no ecossistema do crime cibernético mais amplo, já que criminosos estão mudando seu modelo de negócios para fornecer Ransomware-as-a-Service (ransomware como serviço).
      O Secretário-Geral da Interpol afirmou que os criminosos de ransomware estão continuamente adaptando suas táticas, operando sem fronteiras e quase com impunidade. “Assim como a pandemia, o ransomware está evoluindo para diferentes variantes, proporcionando altos lucros financeiros aos criminosos”, disse. Ele alertou ainda que o ransomware se tornou uma ameaça muito grande para qualquer entidade ou setor resolver sozinho, e a magnitude desse desafio exige urgentemente uma ação global unida, colocando a Interpol como facilitadora.
      O Fórum Econômico Mundial está atuando em parceria com a Interpol para moldar arquiteturas globais que apoiem essa colaboração e explorem maneiras de encorajar medidas responsáveis. “O ransomware está emergindo como o equivalente ao 'Velho Oeste' do espaço digital, onde qualquer pessoa, em qualquer ponto do tempo, pode se tornar uma vítima. Limitar o ransomware exige esforços coletivos de todos para melhorar a higiene cibernética em todos os setores, aumentar os custos e riscos para os cibercriminosos por meio de esforços disruptivos e reduzir a recompensa aos criminosos”, disse Tal Goldstein, chefe de estratégia do Centro de Segurança Cibernética do Fórum Econômico Mundial.
      (Crédito da imagem: Interpol)

    • Uma campanha sofisticada, ativa por pelo menos um ano, tem como alvo grandes empresas internacionais nos setores de energia, petróleo e gás e eletrônicos. Pesquisadores da Intezer descobriram o ataque, que também é direcionado a fornecedores de petróleo e gás, possivelmente indicando que esta é apenas a primeira fase de uma campanha mais ampla. 
      No caso de uma violação bem-sucedida, o invasor é capaz de usar a conta de e-mail comprometida para espalhar phishing em empresas que trabalham com o fornecedor, usando sua reputação estabelecida para ir atrás de entidades mais visadas.
      Segundo os pesquisadores, os atacantes usam e-mails falsificados e com erros de digitação para iniciar o ataque. A campanha se espalha por meio de e-mails de phishing feitos sob medida para os funcionários de cada empresa visada, e o conteúdo e o remetente dos e-mails parecem ser enviados por outra empresa no setor relevante, oferecendo uma parceria ou oportunidade de negócios. 
      Cada e-mail possui um anexo, geralmente um arquivo IMG, ISO ou CAB, que são formatos de arquivo comumente usados por invasores para evitar a detecção de verificadores antivírus baseados em e-mail. Ao abrir o anexo e clicar em um dos arquivos contidos, a vítima permite a execução de um um ladrão de informações.
      A Intezer descreveu o vetor de ataque, os motivos e táticas dos invasores usados na campanha. Leia mais (em inglês).

    • Um suposto cibercriminoso foi detido no Marrocos após investigação conjunta de dois anos pela Interpol, a polícia marroquina e o Group-IB por meio da Operação Lyrebird. O comunicado da Interpol afirma que o suspeito, agindo sob o nome de Dr. Hex, realizava atividades globais de phishing e fraudes, envolvendo inclusive cartão de crédito. Seus alvos seriam empresas de comunicação de língua francesa, bancos múltiplos e empresas multinacionais. 
      O Group-IB, fornecedor de soluções voltadas para a detecção e prevenção de ataques cibernéticos, disse que o suspeito estava envolvido em ataques a 134 sites que ocorreram entre 2009 e 2018.
      O suspeito teria ajudado a desenvolver kits de carding e phishing, que foram vendidos a outros indivíduos por meio de fóruns online para facilitar campanhas maliciosas semelhantes contra as vítimas.
       

    • Os analistas de malware do Doctor Web descobriram aplicativos maliciosos no Google Play que roubam logins e senhas de usuários do Facebook. Esses cavalos de Troia (trojans) foram espalhados como softwares inofensivos e instalados mais de 5.856.010 vezes, dizem os pesquisadores.
      Os aplicativos maliciosos foram detectados com os nomes Android.PWS.Facebook.13, Android.PWS.Facebook.14, Android.PWS.Facebook.17 ou Android.PWS.Facebook.18, de acordo com a empresa. Todas são pequenas variações do mesmo código. No total, os especialistas descobriram 10 desses aplicativos de trojan, sendo que nove estavam disponíveis no Google Play. Veja abaixo quais são os apps:
      Software de edição de fotos Processing Photo. Ele é detectado pelo Dr.Web Anti-Virus como Android.PWS.Facebook.13 e foi espalhado pelo desenvolvedor chikumburahamilton, sendo instalado mais de 500 mil vezes; Aplicativos que permitiam limitações de acesso para usar outro software instalado em dispositivos Android: App Lock Keep do desenvolvedor Sheralaw Rence, App Lock Manager do desenvolvedor Implummet col e Lockit Master do desenvolvedor Enali mchicolo – todos detectados como Android.PWS.Facebook.13. Eles foram baixados pelo menos 50 mil, 10 e 5 mil vezes, respectivamente; Limpador de lixo do desenvolvedor SNT.rbcl – um utilitário para otimizar o desempenho do dispositivo Android. Ele foi baixado mais de 100 mil vezes. O Dr.Web o detecta como Android.PWS.Facebook.13.; Programas de astrologia Horoscope Daily do desenvolvedor HscopeDaily momo, e Horoscope Pi do desenvolvedor Talleyr Shauna, também detectados como Android.PWS.Facebook.13. O primeiro teve mais de 100 mil instalações, enquanto o último, mais de mil instalações; Programa de condicionamento físico chamado Inwell Fitness e detectado como Android.PWS.Facebook.14 do desenvolvedor Reuben Germaine. Possui mais de 100 mil instalações; Aplicativo de edição de imagens chamado PIP Photo foi divulgado pela desenvolvedora Lillians. Suas várias versões são detectadas como Android.PWS.Facebook.17 e Android.PWS.Facebook.18. Este aplicativo tem mais de 5 milhões de downloads. Após o relatório dos especialistas do Doctor Web ao Google, parte desses aplicativos maliciosos foi removida do Google Play.

    • O ataque cibernético da gangue de ransomware Revil a empresas da cadeia de suprimentos da companhia americana Kaseya pode ter atingido até 1,5 mil negócios. A informação foi fornecida pela própria Kaseya em comunicado divulgado nesta terça-feira, 6 de julho.
      O ataque coordenado ocorreu na última sexta-feira e afetou empresas usuárias do produto da Kaseya chamado VSA, que oferece uma série de funções típicas de administração remota. Saiba mais na edição do 0news desta segunda-feira.
      Segundo o comunicado da companhia, cerca de 800 mil a 1 milhão de pequenas empresas ou empresas locais são gerenciadas pelos clientes da Kaseya, e apenas cerca de 800 a 1,5 mil foram comprometidas. A Kaseya afirma ainda que respondeu rapidamente ao ataque de ransomware, mitigando o impacto.
      O comunicado conta que a Kaseya foi alertada sobre um possível ataque de fontes internas e externas no dia 2 de julho, fechando imediatamente o acesso ao software em questão, o que fez com que apenas aproximadamente 50 dos mais de 35 mil clientes da Kaseya fossem violados.
      Depois disso, uma equipe interna de resposta a incidentes, em parceria com especialistas do setor em investigações forenses, entrou em ação para determinar a natureza do ataque. Agências governamentais de segurança cibernética e de aplicação da lei, incluindo o FBI e a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA), foram notificadas.
      A maioria dos clientes da Kaseya são provedores de serviços gerenciados, usando a tecnologia da companhia para gerenciar a infraestrutura de TI para empresas locais e pequenas com menos de 30 funcionários, como consultórios de dentistas, pequenos escritórios de contabilidade e restaurantes locais.“Nossas equipes globais estão trabalhando 24 horas por dia para colocar nossos clientes de volta em operação”, disse Fred Voccola, CEO da Kaseya, no comunicado. 
      (Imagem: Divulgação/Facebook)

    • Organizações estão perdendo milhões de dólares em receita a cada ano devido ao vazamento de códigos de infraestrutura, credenciais e tokens. Um relatório da 1Password aponta que o gerenciamento deficiente desses segredos está tornando mais fácil para os invasores encontrarem seu caminho e, depois que eles entram, ter recompensas grandes. As empresas que experimentaram vazamento de segredos, resultando em prejuízos financeiros, perderam em média US$ 1,2 milhão em receita, diz o estudo.
      O levantamento feito com 500 empresas de TI e DevOps sobre como lidam com os segredos que alimentam sua infraestrutura digital diz ainda que quatro em cada cinco empresas não estão gerenciando bem seus segredos, o que as deixa vulneráveis a ataques. Por conta disso, 60% das empresas pesquisadas experimentaram vazamento de segredos de algum tipo. Além disso, mais de três em cada quatro funcionários de TI e DevOps ainda têm acesso aos segredos de infraestrutura de seu antigo empregador. 
      A falta de foco na segurança é uma decorrência do aumento do ritmo de entrega de software e a busca por cronogramas acelerados, diz o estudo, o que faz com que os desenvolvedores geralmente sejam forçados a escolher entre velocidade e segurança, deixando os segredos de infraestrutura, como tokens de API, chaves SSH e certificados privados em arquivos de configuração ou próximos ao código-fonte para fácil acesso. Quanto mais fácil for para os desenvolvedores acessar esses segredos, mais fácil será também para os invasores acessá-los.
      Cerca de 80% das empresas pesquisadas admitem não gerenciar bem seus segredos, e 52% dos funcionários de TI e DevOps admitem que a explosão dos aplicativos em nuvem tornou o gerenciamento de segredos mais difícil. Na falta de uma solução ou estrutura de gerenciamento de segredos dedicada, eles precisam lidar com os segredos de maneira aleatória e ad hoc, gastando cerca de 25 minutos por dia apenas no gerenciamento de segredos a um custo coletivo de US$ 8,5 bilhões por ano.

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