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    • Bruna Chieco
      O ataque cibernético da gangue de ransomware Revil a empresas da cadeia de suprimentos da companhia americana Kaseya pode ter atingido até 1,5 mil negócios. A informação foi fornecida pela própria Kaseya em comunicado divulgado nesta terça-feira, 6 de julho.
      O ataque coordenado ocorreu na última sexta-feira e afetou empresas usuárias do produto da Kaseya chamado VSA, que oferece uma série de funções típicas de administração remota. Saiba mais na edição do 0news desta segunda-feira.
      Segundo o comunicado da companhia, cerca de 800 mil a 1 milhão de pequenas empresas ou empresas locais são gerenciadas pelos clientes da Kaseya, e apenas cerca de 800 a 1,5 mil foram comprometidas. A Kaseya afirma ainda que respondeu rapidamente ao ataque de ransomware, mitigando o impacto.
      O comunicado conta que a Kaseya foi alertada sobre um possível ataque de fontes internas e externas no dia 2 de julho, fechando imediatamente o acesso ao software em questão, o que fez com que apenas aproximadamente 50 dos mais de 35 mil clientes da Kaseya fossem violados.
      Depois disso, uma equipe interna de resposta a incidentes, em parceria com especialistas do setor em investigações forenses, entrou em ação para determinar a natureza do ataque. Agências governamentais de segurança cibernética e de aplicação da lei, incluindo o FBI e a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA), foram notificadas.
      A maioria dos clientes da Kaseya são provedores de serviços gerenciados, usando a tecnologia da companhia para gerenciar a infraestrutura de TI para empresas locais e pequenas com menos de 30 funcionários, como consultórios de dentistas, pequenos escritórios de contabilidade e restaurantes locais.“Nossas equipes globais estão trabalhando 24 horas por dia para colocar nossos clientes de volta em operação”, disse Fred Voccola, CEO da Kaseya, no comunicado. 
      (Imagem: Divulgação/Facebook)

    • Organizações estão perdendo milhões de dólares em receita a cada ano devido ao vazamento de códigos de infraestrutura, credenciais e tokens. Um relatório da 1Password aponta que o gerenciamento deficiente desses segredos está tornando mais fácil para os invasores encontrarem seu caminho e, depois que eles entram, ter recompensas grandes. As empresas que experimentaram vazamento de segredos, resultando em prejuízos financeiros, perderam em média US$ 1,2 milhão em receita, diz o estudo.
      O levantamento feito com 500 empresas de TI e DevOps sobre como lidam com os segredos que alimentam sua infraestrutura digital diz ainda que quatro em cada cinco empresas não estão gerenciando bem seus segredos, o que as deixa vulneráveis a ataques. Por conta disso, 60% das empresas pesquisadas experimentaram vazamento de segredos de algum tipo. Além disso, mais de três em cada quatro funcionários de TI e DevOps ainda têm acesso aos segredos de infraestrutura de seu antigo empregador. 
      A falta de foco na segurança é uma decorrência do aumento do ritmo de entrega de software e a busca por cronogramas acelerados, diz o estudo, o que faz com que os desenvolvedores geralmente sejam forçados a escolher entre velocidade e segurança, deixando os segredos de infraestrutura, como tokens de API, chaves SSH e certificados privados em arquivos de configuração ou próximos ao código-fonte para fácil acesso. Quanto mais fácil for para os desenvolvedores acessar esses segredos, mais fácil será também para os invasores acessá-los.
      Cerca de 80% das empresas pesquisadas admitem não gerenciar bem seus segredos, e 52% dos funcionários de TI e DevOps admitem que a explosão dos aplicativos em nuvem tornou o gerenciamento de segredos mais difícil. Na falta de uma solução ou estrutura de gerenciamento de segredos dedicada, eles precisam lidar com os segredos de maneira aleatória e ad hoc, gastando cerca de 25 minutos por dia apenas no gerenciamento de segredos a um custo coletivo de US$ 8,5 bilhões por ano.

    • A gangue Babuk parece ter voltado ao antigo hábito de criptografar redes corporativas. Segundo o BleepingComputer, os criminosos tinham anunciado sua saída do negócio em abril, mas estão atualmente usando uma nova versão de seu malware de criptografia de arquivos e mudaram a operação para um novo site de vazamento.
      O grupo de ransomware Babuk ficou conhecido no início do ano, mas alega que seus ataques começaram em meados de outubro de 2020, visando empresas em todo o mundo e exigindo resgates entre $ 60 mil e $ 85 mil em Bitcoin. 
      Uma das vítimas mais divulgadas é o Departamento de Polícia Metropolitana (MPD) de Washinton DC. O BleepingComputer diz que esse ataque provavelmente levou a gangue a anunciar sua aposentadoria do negócio de ransomware apenas para adotar outro modelo de extorsão que não incluía criptografia.
      A gangue também anunciou planos de lançar seu malware para que outros cibercriminosos pudessem iniciar uma operação de ransomware como serviço, e acabou publicando seu construtor, uma ferramenta que gera ransomware personalizado. O pesquisador de segurança Kevin Beaumont o encontrou no VirusTotal e compartilhou as informações para ajudar a comunidade de segurança na detecção e descriptografia.

    • O Google está trabalhando para adicionar um modo Apenas HTTPS (HTTPS-Only) ao navegador Chrome para proteger o tráfego dos usuários de espionagem, atualizando todas as conexões para HTTPS. Segundo o Bleeping Computer, o novo recurso está sendo testado nas versões de pré-visualização do Chrome 93 Canary para Mac, Windows, Linux, Chrome OS e Android.
      Embora nenhum anúncio oficial tenha sido feito ainda, o modo HTTPS-Only provavelmente será lançado em 31 de agosto, diz o site. O Google já atualizou o Chrome para o padrão HTTPS em todos os URLs digitados na barra de endereço se o usuário não especificar nenhum protocolo.
      Para testar o recurso experimental, é preciso habilitar a sinalização "Configuração do modo somente HTTPS" acessando chrome://flags/#https-only-mode-setting. Uma vez ativada a opção "Sempre usar conexões seguras" às configurações de segurança do navegador, o Chrome vai atualizar automaticamente toda a navegação para HTTPS e exibir alertas antes de carregar sites que não o suportam.
      Ao atualizar todas as conexões de sites para HTTPS, o Google Chrome protegerá os usuários de ataques man-in-the-middle que tentam espionar dados trocados com servidores da Internet por meio do protocolo HTTP não criptografado. O HTTPS também garante que os invasores que tentam interceptar o tráfego da Web não alterem os dados trocados com sites da Internet sem serem detectados.

    • Em abril, um arquivo contendo dados supostamente retirados de 500 milhões de perfis do LinkedIn foi colocado à venda em um fórum de hackers popular. Agora uma nova publicação com 700 milhões de registros da rede foi encontrada por pesquisadores da PrivacySharks. 
      O anúncio dos dados colocados à venda foi postado em 22 de junho, incluindo uma amostra de 1 milhão de registros como "prova". A PrivacySharks examinou a amostra grátis e viu que os registros incluem nomes completos, gênero, endereços de e-mail, números de telefone e informações do setor de empresas. 
      Não está claro qual é a origem dos dados, mas o ThreatPost indica que a coleta de perfis públicos é uma fonte provável, pois esse foi o motor por trás da coleção dos 500 milhões de registros do LinkedIn que foram colocados à venda em abril. 
      O LinkedIn afirmou ao ThreatPost que nenhuma violação de suas redes ocorreu desta vez. "Embora ainda estejamos investigando esse problema, nossa análise inicial indica que o conjunto de dados inclui informações extraídas do LinkedIn, bem como informações obtidas de outras fontes", diz o comunicado da empresa. "Isso não foi uma violação de dados do LinkedIn e nossa investigação determinou que nenhum dado privado de membro do LinkedIn foi exposto". 

    • O Microsoft Threat Intelligence Center identificou atividades do agente de ameaças Nobelium em conta de um representante de suporte ao cliente. Segundo os pesquisadores, o ataque envolveu invasão de senha e ataques de força bruta a partir da implantação de um malware para roubo de informações. Depois disso, os atacantes usaram as informações para lançar ataques altamente direcionados como parte de uma campanha mais ampla. 
      A Microsoft informa que a maioria dos alvos não foi comprometida com sucesso, mas todos os clientes comprometidos ou visados estão sendo contatados por meio de seu processo de notificação. "Esta atividade foi direcionada a clientes específicos, principalmente empresas de TI (57%), seguido pelo governo (20%), e porcentagens menores para organizações não governamentais e think tanks, bem como serviços financeiros", dizem os pesquisadores. 
      Os alvos estão especialmente localizados nos EUA (45%), seguido por 10% no Reino Unido, e números menores da Alemanha e Canadá. Ao todo, 36 países foram visados, diz a Microsoft. "A investigação está em andamento, mas podemos confirmar que nossos agentes de suporte estão configurados com o conjunto mínimo de permissões necessárias como parte de nossa abordagem de “acesso menos privilegiado” Zero Trust [Modelo e Estrutura de Segurança de Confiança Zero da Microsoft]". 

    • Nos últimos meses, dividimos algumas dicas para quem tem curiosidade acerca das possibilidades de carreiras em Segurança de Aplicações. Afinal, seja para uma transição de carreira, ou mesmo para quem está ingressando agora no mercado de trabalho, ela é apontada como uma das áreas mais promissoras para os próximos anos.
      Desta vez, para mostrar como é a rotina e quais são os desafios de um jovem profissional que está desbravando uma das muitas possibilidades de carreiras dentro de Segurança de Aplicações, resolvemos conversar diretamente com alguém que acabou de ingressar neste universo.
      Nosso bate-papo de hoje é com o Antony Leite, de 17 anos, que há cinco meses é estagiário no time Pentest as a Service (PTaaS) da Conviso, e que, no momento, está estudando para aprimorar suas skills técnicas em relação a Pentest Web e Pentest Mobile.  Foi a partir de uma conversa com um professor e com a ajuda de uma comunidade online que ele passou a ter interesse em uma carreira na área e acabou encontrando esta oportunidade na Conviso.
      Ele nos conta um pouco sobre como é a sua rotina enquanto um profissional que está começando nesta área, quais foram suas primeiras impressões e o que mais o surpreendeu em relação ao dia a dia de uma empresa de AppSec. Confira!
      Antony, antes de entrar na Conviso, qual era o seu conhecimento sobre Segurança de Aplicações? Já ouvia falar a respeito da área nos cursos que frequenta?
      Antes de entrar na Conviso eu estava terminando o curso Pentest Profissional e o Pentest Experience da DESEC (já terminei ele e só estou esperando a minha DCPT - Desec Certified Penetration Tester chegar). Eu fiquei sabendo da Conviso por conta do seu produto - o AppSec Flow -  em um dos bate papos na Boitatech.
      Antes de trabalhar na Conviso, você considerava uma carreira em AppSec? Ou aconteceu “por acaso”?
      Sim. O meu interesse pela a área de AppSec surgiu no início da pandemia e isso se deve a dois fatores. O primeiro é o meu professor Jocenio, que ministrava a matéria de Sistema de Comunicação, ao qual tive o prazer de ter alguns bate-papos sobre as possibilidades de trabalho nessa área. Naquele momento eu percebi que existia um mundo de possibilidades. O segundo fator foi a comunidade Boitatech, eles foram responsáveis pelo meu engajamento inicial na área, meu desenvolvimento em relação às skills técnicas e metodologias de estudo, durante esse tempo sempre estive presente nela, conheci pessoas incríveis que sempre me ajudaram.
      O que mais te surpreendeu a respeito da rotina de um profissional de AppSec?
      As possibilidades de trabalho. Antes de entrar na área eu tinha uma visão muito pequena de como funciona toda a operação de AppSec, achava que tinha poucas possibilidades, mas não - existem várias!

      "A parte mais gratificante acho que é o autodesenvolvimento, a sensação de sempre estar evoluindo, aprendendo algo novo, principalmente na Conviso, onde um dos valores é crescer 1% por dia"
       
      Como é a sua rotina de trabalho?
      A minha rotina de trabalho na Conviso inicia na segunda-feira, com uma reunião semanal, onde são separadas as análises que serão executadas durante a semana e quem será o responsável por cada uma. Normalmente eu fico acompanhando um analista em um projeto. No final da semana, na sexta-feira, acontece a reunião de Review, onde cada membro do time mostra o que ele realizou durante aquela semana, se enfrentaram alguma dificuldade na realização do projeto ou algo do tipo.
      Depois de 15 dias temos uma reunião de retrospectiva, onde apontamos pontos positivos, pontos que devem ser melhorados e ações para que o time possa melhorar - é uma dinâmica muito legal e produtiva. A cada 30 dias temos ainda a reunião One-a-One que acontece entre você e o seu líder, onde você levará pontos que possam ser melhorados no seu dia a dia, planos para o seu PDI - Plano de Desenvolvimento Pessoal, ou qualquer assunto que caiba a você e ao seu líder. Depois de algum tempo no estágio, acompanhando os analistas, você irá escolher um tema para fazer um blog post, onde a Conviso irá divulgar em seu blog.
      Para você, qual a parte mais gratificante de trabalhar nesta área? E qual a mais desafiadora?
      A parte mais gratificante acho que é o autodesenvolvimento, a sensação de sempre estar evoluindo, aprendendo algo novo, principalmente na Conviso, onde um dos valores é crescer 1% por dia. A parte mais desafiadora é quando encontramos a fronteira do nosso conhecimento. Na minha área, isso ocorre quando estamos analisando uma aplicação e encontramos novas tecnologias do mercado ou tecnologias implementadas de forma mais robusta, o que acaba nos levando a ter que estudar esse assunto mais a fundo, levando em conta as especificidades do sistema do cliente. Posso garantir que é bem desafiante, mas, por outro lado, é muito gratificante quando avançamos nessa fronteira do conhecimento.
      Você pretende seguir carreira em AppSec depois de formado? Se sim, qual direcionamento pretende tomar dentro da área?
      Sim, pretendo seguir na carreira de AppSec com foco na parte ofensiva.
      Que dicas você daria para alguém que tem interesse em ingressar na área de AppSec?
      Frequentar comunidades voltadas para essa área, participar de eventos e buscar se manter sempre atualizado sobre as novas tecnologias e tendências é um ótimo início, como também participar de CTFs, visto que temos ótimas plataformas como o TryHackMe, HackTheBox, PicoCTF. Porém, ressalto que estudar, buscar cursos e certificações voltadas para essa área é muito recomendável, pois são os momentos que você consegue dar alguns saltos de conhecimento. Além disso, junto aos cursos, buscar sempre praticar, testar a teoria e experimentar novas abordagens são também iniciativas que sempre garantem muito aprendizado e um amadurecimento/evolução na área de AppSec.
      Segurança de Aplicações - possibilidades de carreira vão muito além do Pentest
      Se assim como o Antony você tem interesse em uma carreira em Segurança de Aplicações, a Conviso tem vagas para variados perfis - desde estagiários a profissionais sênior - e em diversas áreas da empresa. 
      No caso do Antony, ele gostou tanto da experiência no time de Pentest as a Service (PTaaS), que pretende seguir na carreira de AppSec com foco na parte ofensiva. Mas vale lembrar que existem muitas outras áreas em que um profissional pode atuar quando falamos sobre AppSec.
      Na Conviso, por exemplo, um Analista de Segurança da Informação tem uma série de possibilidades. Este profissional pode trabalhar tanto na área de Consulting -  atuando em projetos que têm como objetivo entregar processos, programas e atividades que tenham como foco em AppSec; como pode também atuar no time de Managed Security Services - MSS, como o responsável por diversas etapas do ciclo de desenvolvimento seguro, análise de requisitos, modelagem de ameaças, revisão de código e recomendações de melhores práticas de segurança; e pode ainda também atuar na área de PTaaS, testando aplicações nos mais variados contextos possíveis, subvertendo software e construindo soluções criativas.
      E vale lembrar que até aqui abordamos apenas algumas das atividades relacionadas aos analistas que atuam nos times de Professional Services. Profissionais como um Desenvolvedor, que se dedica ao desenvolvimento de software, ou mesmo um Account Executive, que atua no time de Sales e tem contato direto com os clientes, também são imprescindíveis para que uma empresa de AppSec funcione e prospere!
      Se você tem interesse em saber mais sobre a rotina de outros profissionais que fazem uma empresa de Segurança de Aplicações acontecer - como Desenvolvedores Ruby on Rails, bem como time de Sales, Marketing e People Hacking, sinalize nos comentários, e certamente traremos este conteúdo em um próximo texto. Até lá, não deixe de conhecer as vagas abertas na Conviso. 😉


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