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    • Bruna Chieco
      Um novo ladrão de informações chamado Panda Stealer, entregue por meio de e-mails de spam, foi identificado pela Trend Micro no início de abril. Os e-mails normalmente se apresentam como solicitações de orçamento comercial para atrair vítimas para a abertura de arquivos Excel maliciosos. Com base na telemetria da empresa de segurança, Estados Unidos, Austrália, Japão e Alemanha foram os países mais afetados em onda recente do spam. 
      Em uma das cadeias de infecção, um anexo .XLSM contém macros que baixam um carregador, que baixa e executa o ladrão principal. Outra cadeia de infecção envolve um arquivo .XLS anexado contendo uma fórmula do Excel que utiliza um comando do PowerShell para acessar paste.ee, uma alternativa do Pastebin, que acessa um segundo comando criptografado do PowerShell.
      Depois de instalado, o Panda Stealer pode coletar detalhes como chaves privadas e registros de transações anteriores de várias carteiras de moeda digital de sua vítima, incluindo Dash, Bytecoin, Litecoin e Ethereum. Além de ter como alvo carteiras de criptomoedas, ele pode roubar credenciais de outros aplicativos, como NordVPN, Telegram, Discord e Steam. O Panda Stealer também é capaz de fazer capturas de tela do computador infectado e exfiltrar dados de navegadores como cookies, senhas e cartões.
      O Panda Stealer é uma variante do Collector Stealer, que foi vendido em alguns clandestinos e em um canal do Telegram. Os pesquisadores encontraram ainda 264 arquivos semelhantes ao Panda Stealer no VirusTotal. Mais de 140 servidores C&C e mais de 10 sites de download foram usados por essas amostras. Alguns dos sites de download eram do Discord, contendo arquivos com nomes como build.exe, indicando que os agentes de ameaças podem estar usando o Discord para compartilhar a compilação do Panda Stealer.

    • O Google anunciou nesta quinta-feira, 6 de maio, uma nova seção de segurança no Google Play que tem o objetivo de ajudar as pessoas a entender os dados que um aplicativo coleta ou compartilha, se esses dados estão protegidos, e detalhes adicionais que afetam a privacidade e a segurança.
      "Trabalhamos em estreita colaboração com os desenvolvedores para manter o Google Play um espaço seguro e confiável para bilhões de pessoas aproveitarem os aplicativos Android mais recentes", diz Suzanne Frey, VP de produtos, segurança e privacidade Android, em publicação no Droid News.
      Segundo Suzanne, os desenvolvedores de apps querem maneiras simples de comunicar a segurança do aplicativo, que sejam fáceis de entender e ajudem os usuários a fazer escolhas informadas sobre como seus dados são tratados. Ela afirma que os desenvolvedores também desejam fornecer contexto adicional para explicar o uso de dados e como as práticas de segurança podem afetar a experiência do aplicativo. 
      Para isso, além dos dados que um aplicativo coleta ou compartilha, o Google introduziu na seção de segurança informações se:
      O aplicativo tem práticas de segurança, como criptografia de dados; O aplicativo segue a política do Google para famílias; O aplicativo precisa desses dados para funcionar ou os usuários têm a opção de compartilhá-los; A seção de segurança do aplicativo é verificada por um terceiro independente; O aplicativo permite que os usuários solicitem a exclusão de dados, se decidirem desinstalá-lo. O Google pedirá ainda que os desenvolvedores que compartilhem:
      Que tipo de dados são coletados e armazenados. Entre eles, opções potenciais são localização aproximada ou precisa, contatos, informações pessoais (por exemplo, nome, endereço de e-mail), fotos e vídeos, arquivos de áudio e arquivos de armazenamento; Como os dados são usados (por exemplo, para funcionalidade e personalização do aplicativo). Semelhante aos detalhes do aplicativo, como capturas de tela e descrições, os desenvolvedores são responsáveis pelas informações divulgadas em sua seção. O Google Play apresentará uma política que exige que eles forneçam informações precisas, e caso um desenvolvedor tenha deturpado os dados que forneceu, violando a política, o Google pedirá a correção do problema. Os aplicativos que não forem compatíveis estarão sujeitos à aplicação de políticas, diz Suzanne.
      Todos os aplicativos do Google Play, incluindo os próprios aplicativos do Google, serão obrigados a compartilhar essas informações e fornecer uma política de privacidade. "Estamos empenhados em garantir que os desenvolvedores tenham muito tempo para se preparar", destaca Suzanne, informando que a partir do segundo trimestre de 2022, os novos envios e atualizações de aplicativos já devem incluir essas informações.

    • O professor, analista de sistemas e economista José Augusto N. G. Manzano lançou o livro "Algoritmos Funcionais - Introdução minimalista à lógica de programação funcional pura aplicada à teoria dos conjuntos". 
      O livro busca fundamentar, dentro de seu escopo, diversas ações matemáticas e de programação importantes dentro do universo funcional. "Este livro foi escrito exclusivamente para uso em sala de aula. É um material voltado à apresentação e estudo da 'Lógica de Programação Funcional', que vem tomando grandes posições dentro do universo comercial no desenvolvimento de software", escreveu o autor em publicação no seu LinkedIn.
      Paradigma funcional – O paradigma funcional tem um jeito de programar específico, diferenciado do tradicional, com algumas vantagens para certas aplicações. Uma das áreas em que o paradigma funcional se destaca é a ciência de dados, que tem sido uma grande aposta das empresas, especialmente startups, na busca de profissionais.
      Dentro do paradigma funcional, há várias linguagens de programação. O Nubank, por exemplo, utiliza bastante uma linguagem chamada Clojure, e tem uma alta demanda por profissionais que programem nessa linguagem (saiba mais). 
      Este livro, portanto, é uma introdução para quem quer adentrar nesse mundo das linguagens funcionais. Qualquer futuro programador em uma dessas linguagens funcionais vai se beneficiar deste conteúdo. 

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      O professor Manzano se destaca também por produzir muitos materiais da área, se mantendo sempre atualizado sobre o que o mercado está precisando no momento. Já divulgamos outros trabalhos de sua autoria aqui no Mente Binária, entre eles o livro 'Fundamentos em Programação Assembly':
       
      Inclusive, o canal do professor Manzano no YouTube possui mini aulas sobre programação de computadores e outros assuntos relacionados à área da computação e tecnologia da informação. Vale conferir!

    • Pesquisadores da SentinelOne descobriram que, desde 2009, vulnerabilidades nos drivers da Dell afetam potencialmente centenas de milhões de máquinas. Os atacantes podem usar os bugs para iniciar uma série de ataques. As cinco falhas de alta gravidade no driver de atualização de firmware da Dell afetam desktops, laptops, notebooks e tablets da fabricante.
      As descobertas do SentinelLabs foram relatadas à Dell em 1º de dezembro de 2020 e são rastreadas como CVE-2021-21551. A Dell, por sua vez, lançou uma atualização de segurança para seus clientes para resolver a vulnerabilidade.
      Em publicação no Blog do SentinelLabs, o pesquisador relata o processo de investigação da postura de segurança do módulo de driver de atualização de firmware versão 2.3 (dbutil_2_3.sys). O componente vem pré-instalado na maioria das máquinas Dell que executam o Windows e máquinas Windows recém-instaladas que foram atualizadas. 
      O driver chamou a atenção do pesquisador devido ao uso do Process Hacker, que tem um recurso que exibe uma mensagem de notificação toda vez que um serviço é criado ou excluído. Isso o levou à descoberta dos cinco bugs de alta gravidade que permaneceram ocultos por 12 anos. 
      As falhas de alta gravidade podem permitir que qualquer um aumente privilégios e execute o código no modo kernel. Entre os abusos das vulnerabilidades está o fato de que elas podem ser usadas para contornar produtos de segurança. Um invasor com acesso à rede de uma organização também pode executar código em sistemas Dell sem patch e usar essa vulnerabilidade para obter elevação local de privilégio. 
      (Crédito da imagem: Wikipedia)

    • Atacantes estavam explorando um bug grave no sistema operacional da Apple, o macOS, conseguindo contornar a maioria dos mecanismos de segurança do sistema. Segundo a Vice, o bug era, até então, desconhecido e foi utilizado para invadir um número não identificado de computadores Mac. O problema foi relatado à Apple em 25 de março, e a empresa já lançou um patch na versão mais recente do MacOS Big Sur, corrigindo a falha.
      Pesquisadores de segurança que encontraram a vulnerabilidade e a analisaram dizem que a falha permitia que os atacantes criassem um malware que poderia assumir o controle do computador da vítima, contornando as proteções de segurança da Apple no macOS, como Gatekeeper, Quarentena de Arquivos e requisitos de autenticação de aplicativos. Em teoria, esses mecanismos bloqueiam o acesso de arquivos baixados da Internet aos arquivos do usuário, a menos que sejam assinados por desenvolvedores conhecidos e tenham sido verificados pela Apple. 
      Um pesquisador independente especializado em macOS afirmou à Vice que esse é o pior ou potencialmente o mais impactante bug para os usuários diários do macOS. Apesar da vítima em potencial ter que clicar duas vezes em um arquivo malicioso para infectar seu computador, o sistema não mostra nenhum alerta, prompt, nem bloqueia a execução do aplicativo, de acordo com os pesquisadores.
      Um porta-voz da Apple disse que a empresa implantou regras para detectar malwares que abusam desse bug em seu aplicativo antivírus XProtect. Essas regras são instaladas automaticamente em segundo plano, o que significa que todos os dispositivos macOS, incluindo os que executam versões anteriores, também terão essa proteção.

    • O AirDrop, recurso que permite que usuários de Mac e iPhone transfiram arquivos sem fio entre dispositivos da Apple, está com uma falha que permite o vazamento de e-mails e números de telefone dos usuários. 
      Segundo o Ars Technica, o AirDrop, que usa Wi-Fi e Bluetooth para estabelecer conexões diretas com dispositivos próximos e transferir fotos, documentos, etc., entre um dispositivo iOS ou macOS para outro, funciona em três modos: um que permite que apenas contatos se conectem, um segundo que permite que qualquer pessoa se conecte, e o terceiro, que não permite nenhuma conexão.
      Para determinar se o dispositivo de um possível remetente deve se conectar a outros dispositivos próximos, o AirDrop transmite anúncios Bluetooth que contêm um hash criptográfico parcial do número de telefone e endereço de e-mail do remetente. Se qualquer um dos hashes truncados corresponder a qualquer número de telefone ou endereço de e-mail no catálogo de endereços do dispositivo receptor, ou se o dispositivo estiver configurado para receber de qualquer pessoa, os dois dispositivos entrarão em autenticação mútua via Wi-Fi, trocando os hashes SHA-256 completos dos números de telefone e endereços de e-mail dos usuários.
      O Ars Technica explica que atacantes conseguem descobrir os hashes executando um ataque de força bruta, que lança um grande número de suposições e espera por aquele que gera o hash procurado. Quanto menor a imprevisibilidade ou força no texto não criptografado, mais fácil de adivinhar ou quebrar o hash.
      "Esta é uma descoberta importante, pois permite que os invasores obtenham informações bastante pessoais dos usuários da Apple que, em etapas posteriores, podem ser abusadas para ataques de spear phishing, golpes, etc. ou simplesmente serem vendidos", diz ao Ars Technica um dos pesquisadores na Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha, que encontrou as vulnerabilidades, Christian Weinert. 
      Os pesquisadores dizem que notificaram a Apple em particular sobre suas descobertas em maio de 2019. Um ano e meio depois, eles apresentaram o "PrivateDrop", um AirDrop reformulado que desenvolveram e que usa interseção de conjuntos privados, uma técnica criptográfica que permite que as duas partes façam contato sem revelar hashes vulneráveis. A implementação do PrivateDrop está publicamente disponível no GitHub.
      Segundo o Ars Technica, até o momento, a Apple não indicou se tem planos de adotar o PrivateDrop ou empregar alguma outra forma de corrigir o vazamento. 

    • A Força-Tarefa de Ransomware (Ransomware Task Force – RTF), ampla coalizão de especialistas da indústria, governo, agentes da lei, organizações sem fins lucrativos, empresas de seguro de segurança cibernética e organizações internacionais, compartilhou uma estrutura de ações para interromper o modelo de negócios do ransomware. 
      O grupo foi formado no final do ano passado com a proposta de fazer um sprint de dois a três meses para avaliar as soluções existentes em vários níveis da cadeia de eliminação do ransomware, identificando lacunas na aplicação da solução e criando um roteiro de objetivos concretos e marcos acionáveis para tomadores de decisão de alto nível. 
      Em relatório divulgado nesta quinta-feira, 29 de abril, o grupo elencou recomendações informadas por uma ampla bancada de especialistas, imediatamente acionáveis, formando uma estrutura para reduzir o empreendimento criminoso chamado ransomware. "Ransomware não é mais apenas um crime financeiro; é um risco urgente à segurança nacional que ameaça escolas, hospitais, empresas e governos em todo o mundo", diz a RTF.
      Entre as recomendações prioritárias para combater ataques de ransomware estão:
      Esforços internacionais diplomáticos e policiais coordenados devem priorizar proativamente o ransomware por meio de uma estratégia abrangente e com recursos, incluindo o uso de uma abordagem de incentivo e punição para impedir que os estados-nação forneçam refúgios seguros aos criminosos do ransomware. Os Estados Unidos deveriam liderar pelo exemplo e executar uma campanha anti-ransomware sustentada, agressiva, de todo o governo, impulsionada pela inteligência, coordenada pela Casa Branca. Nos EUA, isso deve incluir o estabelecimento de 1) um Grupo de Trabalho Interagências liderado pelo Conselho de Segurança Nacional em coordenação com o nascente Diretor Nacional de Cibernética; 2) uma Força-Tarefa Conjunta de Ransomware interna do Governo dos Estados Unidos; e 3) um Centro de Foco em Ameaças de Ransomware informal, colaborativo e privado, liderado pelo setor privado. Os governos devem estabelecer fundos de resposta e recuperação cibernética para apoiar a resposta a ransomware e outras atividades de segurança cibernética; exigir que as organizações relatem pagamentos de resgate; e exigir que as organizações considerem alternativas antes de fazer pagamentos. Um esforço coordenado internacionalmente deve desenvolver uma estrutura clara, acessível e amplamente adotada para ajudar as organizações a se prepararem e responderem a ataques de ransomware. Em alguns setores com poucos recursos e mais críticos, incentivos (como redução de multas e financiamento) ou regulamentação podem ser necessários para impulsionar a adoção. O setor de criptomoedas que permite o crime de ransomware deve ser regulamentado de forma mais rigorosa. Os governos devem exigir que as trocas de criptomoedas, quiosques de criptografia e "balcões" de negociação (OTC) cumpram as leis existentes. A RTF diz ainda que essa estrutura estratégica visa ajudar os formuladores de políticas e líderes da indústria a tomarem medidas em nível de sistema, por meio de legislação potencial, financiamento de novos programas ou lançamento de novas colaborações em nível de indústria. "Isso ajudará a comunidade internacional a construir resistência, interromper o modelo de negócios de ransomware e desenvolver resiliência para essa ameaça", diz o relatório.
      A estrutura foi organizada em torno de quatro objetivos: impedir ataques de ransomware por meio de uma estratégia abrangente coordenada nacional e internacionalmente; interromper o modelo de negócios do ransomware, reduzindo os lucros criminosos; ajudar as organizações a se prepararem para ataques de ransomware; e responder a ataques de ransomware de forma mais eficaz."Será necessário nada menos do que nosso esforço coletivo total para mitigar o flagelo do ransomware", diz a RTF no relatório.

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